<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334</id><updated>2011-04-21T21:35:05.571-03:00</updated><category term='Maconha'/><category term='Políticos'/><category term='Corrupção'/><category term='Mandato'/><category term='Marta'/><title type='text'>Meu Diário da Campanha</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>60</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-6821858389342121691</id><published>2008-10-12T16:13:00.000-03:00</published><updated>2008-10-13T12:20:36.164-03:00</updated><title type='text'>O segundo turno</title><content type='html'>Por que não podia ser mais simples? Por que não bastava dizer "prefiro este", "prefiro aquele", "prefiro eu a eles"?? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, eu explico. Em capítulos - se vocês querem saber todos os porquês, eu preciso de tempo e espaço para colocá-los aqui (e em versão resumida!). Afinal, como já me cobraram alguns, é preciso levar em conta "o momento histórico", etc. Então lá vem história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou sumir, como disse – brincando – à Folha. Não vou meditar em Fernando de Noronha, nem em Três Coroas (bem que preciso, mas fica para depois). Não vou ficar inerte, muito menos o meu partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trajetória do PPS nos últimos anos é evidente – em São Paulo como em Brasília, rompeu com o PT. Foram aliados até alguns anos atrás; o PPS participou da campanha do Lula em 2002 e da Marta em 2000. Mas chegou à conclusão que o PT estava afastado demais de seus ideais de esquerda, da conduta que o partido sempre defendeu, e passou a lhe fazer oposição. Em 2004 e 2006, apoiou a chapa tucana à prefeitura e à presidência da República. (E embarcou em um anti-petismo que me incomodou muito, como na propaganda em que um ator trocava a estrela pelo nariz de palhaço. Argh). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui petista a vida toda. Nos tempos de ditadura, seguindo o pensamento da minha mãe e das freiras do colégio, me identificava com a oposição. Do alto dos meus 9 anos, já tinha uma opinião firme: contra a ditadura, a tortura, a repressão, a concentração de renda, a injustiça. O discurso do patriotismo fanático, da segurança nacional, da “ordem e progresso”. Os que eles (os militares) chamavam de “subversivos” eram quem eu olhava com admiração. Gostava do Henfil, do Chico Buarque, Dalmo Dallari, Claudio Abramo, Aloísio Byondi, Dom Helder Câmara e Dom Pedro Casaldáliga. Do Marx e do Che. Dos guerrilheiros de El Salvador e da Nicarágua. Do ETA, do Sendero Luminoso, do IRA. Dos Panteras Negras. Dos metalúrgicos do ABC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconquistados os direitos civis e políticos, restabelecida a democracia, logo surgiu o PT, formado exatamente por algumas das pessoas que eu mais admirava nessa história toda. No começo, ainda fiquei um pouco desconfiada dessa novidade toda – Lula candidato ao governo, será? O MDB tinha sido o “meu partido” até ali. Mas logo concluí que eu queria a “novidade toda”, e decidi “votar no Lula” (ainda não tinha idade para isso, e não consegui convencer minha mãe, que ficou com o Montoro). Virei petista, “para sempre”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Ao longo dos anos, militei pelo PT de tudo quanto é jeito – exceto “organicamente”. Defendia o partido no colégio, na família, no trabalho, no ônibus. Participava de debates no Sindicato dos Artistas. Comprava minhas estrelinhas e fazia campanha eleitoral nas escadas do Objetivo. Comparecia às manifestações que o partido convocava. Mais tarde, na televisão, pautava temas de esquerda nos debates, como a reforma agrária, e convidava representantes do PT para a mesa, para defender “nosso” lado nas discussões (claro que eu convidava o outro lado também). Acompanhava os posicionamentos do partido em relação aos grandes temas nacionais e internacionais; me orgulhava do desempenho dos nossos parlamentares. Onde havia um rolo, uma denúncia, uma bandalheira, era seguro: o PT estava do outro lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003, à beira de mais uma depressão, com um desânimo profundo em relação ao mundo, a política, a sociedade civil organizada, a mídia, os movimentos sociais, o diabo, resolvi sair candidata a uma vaga na Câmara Municipal. Pelo PT, óbvio. Como o apoio decidido e decisivo do Alexandre Youssef, então Coordenador de Juventude da Prefeitura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não era movida a ilusão, mas des-ilusão. Desgosto, raiva, amargura. Queria entrar na política porque não suportava mais o poder limitado da militância fora dela, tanto quanto não suportava a falta de noção, comprometimento e sensibilidade da própria. “Você vai abrir mão do poder e prestígio que já tem para se meter naquele antro?”, ouvi de vários colegas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que poder? Que prestígio? O que eu consigo mudar de fato com um programa na televisão a cabo (ESPN), uma coluna no jornal (no caderno Esporte da Folha) e uma participação na programação esportiva das rádios Globo/ CBN? Ok, comunicadores podem influenciar muito – a população e os políticos – mas eu queria poder fazer mais do que isso. Ao menos por quatro anos (ou no máximo por quatro anos), quis dedicar minha vida à militância política em tempo integral, dez ou mais horas por dia, comandando uma equipe. O Youssef apareceu com a sugestão de eu sair candidata exatamente quando eu estava inclinada a isso, e coordenou a minha campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e ele compartilhávamos uma visão crítica, cética, sobre o velho “modelão” da política – ou os velhos modelões, porque havia vários figurinos diferentes, mas todos eles nos incomodavam. O do fanatismo partidário ou de classe, em que é sempre “nós do bem” contra “eles do mal”, e o do fingimento, conveniência, amorfismo. O modelo da rigidez absoluta, a intransigência, o apego a dogmas, e o da total falta de identidade, rigor, convicção. No PT, como em qualquer lugar do mundo, havia as duas coisas. Tínhamos de lidar com elas o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A Marta, então prefeita, apoiou a minha candidatura. Recomendou atenção especial para ela aos coordenadores de sua campanha. E me fez recomendações muito a proprósito: “Não vai se acotovelar disputando espaço em comício, porque você não ganha nada com isso. Teu público é outro. O partido vai querer que você vá, mas não precisa. Faz a tua campanha como você está pensando – debates em escolas, por exemplo”. Ótimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Essa “atenção especial” começou a gerar meus primeiros desconfortos no partido. Porque eles tratavam com a maior naturalidade, por exemplo, a contratação de lideranças comunitárias para fazer campanha para mim. O problema é que o serviço não era acertado por horas trabalhadas, mas sim por “produtividade”: “Eu tenho cinco mil votos nesta região da cidade. Quero quinze mil reais para trabalhar você lá. É garantido, você pode ver depois os votos naquela Sessão”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, o PT não é o único a fazer isso. CLARO que não. Mas o PT era o meu partido, e eu não queria que ele fizesse as coisas desse jeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da campanha, outros pontos de atrito foram aparecendo. Queriam me dar dez mil bandeiras de poste - “Não quero, eu sempre critiquei isso, vou fazer igual?”. “Então você não vai se eleger...”. “Eu sei que, com faixas pela cidade, eu posso ganhar alguns votos – mas também perco outros. Não quero”. Era visível que eles me consideravam, por vários motivos, uma barca furada, um investimento perdido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Eu me elegi com folga, para surpresa de muitos (que torciam a meu favor ou contra mim). E comecei a ter meus primeiros contatos com a bancada do PT na Câmara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa altura, eu sei, todo mundo já leu nos jornais qual é o fim da novela. Muito mal contada, é verdade, mas já volto a isso. Agora vou conitnuar relembrando a história toda assim mesmo - de como saí do PT depois dele ter sido meu partido a vida toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capítulo anterior terminou no ponto em que eu comecei a conviver com a bancada do PT na Câmara Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos primeiros contatos que tive foi com um vereador que me chamou para explicar um pouco como as coisas funcionavam por aqui. Em conversa informal na sala dele, me descreveu alguns colegas. "Fulano é um barato. Se você fechar com ele por 100, não adianta vir alguém oferecer 200 - ele tá fechado com você e acabou, não tem conversa". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei morrendo de medo de perguntar se aquilo era só modo de dizer ou a descrição de uma situação real. Ele parecia se divertir com o personagem - que estava mais para "inimigo histórico" do que "um barato", mas enfim... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram-se outras descrições: "Aquele disse que ia votar em um candidato à Presidência da Mesa e, no dia seguinte, votou em outro. Virou um pária na Casa. Não aprova mais nem nome de rua. O que não se suporta aqui é traição". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim, "virou um pária"? "Não aprova nem nome de rua"?. Então é assim que funciona - o projeto é aprovado se o vereador estiver bem na fita com os colegas? E se ele tivesse algum projeto bom? Os outros vereadores todos concordaram com esse "banimento" do "pária"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra informação: "Fulano, você conhece?, é bispo. Mas se você pagar, ele aprova até a liberação da maconha". E o vereador ria, se divertia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da sala dele arrasada. Pensando: "Será que as pessoas que diziam que eu não devia me meter neste mundo tinham razão? Será que é uma panela da qual todos fazem parte, de um jeito ou de outro?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, fui convidada para uma reunião das bancadas do PT - a de 2004 e a que tomaria posse em 2005 - para discutir alguns posicionamentos na passagem do governo Marta para o Serra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos temas em pauta era a votação do Orçamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a presença da prefeita, discutiu-se a "margem de remanejamento" - quanto o Executivo pode mexer no orçamento depois de ele ter sido aprovado pela Câmara. O governo sempre quer poder mexer muito; a oposição quer que o governo respeite ao máximo o texto da lei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marta tinha uma margem de remanejamento de 15%. O PSDB esbravejava, dizia que era um absurdo, que com isso a lei orçamentária era uma peça de ficção, porque no fim a prefeita podia mudar tanto que faria o que bem entendesse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestes a assumir a prefeitura, o PSDB já se preparava para defender o contrário (ê, laiá). E o PT... idem. "Ah, os tucanos queriam que o governo só tivesse margem de 5% de remanejamento? Então que seja! Quero ver agora!". Alguns vereadores do PT reagiram, como o Odilon Guedes, hoje no PSOL: "Olha, eu SEMPRE defendi 5%, inclusive no nosso governo. Mas quem defendeu 15 vai começar a defender 5 de uma hora pra outra?". Outros também questionaram a incoerência. Marta foi super dura. "Eles [os tucanos] vão ter o que pediram".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, houve uma reunião com vereadores de outros partidos para definir nossa posição na eleição da Mesa da Câmara, que aconteceria no dia 1º de janeiro de 2005. A idéia, claro, era derrotar o governo. Eu estava totalmente de acordo. Por que quereria que um vereador ligado ao Serra presidisse a Câmara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O candidato tucano era o Ricardo Montoro. O nosso era... um vereador do Centrão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu não entendi nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PSDB tinha 13 vereadores, o PT também. Eram as duas maiores bancadas. Por que o PT não tentaria eleger um candidato seu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na reunião estavam presentes quase todos aqueles vereadores que o colega do PT havia descrito para mim naquele encontro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos assinando juntos um compromisso para a eleição da Mesa Diretora. Não acreditei que, no meu primeiro ato como vereadora eleita (mas não empossada), eu estava colocando minha assinatura em um documento junto ao Agnaldo Timóteo, Wadih Mutran, Átila Russomano (eram todos do PP), Toninho Paiva, Bispo Atílio e outros que não me pareciam nem um pouco identificados com a ideologia e postura do meu partido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia da eleição da Mesa foi um horror. Um constrangimento e tensão monstruosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eleição estava empatada em intenção de votos. Carlos Gianazzzi, do PT, não se conformava com o fato do PT abrir mão de uma candidatura própria para apoiar um vereador do Centrão para a presidência da Mesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gianazzi lançou-se candidato. Com isso, sobraram 27 votos para cada lado (são 55 vereadores). Em caso de empate, seria eleito o mais velho da Casa - e o lado de lá (do governo) tinha o mais velho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sessão ficou suspensa nesse impasse. Votação na Câmara é assim: só começa quando já se tem certeza do resultado... Eu, desesperada, olhava para o lado dos nossos aliados e não gostava nem um pouco da turma. O que me consolava é que o lado de lá também não me agradava (grande consolo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da tarde, Roberto Trípoli, do PSDB, apareceu oferecendo o "28º voto" para a nossa chapa - "Desde que seja eu o candidato a presidente". Imediatamente se produziu uma onda ruidosa no anexo do plenário, onde estávamos reunidos: "Sim! Vamos lá! Abre a sessão! Tá todo mundo aqui? Quantos temos? PT? PTB? PMDB? Vamos votar, vamos votar!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT se reuniu rapidamente e fechou questão, seguindo o rito previsto nos estatutos do partido. Membros da Executiva Municipal testemunharam o acordo, e ficou definido que votaríamos todos, obrigatoriamente, na Chapa da oposição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá fomos nós, eleger, junto com o Centrão, um vereador tucano para a presidência da Casa - tudo em nome de "impor uma derrota ao governo", frase que eu escutaria muitas vezes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morri de vontade de votar no Gianazzi, o candidato "de si mesmo", já que o PT não teria um. Mas eu estaria, com isso, dando a vitória ao candidato do governo... Como pode isso? Votando no PT, eu prejudicaria a estratégia do PT na oposição. Mas o Gianazzi parecia estar certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elegemos o Trípoli presidente. Revoltados, os governistas se retiraram (PSDB + partidos aliados + 2 vereadores do PTB - eleitos na coligação do PT. É tudo um caos mesmo). Ficaram os 28 da oposição no plenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos elegendo os demais candidatos à Mesa - Vice-Presidente, Primeiro Secretário, Segundo Secretário... Para um dos cargos, o candidato era o Agnaldo Timóteo. Não, eu não podia votar nele para a Mesa Diretora, de jeito nenhum. Eu esperava que ele não se elegesse vereador - pelo desempenho como deputado; pela defesa apaixonada da ditadura militar e do malufismo; pela conduta durante a campanha. Como eu poderia ser eleitora dele para um cargo na Casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avisei a chefe de gabinete da Liderança do PT. Ela entendeu perfeitamente a minha resistência. Na hora, sem saber muito o que fazer, disse: "Sai do plenário, vai para o banheiro. Eles vão te chamar, você não vai estar e tudo bem. Só tem a oposição aqui mesmo... Ele vai ser eleito de todo jeito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim fiz, tremendo de ansiedade, angústia, aflição. Meu primeiro dia na Câmara, e eu ia me esconder no banheiro para não ter de seguir a bancada em uma votação! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não deu certo. Sem mim, não havia quórum mínimo para a votação (28 votos). Foram me buscar no banheiro... "Mas eu NÃO POSSO votar no Timóteo. Como eu vou explicar isso para o público? "Fui obrigada"? Como posso ser obrigada a votar assim ou assado?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deliberaram rapidamente e decidiram: "Você pode se abster. A votação terá quórum e ele será eleito de toda maneira".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao microfone de aparte. Uns quatro ou cinco vereadores do Centrão me cercaram: "Por favor, vote com a gente. Por que não? Por que isso? Não muda nada, vote nele". Mas a chefe de gabinete do PT me bancou - "É uma questão pessoal dela, vamos respeitar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleita a Mesa, faltava eleger o Corregedor. O candidato era o Wadih Mutran. Eu disse que também não poderia votar nele. "Mas ele foi da base da Marta!". "Eu sei - e do Maluf, do Pitta... Vou me abster outra vez". Outro vereador do PT disse "Eu também vou!". Um colega ralhou com ele - "Não inventa. Você não é a Soninha". Demorei um tempo para aceitar aquilo como um elogio, mesmo que não fosse a intenção... A idéia era mais de que eu era "café-com-leite". Foi com o tempo que eu virei a "independente", "rebelde", "vendida" ou "traíra". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos meses e anos, fui ficando cada vez mais desconfortável na Casa. Ao mesmo tempo em que me orgulhava do fato de o PT se comportar como bancada, fazer reuniões toda semana, analisar profundamente os projetos em pauta, não me conformava com duas coisas: 1) Várias vezes, a assessoria da bancada, super qualificada, avaliou um projeto do Executivo como "muito bom" - "Aliás, nos iríamos propor alguma coisa nesse teor também, caso tivéssemos vencido a eleição". Ou: "Porto Alegre fez lei parecida, Santo André também" (em prefeituras petistas). Aí vinha o "encaminhamento da estratégia política": "Vamos obstruir. Esgotados os mecanismos de obstrução, vamos votar contra". 2) Às vezes, depois de muita discussão, o PT chegava a uma posição favorável à votação de um projeto. "Mas agora precisamos ver se o Centrão concorda com esse encaminhamento". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ficava doida da vida em um caso e outro. "Se o projeto é bom, por que vamos obstruir?". Um desses casos era o projeto que criava mecanismos para combater a sonegação de ISS. "É que os tucanos só pensam em eleição. A obsessão deles é eleger o Serra presidente em 2006, então querem aumentar a arrecadação para ter caixa em ano eleitoral. Nós não podemos permitir isso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E agora o PT vem dizer que a prefeitura "nada em dinheiro" graças à política econômica do governo Lula... Se dependesse da bancada do PT em São Paulo, a arrecadação teria aumentado muito menos. Foram várias obras de engenharia financeira - nisso os tucanos são bons - que trouxeram a prefeitura de volta para o azul, porque receberam o caixa escandalosamente no vermelho. Eu gosto do vermelho, mas não esse). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me conformava com a necessidade desse aval do Centrão. "Nós temos 13 vereadores. O PSDB tem 13 e mais alguns da base do governo. Se achamos que o projeto é bom exceto por um ou outro ponto, por que não negociamos essas alterações com o governo como condição para o aprovarmos?". "Ah, os tucanos não vão querer mudar nada... Precisamos do Centrão para resistir ao governo". "Resistir? É claro que o Centrão será governista assim que suas reivindicações forem atendidas, e aí o projeto vai passar do jeito que estiver, com ou sem alterações".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Soninha, você não entende... Nós precisamos do Centrão para fazer a defesa do governo Marta e impor uma derrota aos tucanos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi dose. Meses e meses de irritação, desgosto. Eu saía das reuniões da bancada, contava aos meus assessores o que tinha acontecido, eles não se conformavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não era a única a espernear. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma ocasião, por exemplo, em que a liderança da bancada do PT propôs uma emenda ao um projeto de lei "reduzindo, em 4 anos, todas as alíquotas de ISS a 2%" (que é o mínimo permitido). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os tucanos puseram o rótulo de Martaxa e prometeram reduzir impostos. Então quero ver!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte da bancada protestou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha, eu espero que um dia o PT volte à prefeitura... Com esse corte no ISS, a arrecadação vai diminuir muito, São Paulo fica ingovernável!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ora, o prefeito que vete o projeto - e fique com o ônus de ter sido contra uma redução de impostos", disse o autor da emenda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros continuaram discordando da idéia. "Olha, eu sou de esquerda, eu gosto de imposto... A gente tem de arrecadar para fazer investimentos, para fazer política social...". Outro disse: "A gente tem de usar mecanismo da redução de impostos com muito critério, como incentivo a determinadas atividades, por exemplo. Se você reduz o imposto de todo mundo, perde essa possibilidade e ainda incentiva setores que não precisam, não merecem ou não interessam tanto do ponto de vista da coletividade". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu concordava com eles todos, mas muitos insistiram na aprovação da emenda. Até que o Arselino Tatto, o último a se manifestar, desempatou a disputa: "Projeto ruim, demagógico, sou contra". Ufa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuávamos "casados" com o Centrão. Durante o governo Marta, a aliança era em nome da "governabilidade", para poder aprovar os projetos que interessavam à cidade - aos quais o PSDB fazia oposição fanática, jogando o governo nos braços da direita... E agora fazíamos a mesma coisa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pretexto era a "defesa do governo Marta". "Que defesa?". "Ora, Soninha, os tucanos vão querer nos atacar de toda maneira, propondo CPIs oportunistas, como aquela do túnel... Reprovando as contas da prefeita... Precisamos do Centrão para barrar essas tentativas". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas o Centrão vai acabar passando para o lado do governo!!!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tsc, tsc". Meus colegas abanavam a cabeça, chegando à conclusão de que eu não tinha mesmo jeito para a política. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ter de pular algumas partes, senão esta história não termina nunca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005, fui chamada para uma reunião com a ex-prefeita. Pauta: "Discutir nossas ações de oposição em São Paulo". Eu fui, claro. Quando cheguei, a reunião já tinha começado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, estava-se discutindo a estratégia de campanha da Marta nas prévias para definir o candidato do PT ao governo do estado. Várias pessoas sugeriam argumentos a serem usados contra Mercadante, o outro pré-candidato. "Ele não tem experiência administrativa" era o mais básico deles. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fiquei passada. Eu tinha decidido me manter neutra nas prévias, mas a verdade é que preferia a candidatura do Mercadante - só não ia me manifestar, porque essas disputas internas freqüentemente terminam em fratricídio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi licença e saí antes da reunião terminar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias depois, Marta me chamou para conversar com mais calma. "Quero saber como você vai participar da minha campanha". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não quero me envolver... Não gosto de entrar nessas disputas internas. Vou apoiar o escolhido pela maioria, pronto". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas se você não me ajudar, estará ajudando o Mercadante!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom, eu acho que ele pode ser um bom candidato".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutimos feio. Ela não se conformava. Sentiu-se traída - e, felizmente, disse isso na mesma hora (prefiro assim). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que você não me apóia?". "Embora a gente tenha muitas coisas em comum, como a defesa de algumas bandeiras consideradas "polêmicas", e o fato de termos passado pela mídia, eu discordo muito do modo de agir de algumas pessoas muito próximas a você. O jeito de fazer política é completamente diferente do meu". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Antonio Carlos Rodrigues, por exemplo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele é ótimo! Foi muito importante para o nosso governo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas o jeito dele fazer política é completamente diferente do meu! Eu não concordo com essa coisa do "apoio incondicional", da reciprocidade absoluta... "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Youssef, ainda meu chefe-de-gabinete àquela altura, ficou preocupadíssimo com minhas relações no partido. "Alê, o Mercadante também é do partido! O que adianta a gente ter um processo democrático de escolha do candidato se for "proibido" de fazer escolhas?". "Mas a Marta te ajudou, te apoiou...". "Eu não posso querer que ela seja a candidata do PT ao governo do estado porque "me ajudou"! Eu tenho de ter o direito de escolher o Mercadante". "Mas você ia ficar neutra!". "Ia, mas eu tive de assumir uma posição porque a Marta estava me convocando para a campanha dela. Não vou fazer campanha para o Mercadante, mas não podia deixar de dizer a verdade - que ela não é minha candidata".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando disso agora, dá uma sensação de déja-vu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns jornalistas escreveram que "ao contrário do que disse ao longo da campanha, Soninha apóia Kassab". Ou publicaram suas manchetes: "Soninha vai de Kassab". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nã-ni-na.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente como disse o tempo todo, eu não vou participar da campanha no segundo turno. Mas o meu partido, como era de se esperar, estará em oposição ao PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu concordo com essa (o)posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a vida toda no PT. Nesta história em capítulos, fui revelando como cheguei à conclusão doída de que o partido não era mais o meu... Não era mais aquele do qual eu tinha orgulho, que eu defendia com a maior convicção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT adotou várias estratégias de vale-tudo - no governo (fazendo concessões e negociações absurdas com os partidos da "base aliada"), na oposição (aqui em São Paulo, onde eu vivo), nas campanhas eleitorais (prévias, eleições internas, disputas por cargos, etc.). E em vez do rigor esperado para combater os abusos, o partido oscilava entre a negação ("é tudo um complô das elites!") e as justificativas ("todo mundo faz assim"; "a política é podre, o sistema tem defeitos, não tem outro jeito"). O rigor que sempre tivemos com os outros não dava as caras em relação a nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns no partido se indignavam, envergonhavam, se deprimiam. Mas a maioria, ao menos aqui em São Paulo, batia no peito e dizia "nosso dever é defender os companheiros!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre acreditei que é preciso defender quem merece ser defendido... Houve acusações injustas, distorções e exageros ridículos. Eu fiquei possessa com as edições nojentas do "relaxa e goza" com as imagens do acidente da TAM. A Marta errou na declaração, mas juntar a resposta infeliz à tragédia era um crime. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que as acusações justas precisavam ser levadas em conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um desgosto, mais outro e mais outro, tive certeza de que o PT não me representava mais. Resisti muito tempo para não abandonar os colegas igualmente indignados, mas ficou tão claro que éramos minoria que o jeito era sair. Mesmo que eles insistissem em ficar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que nunca mais entraria em partido nenhum, já que todos, TODOS têm problemas. Têm pessoas oportunistas, fisiológicas, clientelistas, ambiciosas, safadas. Fazem alianças por conveniências. Mentem, apelam, enganam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas decidi entrar no PPS quando o partido chegou fazendo essa auto-crítica. Se penitenciando. Dizendo que eu, evidentemente, era um "problema" que o PT não queria mais ter - e o problema que o PPS precisava ter. Porque o partido precisava ser mais consistente, mais coerente. Ter posições claras sobre os vários temas da cidade, nacionais e mundiais - mobilidade urbana, aborto, aquecimento global. E posições progressistas - Roberto Freire podia admitir diferenças de opinião, mas não que o PPS se colocasse contra a descriminalização do aborto,por exemplo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O partido admitiu também que a bancada do PPS em São Paulo evidentemente não representava as bandeiras socialistas... Que o partido não obteria consistência com aquela representação parlamentar, pautada sempre no "governismo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordei com eles. Não me via nem um pouco inclinada a ter a vereadora Myryam Athiê e o vereador Edivaldo Estima como meus novos colegas de bancada. Preferia continuar com o plano de sair do PT e ficar sem partido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas às palavras seguiu-se a ação. O PPS comunicou aos dois que eles não teriam legenda para disputar eleição em 2008 - estavam livres, assim, para procurar outro partido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Myriam filiou-se ao PDT. Estima disse que não queria mais ser candidato; tentaria eleger o filho em outro partido. Ficou. (Mas já desrespeitou decisões da Executiva do partido, então há um processo de expulsão contra ele). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo que a disposição do PPS de se, ahn, "refundar" era para valer, gostei e resolvi entrar. Especialmente depois de ouvir muita gente "das antigas" - velhos comunistas, líderes sindicais, intelectuais do partido. Que também estavam um pouco desgostosos do partido e seus parlamentares na capital...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois, decidimos disputar a eleição majoritária. O PPS quase teve candidatura própria mais de uma vez nas últimas disputas, mas acabou abrindo mão para apoiar outros partidos (PSB, PT, PSDB...). Desta vez, era pra valer - apesar do assédio de alguns (Alckmin, Kassab, que acenavam com a possibilidade de eu ser vice) e da resistência de gente do próprio partido (que não via muita "vantagem" em disputar uma eleição que seria tão difícil de ganhar...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a direção municipal foi porreta. Peitou o assédio, as resistências e não vacilou um minuto na defesa da candidatura própria. Qual a "vantagem"? A de fazer uma campanha segundo nossas idéias e crenças, pautada por ideais mas com pé na realidade, baseada em convicções verdadeiras e não nas sugeridas por especialistas em marketing eleitoral. Fazíamos questão de demonstrar que isso é possível, sim. Tratar as questões em toda sua complexidade, fugir de soluções simplistas, reconhecer as qualidades dos adversários na disputa com liberdade para apontar os defeitos de todos eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo vice de alguém, isso seria IMPOSSÍVEL. Eu não daria nenhuma idéia, não defenderia nenhuma proposta, não poderia nomear realizações dos adversários nem admitir defeitos dos aliados. Não, não era isso que queríamos. E também queríamos A PREFEITURA, e não ajudar a eleger algum deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reações à candidatura no "meio político" (políticos &amp; jornalistas) foram, como é comum, na linha da "teoria da conspiração". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Soninha mira eleitorado de Marta". Por mais que eu dissesse que eu queria votos de todo mundo, que eu queria me eleger prefeita e para isso precisava da maioria absoluta dos eleitores, o que saía publicado era isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Linha auxiliar do PSDB", diziam. "Tirando votos da Marta, ela ajuda o Alckmin". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, as coisas mudaram de figura. "Tá servindo de escada para o Kassab! O Serra tramou tudo desde o começo". Nessa m*&amp;¨% de política em que tudo é combinado antes, as votações no plenário são meras encenações do que já está decidido, é compreensível que pensem assim... Mas eu DETESTO essas encenações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me matei de trabalhar, de correr a cidade, de responder perguntas e não dormir. De estudar a cidade, ouvir as pessoas, ler, escrever, discutir. Pra que, pra servir de escada? Vão lamber sabão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz a campanha eleitoral querendo votos de todos. Jovens e velhos, camelôs e empresários, homens e mulheres. Mas sem mentir pra ninguém; sem ocultar ou mudar opiniões para satisfazer a platéia. Quero repovoar o centro, dar condições para que as pessoas de renda mais baixa morem perto de onde há mais oportunidades de trabalho, mais serviços e equipamentos públicos e privados e centenas de prédios vazios. Disse isso em Guaianases e na Associação Comercial de São Paulo. Em sindicatos de empregados e sindicatos de patrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tirei" votos da Marta, do Alckmin, do Kassab, do "nulo" e até do Maluf. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A se julgar pelo Datafolha (vocês sabem o bode que eu tenho de pesquisa, mas enfim...), a Marta foi a pessoa de quem eu tirei menos votos. Afinal, 1/3 dos que votaram em mim votarão nela no segundo turno. Portanto, os outros 2/3 já não teriam votado nela de toda maneira, comigo ou sem mim na disputa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o começo, muitos me perguntavam: "E o que você vai fazer no segundo turno?" - já imaginando, claro, que eu mesma não chegaria lá (ah, e como eu queria...). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre respondi a mesma coisa - às vezes em tom mais irônico, às vezes falando mais sério. "Vou pra Fernando de Noronha". "Vou sumir". "Não vou apoiar ninguém". "Ninguém???", perguntavam alguns, quase horrorizados. "Ninguém. Vou dar uma de PSOL", brinquei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de fato não vou apoiar nenhum dos dois candidatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PPS, como eu já disse mil vezes, rompeu com o PT muito antes de mim. Depois de ter apoiado o Lula no segundo turno em 2002, afastou-se do governo e passou a lhe fazer oposição. Por exemplo, por não querer receber em suas fileiras parlamentares vindos de outras legendas, que passariam a fazer parte da base governista (o que chegou a ser solicitado por representantes do governo).   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu continuei lutando dentro do PT mais um tempo, até chegar à conclusão que era uma luta perdida. Conclusão tão irrevogável que me fez sair do partido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PPS apoiou as candidaturas do PSDB em 2004 e 2006. Provavelmente, continuaria nesse campo, em oposição ao PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo disso, eu já avisei ANTES de ir para o PPS: "Eu vou sair do PT mas não virei anti-petista. Eu sei o quanto sofri lá sendo chamada de "mensaleira", "petralha"... Não quero fazer a mesma coisa com pessoas que eu admiro e respeito. E não vou fazer campanha para o Alckmin, por exemplo. Não gostei do governo dele, sempre critiquei muito, e ele não foi meu candidato e presidência e não seria para a prefeitura em hipótese alguma". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O partido entendeu, acatou e garantiu: "Você não será obrigada jamais a apoiar alguém sem acreditar. Nós já passamos por isso - o PPS apoiou o Lula em uma eleição presidencial  em que um dirigente do partido que não participou da campanha porque preferia a candidatura do PSDB. Aceitamos". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que chegou o segundo turno, entre Marta e... Kassab. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como já não era mais eleitora da Marta enquanto ainda estava no PT, também não sou eleitora dela nesta disputa. Continuo com a avaliação que o grupo próximo à Marta é adepto do vale-tudo. Não é "o PT" -- é uma parte (significativa) do PT. Basta ver algumas estratégias da campanha... As mentiras deslavadas ("eu fiz 100 km de corredores", "criei um projeto de metrô no Ministério do Turismo e vou fazer 43 km em 4 anos", "o CEU do Kassab é mais caro que o meu"), as apelações ("o Lula é meu amigo e vai ajudar São Paulo"), os golpes baixos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior e mais persistente deles, nos últimos anos, é colar em si mesmos a pecha de "os únicos progressistas" e de eternas vítimas da maldade alheia. E nos outros o rótulo de "reacionários", "elitistas", "inimigos dos pobres".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos tempos em que os comunistas comiam criancinha, agora os tucanos matam criancinhas pobres no tanque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine se o partido do governo no Rio de Janeiro não fosse da base do Lula... O que diriam da polícia assassina do estado? Do extermínio nas favelas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho algumas simpatias pelo Sergio Cabral, mas muitas, muitas críticas, especialmente à política de Segurança Pública. Mas não vejo meu ex-partido protestando furiosamente contra ela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NINGUÉM neste país, a não ser o PSTU, pode dizer "não temos nenhuma relação com a direita e os conservadores".  Os outros partidos todos têm, em algum lugar, participação em uma aliança maluca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PT e PSDB são os que têm menos moral para criticar alianças dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PSDB em São Paulo procurou o Quércia querendo o apoio dele. O presidente do Diretório Municipal do PT chegou a dar entrevista comemorando o apoio dele, que era "certo" - "O PMDB é da base do governo Lula...". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, depois de o Alckmin dizer que esse apoio era uma afronta à memória do PSDB, vem o PT dizer "argh, você vai para o lado do Quércia?!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muita cara-de-pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PTB que apoiou o Alckmin e agora está com o Kassab é aquele mesmo da base do Lula. Aquele que foi coligado com o PT nas eleições proporcionais de 2004. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PMDB é esse que o PT apóia no Rio contra o Gabeira. PMDB cujo candidato é o EDUARDO PAES, que até outro dia estava para o PT como o Pingüim está para o Batman. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PR da chapa do Kassab é o mesmo que apóia o governo Lula. O PP também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se alguém for analisar o espectro das alianças para decidir em quem votar e for 100% rigoroso, NÃO VOTA EM NINGUÉM. Analisando os blocos, vai encontrar incoerências EM TODOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, o que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Votar nulo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma opção. "Não serve pra nada"? Serve como registro da opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O voto é uma conquista e o voto nulo é um direito. Sou contra o voto nulo em eleições parlamentares, porque isso facilita muito para os "curraleiros", os que compram votos. E são tantas as opções de candidatos, que sempre há boas alternativas. No primeiro turno das eleições para o Executivo, também acho desperdício votar nulo - em São Paulo, havia onze candidatos, será que nenhum "servia"? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, é um direito do cidadão votar nulo. Eu entendo. Mais ainda no segundo turno, quando só há duas opções e é perfeitamente aceitável não querer nenhuma delas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que eu não vou pregar o voto nulo. Nem o voto no Kassab. Simplesmente não vou fazer campanha neste segundo turno - apesar de entender e concordar com meu partido na posição assumida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PPS não começou agora, embora tenha "re-começado" com a minha entrada - é o que eles mesmos dizem, o que me deixa muito feliz. (Antigos membros falam em "A.S e D.S." - Antes e Depois da Soninha). É o meu partido - mas o partido não é "meu". Não fui eu que levei o PPS para a oposição à Marta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PPS tem claríssimo que está na oposição ao PT na capital e em nível federal - e eu SAÍ do PT, porque também não acredito mais na orientação do partido de modo geral. Portanto, estamos de acordo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então virei anti-petista? Não. Não votaria em ninguém do PT, em hipótese alguma? Também não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o adversário da Marta fosse o Maluf, eu votaria no PT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem gente do PT que eu convidaria para fazer parte do meu governo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esses meus convidados dificilmente teriam espaço em um governo da Marta... Os petistas que eu e ela admiramos quase nunca são os mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Kassab e o Maluf não são a mesma coisa?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Maluf praticou vários desastres contra a cidade nas suas passagens por cargos executivos. Perpetrou obras no mínimo discutíveis, a custos inaceitáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendeu ardorosamente a ditadura militar. Estava sempre ao lado contrário dos que defendiam a democracia, o direito ao voto, às liberdades civis. Tem a simpatia dos que defendem que "bandido bom é bandido morto". Prefere mulheres submissas. Mente descaradamente. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alguém pode defendê-lo dizendo que ele mudou - afinal, está ao lado do PT agora, seu antigo inimigo mortal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tá... O Maluf mudou? Acredita em algo em que não acreditava antes? Suavizou-se, modernizou-se, tem posições diferentes das que sustentou a vida toda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT está fazendo de tudo para colar o Kassab (e o Serra) ao malufismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não nos esqueçamos: o Maluf é da base do Lula. O PP está devidamente representado no governo federal, e não tem qualquer carguinho não - tem o MINISTÉRIO DAS CIDADES. Cujo ministro quase foi afastado depois de acusações feitas durante a operação Navalha, mas ele acabou se segurando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas haja o que houver, o PT é esquerda, e quem estiver contra o PT é direita... É essa a idéia em que eles insistem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aliados do PT à direita são sempre "menos direita" que os outros? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando outro partido de esquerda participa de um bloco com partidos de centro e direita, está contaminado para sempre com o vírus dos herdeiros da ditadura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o PT? Nunca! Não só é sempre de esquerda, faça o que fizer, haja o que houver, é a única esquerda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode defender o agro-negócio, abraçar o Blairo Maggi (se ele ainda fosse do PPS, talvez eu não tivesse entrado!), o Sarney, o Jader Barbalho, o Renan Calheiros, o Marcelo Crivella. Mas o PPS é "a direita"!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fala sério...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente caretésima, reacionária, conservadora dos dois lados (Marta e Kassab). Tem gente cabeça aberta, moderna, arejada dos dois lados também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clientelismo, fisiologismo, demagogia, imediatismo etc. são defeitos que se encontram em quem se diz à esquerda e quem se diz à direita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu continuo à esquerda. Sei muito bem o que defendo, no que acredito: no papel do Estado como promotor de justiça social e igualdade. De guardião dos direitos humanos. No bem-estar coletivo como sendo mais importante do que o individual (não que este não seja importante!). Nos modelos de organização solidária, mais do que na competitividade. No índice FIB (Felicidade Interna Bruta), mais do que no PIB. No IDH mais do que na avaliação das agências de risco para investimentos. Na qualidade de vida mais do que no "poder de compra". Na república e na democracia - que garante a vontade da maioria mas deve respeito à minoria. Na diversidade, na pluraridade. No direito de organização, manifestação, participação. Na política como campo de luta por transformações sociais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não apóio a direita. Não é porque me oponho à Marta que mudei de espectro político. Os arranjos partidários contemplam - infelizmente; lamento isso agora como sempre lamentei - parcerias momentâneas de personagens com ideologias e histórias diferentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, isso é movido pela rejeição a determinado personagem ou partido. Quem não suporta o Lula votou no Alckmin mesmo sem achá-lo um grande candidato, e vice-versa. É duro, mas é assim. Em quem será que os eleitores do PSOL votaram na eleição presidencial de 2006? Em quem rejeitavam menos, ou em ninguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então só a Marta tem problemas? Já disse um milhão de vezes que não. A campanha e o governo do Kassab também têm. Ao lado dele tem uma turma "da pesada" também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por incrível que pareça, eu vejo hoje o Kassab resistindo mais a entregar os anéis, os dedos e os ossos da mão aos aliados do que a Marta. Menos disposto a fazer qualquer concessão em troca de apoio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse "menos", e não "nada". O apoio do PTB será "programático"? Bem capaz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o apoio do PPS é. Descartado o apoio a Marta, o partido não ficou com o adversário por força da gravidade. Fez suas exigências - compromissos com alguns dos pontos principais de nosso programa de governo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kassab não recusou nenhum deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se for mentira? E se ele não cumprir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será criticado como merece. Sem o menoooor constrangimento, a menor hesitação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a bancada do PPS na Câmara irá se conduzir de maneira totalmente afinada com o interesse da cidade - não com interesses do governo. Eu jamais admitiria um acordo na base de "cargos x apoio na Câmara". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos títulos e manchetes nos jornais, eu ESTOU FORA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Por que não me deram uma manchete igual à da Manuela??? "Sem Manuela, PCdoB decide dar apoio a Maria do Rosário". Por que não escreveram "Sem Soninha, PPS..."?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui candidata a prefeita e continuo achando que sou melhor candidata do que eles :o).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou me rebelando contra o partido, porque eles sempre souberam da minha posição. Nem estou me "submetendo" ao partido, porque eles não estão me obrigando a nada. Vão apoiar a candidatura do Kassab. Eu não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem vota na Marta, o fato de eu não discordar/ brigar com o PPS é o equivalente a uma traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não vota na Marta de jeito nenhum, o fato de eu não fazer campanha para o Kassab é uma decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento. Se o preço da minha posição for ficar mal com todo mundo, azar. É triste, juro que é, mas faz parte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais irritante é a injustiça, a desonestidade, a conclusão equivocada. "Ela só entrou na disputa para isso"; "era esse o plano desde o começo"; "ela mudou muito"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudei nadinha. Sou igualzinha ao que eu era semana passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou votar na Marta e não vou pedir voto no Kassab. Não vou tentar convencer ninguém a seguir a posição do PPS. Vou "liberar meu eleitor", como costumam dizer - como se precisasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detesto cabresto. Espero sempre que os eleitores analisem muito bem qualquer coisa antes de tomar sua decisão. Se eles chegarem (ou se já chegaram) à conclusão de que ainda preferem o PT, ok. Se preferem que a atual gestão continue, ok também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não é ok é o maniqueísmo, a patrulha. O "nós, os conscientes" X "eles, os que não prestam". "NÃO VAI VOTAR NA MARTA??? Então você é do mal". "VAI VOTAR NO PT? Então é ignorante". E vice-versa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então minha posição é muro? Não, não é. Mas é de tolerância às divergências. E de intolerância às polarizações forçadas, falsas. "Esse governo não gosta de pobre! Quem gosta de pobre é o PT!". Não suporto essa apelação. Já não gostava quando estava lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vontade de dizer: "Confiem em mim". Mas eu sei que é bobagem - quem é que não diz "pode confiar em mim"? Então, recomendo o de sempre: me acompanhem. Me cobrem. Me sigam. Vejam o que eu faço, como me posiciono, quem eu enfrento. Perguntem quem eu respondo. Avaliem vocês se eu mudei - se troquei de bandeiras, de idéias e ideais. É fácil pra burro me avaliar. Existe algum político por aí, QUALQUER um, que se exponha tanto? A quem as pessoas tenham tanta facilidade de se dirigir diretamente? Que explique tão minuciosamente o porquê de suas decisões? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se discordarem delas, ok. Só não me atribuam idéias e opiniões que eu não tenho, coisas que eu não sou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de saber que  a senadora Marina Silva, como eu, apóia o Gabeira no Rio. YES!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-6821858389342121691?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6821858389342121691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6821858389342121691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/10/o-segundo-turno-captulo-1.html' title='O segundo turno'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-7300096526546604461</id><published>2008-10-07T18:00:00.001-03:00</published><updated>2008-10-08T14:21:16.645-03:00</updated><title type='text'>O segundo dia</title><content type='html'>Vontade de fazer imediatamente um milhão de coisas. Escrever mensagens de agradecimento, telefonar para eleitos e não-eleitos, começar a escrever projetos (de educação, meio ambiente, cultura, população em situação de rua) para o ano que vem, planejar uma ida ao Rio para fazer campanha para o Gabeira, batalhar (ainda como vereadora) por muitas questões pontuais testemunhadas durante a campanha eleitoral... E, ao mesmo tempo, o cansaço acumulado que deixa a gente com preguiça de dar o primeiro passo. Engraçada essa sensação de "não vejo a hora de ligar o computador" ao mesmo tempo em que eu só queria abrir uma revistinha de palavras cruzadas, ao menos um pouquinho... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui fazer as duas coisas :o)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;Palavras e cenas que jamais vou esquecer: pais e mães apresentando os filhos pequenos e dizendo - "Ele/ ela votou em você". (Os meninos e meninas foram à urna com os pais e apertaram os botões com meu número, felizes da vida). Outras tantas crianças, ao longo da campanha, vieram me dizer "quando eu crescer quero votar em você!". Ou, como os adolescentes que fizeram questão de me encontrar no sábado à tarde: "Eu não gostava nem um pouco de política, mas você me fez querer acompanhar". Ou ainda, como ouvi de uma família no Grajaú: "Quando começa o seu programa no horário eleitoral, meu marido manda as crianças ficarem quietas, porque é o único que ele faz questão de assistir". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um menino de uns 9 ou dez anos que encontrei no domingo veio se dizer meu eleitor, e a mãe pediu para ele dizer por quê. "Porque você liga para o meio ambiente!". Pessoas muito mais novas ou muito mais velhas do que eu me "acusavam": "Por sua causa, eu não vou votar nulo desta vez!". Muitos disseram: "Você não vai chegar desta vez, mas eu vou votar em você agora e você vai chegar um dia". &lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não foram só coisas boas. Um militante do PT (estava todo adesivado na porta de uma seção eleitoral) me chamou de "traidora". Uma amiga da minha empregada disse que não ia votar em mim porque eu era "muito burra" - "Imagine, dizer que bicicleta vai resolver o problema do trânsito em São Paulo!". Recebi o link de um vídeo no You Tube em que um sujeito pergunta se eu vou oferecer maconha na merenda escolar. Afe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tinha militante do PT e do PSOL que dizia: "Soninha, eu não vou votar em você, mas você é dez, eu gosto das suas idéias". Muito, muito legal. Se as pessoas pudessem votar em dois nomes, acho que eu ganharia em segundo lugar :o). Como disse um amigo, "é como o Juventus, o Moleque Travesso. Tira ponto dos grandes, tem a simpatia de todo mundo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que um dia eu quero terminar em primeiro. Bom, acho que o Juventus também. Quem disse que time pequeno não ganha campeonato? Lembra o São Caetano? :o))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o voto fosse espontâneo e não obrigatório, também tenho certeza que minha porcentagem seria maior – por ser um voto convicto, entusiasmado. Não é muito conveniente citar, aqui, propaganda de cartão de crédito, mas em todo caso não foram eles que inventaram a expressão: ver pessoas lamentando o fato de não poderem votar em mim (porque seus títulos são de outros lugares, por exemplo) "não tem preço". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Maluf continuou na minha frente. Bom, ainda outro dia ele foi eleito deputado federal com um milhão de votos... Na mesma eleição em que eu tive 41 mil e fiquei longe, bem longe de uma vaga na Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que seus eleitores conhecem/aprovam seu desempenho como parlamentar? Será que, enquanto engenheiro e "tocador de obras", que "rouba mas faz" (foi como um conhecido justificou o voto nele – fora de brincadeira), ele atende à expectativa da torcida malufista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As razões pelas quais as pessoas decidem seu voto são as mais incrivelmente variadas. O tio de uma amiga minha votou no Maluf a vida toda, mas dessa vez ia votar em mim: "Eu já não estou enxergando muito bem, tenho muita dificuldade para andar, e acho que ela é a única que se importa de verdade com as calçadas!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou feliz, muito feliz. Foi delicioso fazer uma campanha "C.Q.D." - Como Queríamos Demonstrar, como nos problemas matemáticos. Mostrar para as pessoas em geral que a política partidária não é uma espécie de lavagem cerebral da qual ninguém escapa. Que é perfeitamente possível entrar na política e continuar fiel aos ideais, aos princípios fundamentais, à vontade de mudar o mundo - e mudar, inclusive, a política. Mostrar para os próprios políticos que a gente não precisa abrir mão de todas as convicções mais caras para "chegar lá"; não precisa fazer campanha eleitoral mentirosa, simplista, maniqueísta, boboca. Tem gente interessada e disposta em participar de uma discussão mais complicada, mais elaborada, mas ao mesmo tempo mais leve, compreensível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom saber que se pode contar com muita gente na hora de comprar algumas brigas; de levantar bandeiras, defender causas, pautar alguns temas. Que bom saber também que muita gente (umas 266.978 pessoas) conta comigo para suas brigas, causas, bandeiras. Podem contar. Eu estou aqui, e é bem fácil me achar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;E o segundo turno? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho falado bastante sobre ele; já respondi a inúmeras entrevistas sobre o tema. Mas quero escrever aqui sobre isso com calma. Amanhã sem falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-7300096526546604461?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7300096526546604461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7300096526546604461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/10/o-segundo-dia.html' title='O segundo dia'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-1451203278642361934</id><published>2008-09-27T09:26:00.000-03:00</published><updated>2008-09-27T12:05:50.568-03:00</updated><title type='text'>As *&amp;¨% das placas, de novo</title><content type='html'>Já que a tendência agora é oferecer muito mais coisas bem baratinhas ou de graça para a população – e tudo isso sem aumentar impostos, sem novas taxas, sem pedágio urbano! – eu tenho uma nova proposta de política pública: GPS grátis para todos! Todo mundo (motoristas, motociclistas, ciclistas e até pedestres) tem o direito a ter, sem custo algum, uma daquelas maquininhas que vão explicando o caminho, baseadas em sinais enviados por satélites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando sério agora, eu gostaria de saber quantas horas e litros de gasolina foram gastos enquanto eu me perdia pela cidade nessa campanha. Às vezes porque o lugar era completamente desconhecido para mim e, mesmo tendo consultado um mapa, não conseguia me localizar porque AS RUAS NÃO TÊM PLACA! Fala-se muito da imensa produção legislativa no que diz respeito a nomes de ruas (e, saibam todos, nem todos os “projetos de nome de rua” são irrelevantes, mas deixa esse assunto para depois), e mais uma vez existe uma discrepância entre a produção de leis e sua execução. Tem muita rua sem nome? Tem. Com nome repetido? Também. Mas o que mais tem é rua com nome e SEM PLACA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Parque Novo Mundo (ZN) ou no Jardim Capela (ZS), isso tem desdobramentos curiosos. Você pergunta para as pessoas “onde fica a rua tal?”, e elas não fazem idéia. Mesmo que morem no lugar há anos e a tal da rua seja logo ali, numa paralela. Não têm muito conhecimento, muita identificação com o lugar, não têm raiz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É diferente de percorrer mil vezes uma rua super familiar e se surpreender ao descobrir seu nome, como às vezes acontece. As pessoas não sabem quase nada sobre o seu lugar, não é só o nome da rua – não adianta perguntar pelo Núcleo Cristão, pela Associação de Moradores, quase ninguém sabe onde é. É sintomático ver quanta gente mora em um lugar – não por coincidência, um lugar pobre, feio – e não têm referências sobre ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes me perdi pela absoluta falta de orientação. Uma noite, me enganei na saída de uma ponte na Marginal Pinheiros – coisa mais fácil, já que os acessos são caóticos e mal sinalizados – e caí na João Dias (ZS), quando queria pegar a própria marginal. E pra fazer o retorno? Uma odisséia. As ruas ao lado da avenida não seguem a menor lógica de mão e contramão. Depois de tentar várias vezes fazer uma volta no quarteirão e acabar indo para cada vez mais longe, achamos uma placa – lááá em cima – indicando retorno. E o retorno indicado também é longo, pouco prático. Se não fosse um sábado à noite e sim uma sexta de manhã, eu teria ficado muito tempo presa no trânsito – e ajudando a piorar o congestionamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Avenida Aricanduva (ZL), também erramos uma saída e penamos para encontrar o retorno. E, se não me engano, a famosa Ponte Aricanduva NÃO CHAMA Aricanduva. É que nem aquela indicação para “Ponte E. Roberto Zuccolo”, na pista expressa da marginal Pinheiros – muita gente precisa de bola de cristal para saber que essa é a Ponte Cidade Jardim (nome que aparece em outra placa, mais suja, mais feia, mais escondida). A chance de perder a entrada da Cidade Jardim e ter de percorrer à toa um pedação de marginal e ir parar na infernal Eusébio Matoso é enorme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, mesmo em lugares conhecidos, a chance de perder o rumo está sempre presente. Descendo a Rua do Seminário e tendo de adivinhar qual é o acesso para a Mooca, entre todas as alternativas que se abrem no semáforo. Seguindo a Washington Luis e tendo de adivinhar qual é o acesso à Vicente Rao, à Vereador João de Luca (a placa que indica o acesso não informa, e o diabo das avenidas também não têm placa nenhuma com seu nome, a não ser alguns quarteirões adiante). Descendo a Roberto Marinho e quase perdendo o rumo porque uma placa “Santo Amaro – Largo 13” indica um retorno à esquerda, mas depois do retorno não há nenhuma outra informação (eu sei que preciso virar à direita na Avenida Santo Amaro, mas e se não soubesse?) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem uma outra praga em São Paulo: a sinalização das praças. Realmente, nesse caso há uma festa das denominações – qualquer pedacinho de terra não-edificado numa esquina vira “Praça”. E ganha um nome – às vezes quilométrico – sem muita identificação com o entorno (ainda que o homenageado mereça virar nome de praça e tenha uma história bonita na região, as pessoas nunca vão se referir àquele lugar pelo nome dele!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando surge, então, uma praça, some a identificação da rua e você perde, mais uma vez, o rumo. Mesmo que esteja no lugar mais conhecido do mundo! Uma vez, precisei ir a uma reunião na Associação dos Delegados na Avenida Ipiranga. Não sabia em que parte da rua ficava o número mil e pouco. Pois bem: chegar à Ipiranga na altura da Praça da República é ficar completamente no deserto em relação à numeração da avenida. Um absurdo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteontem, tive um encontro com o SETCESP na AMCHAM. Peguei indicações precisas no Google Maps – “6 km de Avenida Santo Amaro desde a São Gabriel, direita na Antonio das Chagas, direita na Estilo Barroco, esquerda na Rua da Paz”. Que bom, facílimo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a Antonio das Chagas, que de fato é uma travessa da Santo Amaro pouco depois do Borba Gato, não “chega” até a Santo Amaro – porque na esquina tem uma praça batizada com o nome de alguém, e a Antonio Chagas fica sem nenhuma indicação de sua existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, agora preciso sair, minha carona tocou o interfone. Talvez eu me perca mais um pouco e volte com mais histórias para contar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-1451203278642361934?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1451203278642361934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1451203278642361934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/as-das-placas-de-novo.html' title='As *&amp;¨% das placas, de novo'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-9009270156180932456</id><published>2008-09-22T19:03:00.000-03:00</published><updated>2008-09-23T12:05:14.043-03:00</updated><title type='text'>Não tem como chegar lá?</title><content type='html'>Palavra do Ministro das Cidades, Marcio Fortes (PP), sobre pedágio urbano, no UOL: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Eu sou contra, porque, se não resolver o problema anterior, as pessoas vão pagar o que for preciso para chegar ao centro. É preciso investir em metrô, em bilhetes de integração, em alternativas sem ônus. Não adianta restringir o acesso se a pessoa não tem como chegar lá. A cobrança deve ser a última coisa".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Alternativa sem ônus”. Como se o congestionamento não tivesse ônus - pesadíssimo, aliás! E como se as pessoas SÓ usassem automóvel por falta de alternativas. A pessoa “tem como chegar lá”, sim - de ônibus, de metrô, de trem, de bicicleta, de moto, a pé ou até mesmo de táxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo é a cidade mais automobilizada do mundo na região central. O índice de carro por habitante é maior na região da Paulista do que no Grajaú – onde as pessoas poderiam dizer, como muito mais razão, que não têm como chegar... Onde o ônibus é pior, os intervalos são maiores, os caminhos mais difíceis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso investir em metrô, integração, etc. Mas sem desestimular o uso (abusivo, compulsivo, supérfluo) de automóveis , eles vão continuar entupindo as ruas. E pagando mais caro por isso do que a eventual tarifa de pedágio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o diretor-presidente do Denatran,  Alfredo Peres, “que também esteve presente ao evento da campanha "Na cidade sem meu carro", do Ministério das Cidades”, manifestou “opinião diferente da apresentada pelo ministro, no que se refere ao pedágio urbano. Peres acredita que a limitação de acesso por meio da cobrança é uma "tendência”."Nenhum político gosta de falar sobre isso, porque não seria algo receptivo pelos motoristas. Mas os municípios têm que decidir em que tipo de cidade querem viver", disse”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que ele “admitiu que “a solução tem caráter elitista, por penalizar mais a população de baixa renda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população de baixa renda é penalizada pelo congestionamento, pela má qualidade do ar, pela baixa velocidade do ônibus... E, até onde se sabe, a maioria absoluta da população de baixa renda NÃO TEM CARRO. São milhões e milhões andando a pé, de bicicleta, de ônibus, trem  e metrô. O pedágio urbano “penaliza” quem tem carro e o utiliza na região central, no horário de mais movimento. Que, mesmo “penalizado” pelo pedágio, sai beneficiado pela redução do congestionamento!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-9009270156180932456?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/9009270156180932456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/9009270156180932456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/no-tem-como-chegar-l.html' title='Não tem como chegar lá?'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-6235554579610693191</id><published>2008-09-19T13:42:00.000-03:00</published><updated>2008-09-19T19:51:54.761-03:00</updated><title type='text'>De mal com o mundo</title><content type='html'>Ela insiste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu construí 100 km de corredores. Vou fazer mais de 200. Eles não construíram nenhum”. (Marta Suplicy, agora há pouco, no SPTV).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No governo Marta, foram feitos sessenta e poucos km de corredores. Os outros, inaugurados desde a gestão do Covas, passando por Jânio, Erundina e Pitta, ela reformou. Não “construiu”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo tem hoje 120km de corredores. O Expresso Tiradentes (ex-Fura Fila, ex-Paulistão), por exemplo, foi inaugurado nesta gestão. Nos últimos meses de governo do PT, ficou completamente PARADO. Porque, segundo a Marta (no 1º. debate na Bandeirantes), ela estava gastando muito dinheiro fazendo os outros corredores (apesar de ter gastado uma fortuna nos túneis...). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também insiste que vai fazer mais de 40 km de metrô; que apresentou, enquanto ministra, um projeto de expansão do metrô para a Copa de 2014 (como se os projetos já não existissem há décadas); diz que não há previsão de verbas para o metrô no orçamento da União, mas ela já “conversou com a Dilma” e isso pode ser resolvido por meio de uma emenda (!).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não explica como é que São Paulo vai suportar tantas obras ao mesmo tempo (já viu o transtorno que uma delas causa?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calcula o custo e a duração da obra “por baixo” – e tentar fazer o metrô mais rápido e mais barato termina mal, muito mal... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E diz que pretende levar metrô “para a periferia” – Cachoeirinha, Jardim Ângela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece, de novo, ignorar os projetos que já existem. E um outro “detalhe”: nem sempre essa é a melhor opção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alckmin, por exemplo, levou metrô até o Capão Redondo... Uma linha mal conectada às outras (que até dois meses atrás sequer funcionava aos domingos!!!). Era muito mais importante continuar com a Linha Amarela, que, pelo seu traçado, desafogaria uma parte das linhas vermelha, verde e azul – e também o transporte de superfície. Mas ele disse, em entrevista, que foi obrigado a fazer esse investimento naquela linha por imposição do Banco Mundial (ou qualquer coisa assim). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, são todos super fortes, corajosos, bons gestores, que fazem e acontecem. Mas a Marta não pode continuar o Fura Fila porque estava terminando os outros corredores; o Alckmin passou uma linha na frente da outra por determinação dos investidores... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda o Alckmin: quando perguntam da cratera do metrô, ele diz: “Veja bem, eu já estava fora do governo há oito meses”. Mas outro dia, em um debate, ele se orgulhou: “Nós levamos os trens da CPTM até Interlagos e Grajaú”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas estações foram inauguradas ano passado. Quando, pelos seus próprios cálculos, ele já estava “fora do governo” há mais ou menos um ano e oito meses... Mas ele prefere contar como realização sua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É naquela base dos técnicos de futebol espertinhos: “Eu ganhei, nós empatamos, vocês perderam”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trens chegaram até o Grajaú – mas, para ver como não adianta simplesmente estender o transporte sobre trilhos, levá-lo “à periferia”, olha o que está acontecendo agora: quando o trem chega à estação Santo Amaro às cinco da manhã, já vem LOTADO. É difícil embarcar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem de ter transporte sobre trilhos? SIM. Na periferia? Sim, claro! Mas estender ou alargar os eixos radiais que já existem NÃO RESOLVE. Precisamos melhorar as ligações perimetrais, os anéis viários, ferroviários, as linhas de transporte coletivo entre bairros da mesma região e entre regiões (Sul-Leste, por exemplo). Precisamos diminuir as distâncias entre casa e trabalho, aumentando a oferta de moradia popular no centro e de empregos na periferia. E não podemos esquecer que o transporte é, ele mesmo, um indutor da ocupação, do crescimento. Por isso existe tanta preocupação com o Rodoanel, por exemplo. Ali na Zona Sul, é importante NÃO HAVER ligações viárias entre os bairros e essa nova estrada, porque senão as áreas verdes vão para o saco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos traz a Paulo Maluf e sua oferta de alargar as Marginais – e pra cima dos rios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que adianta ter o dobro de faixas na marginal, se o resto da cidade não tiver capacidade de absorver os veículos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também nos traz ao que ele fez, enquanto governante, por exemplo na Zona Leste – expandindo o sistema viário de tal maneira, sem nenhuma conexão com outras medidas de planejamento urbano (providências necessárias para garantir moradia, trabalho, lazer, equipamentos de educação e saúde etc.), que a cidade se esticou feito um elástico. (E quase podemos dizer que “arrebentou” feito elástico esticado demais, porque cresceu toda desigual e desordenada). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Kassab – que, nisso a Marta tem razão, anunciou todo feliz que o Bilhete Único passaria a valer por 3 horas, mas não incluiu os bilhetes de estudante e de Vale Transporte... – anuncia que a passagem de ônibus “não vai subir no ano que vem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo deus, vale tudo... Quem é que quer aumento de ônibus? Ninguém. Mas tem horas que não tem jeito, tem de aumentar para não arrebentar o sistema – isto é, para não arrebentar os cofres públicos, dos quais a gente precisa para várias coisas (como investimentos para melhorar e expandir o transporte...). E por que tem de aumentar? Porque os custos aumentam; porque tem data-base para reajuste de salários de motoristas e cobradores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os custos podem e devem ser menores – se o sistema for mais eficiente, se o governo federal reduzir impostos sobre o óleo diesel e os microônibus (como reduziu para gasolina e táxis)... Mas prometer um ano sem aumento é simplesmente dizer o que o povo quer ouvir, contrariando a sensatez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan Valente defende a “tarifa zero” no transporte, e diz que “vários países no mundo” têm esse sistema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei quais, mas sei que a tarifa zero significaria a prefeitura bancar todos os custos de operação do sistema. Seria uma conta caríssima, em que a despesa seria mal dividida. Sim, porque eu, que tenho todas as condições de pagar tarifa, seria beneficiada – o custo da minha viagem seria dividido entre toda a população, inclusive a mais pobre. É injusto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, em cinco mil caracteres, consegui brigar com todo mundo. Agora é a vez de vocês, podem me bater... Ai. Hoje parece que eu tirei o dia para brigar, mas não foi premeditado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-6235554579610693191?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6235554579610693191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6235554579610693191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/de-mal-com-o-mundo.html' title='De mal com o mundo'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-8786421469168184208</id><published>2008-09-19T10:26:00.000-03:00</published><updated>2008-09-19T10:28:24.896-03:00</updated><title type='text'>A doida</title><content type='html'>Manchete na capa do UOL: &lt;em&gt;“Cremes não retardam envelhecimento”, &lt;/em&gt;dizem cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu li “Crimes”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, saí de uma "Sabatina-Afro" (promovida pela EDUCAFRO, uma das obras sociais do SEFRAS – Serviço Franciscano de Solidariedade) na Rua Riachuelo, atrás da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, pouco depois das dez da noite. Montei na moto para ir embora e logo apareceu um rapaz com colete de “guardador”, fazendo sinais para perguntar se eu tinha um trocado para ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha. Perguntou com jeito, sem fazer qualquer tipo de pressão; ainda disse “não tem erro, qualquer coisa fica para a próxima”. É meio absurdo pagar para alguém “tomar conta de carro”, por todos os motivos do mundo – porque é ridículo carros (ou motos) precisarem de babá; porque é um jeito de tentar ganhar dinheiro por um trabalho, mas na prática é pouco diferente de pedir esmola, já que o serviço é inútil (se aparecer um ladrão, ele vai fazer o que?). Mas eu conheço muitos meninos que realmente consideram esse um trabalho; que fazem questão de “fazer” alguma coisa em troca do trocado que vão pedir... (Desculpem pelo “troca do trocado”).                                                                  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu não topo extorsão, de jeito nenhum. Já bati boca com vários guardadores – recusando o “preço” que eles estabeleceram; me recusando terminantemente a pagar adiantado! – mesmo correndo o risco de voltar e encontrar o carro todo riscado, ou duas motos em vez de uma. Não admito. Mas às vezes cedo a pedidos gentis, e foi o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você não costuma parar aqui, né?”. “Não, eu não venho todo dia, só vim participar de um evento”. “É, eu nunca tinha visto essa moto nem você aqui...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ele puxou papo, dei corda. Não resisti à tentação de perguntar “você vota?”. “Voto, sim!”, respondeu, com tanta convicção que fez a pergunta parecer sem sentido. “Já tem candidato a prefeito?”. “Olha, sabe que ainda não? Não decidi”. “Bom, tem eu...”. Ele fez cara de interrogação, igualzinho a um desenho animado. Mostrei o adesivo no baú da moto – “Eu, olha. Eu sou candidata a prefeita”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ainda levou uns segundos para entender. A geração pós-Telesp talvez não saiba a origem da expressão “demorou para cair a ficha”, mas ela é a perfeita descrição de momentos assim. Quando fez o “clique”, ele perguntou, surpreso: “VOCÊ é a Soninha?”. Aí abriu um sorriso: “Olha, juro para você, eu estava indeciso entre dois: você e o Maluf. Você, porque eu vejo suas idéias e eu gosto, sabe? E o Maluf porque a minha mãe falou que ele foi um prefeito muito bom”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirei fundo para fazer uma suave objeção, mas ele nem me deixou completar: “Bom, assim diz minha mãe... Eu não sei... Mas eu gosto mesmo das suas idéias, do seu espírito, sabe? Olha, eu já estava decidindo, sério mesmo. Eu já estava pensando em votar em você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se eu ganhei um voto ou não, mas adorei a conversa. Aliás, eu adoro conversa. Candidato vive disputando quem é que gosta mais de pobre (parece que é uma disputa para pedir pobre em casamento). Eu gosto muito, muito mesmo, de gente. Brasileiro, estrangeiro, votante, não votante... Criança, idoso... Sensatos, malucos... Universitários, analfabetos... Se não for prefeita no ano que vem (vai saber, tudo pode acontecer... :o)), vou fazer alguma coisa assim, no corpo-a-corpo. Abordagem de população de rua, mutirão ambiental na periferia, ocupação artística de espaços públicos, alfabetização para jovens e adultos... Às vezes estou completamente exausta dessa vida sem solidão, sem reclusão, sem silêncio; sem tempo para contemplação. Mas eu gosto muito de conhecer pessoas, como gosto. Queria ter um registro de cada uma delas – um retrato, um perfil, um resumo do dia e hora em que nos conhecemos... (Ô mania de guardar coisas, que não me larga!). Ok, guardo apenas as lembranças e um ou outro post no blog. Na minha casa não cabe mais nada :o))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilha sonora: depois de uma Adriana Calcanhoto ("Fico Assim Sem Você"), uma seqüência enorme de Jack Johson. Muda tudo, muda o dia. Já falei da revisão que eu queria fazer na Declaração de Direitos Humanos, né? Ou na Constituição? "Todo ser humano tem direito à música". (MP3 para todos!). E "Todo ser humano tem direito à massagem". A saúde de todos seria bem melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-8786421469168184208?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/8786421469168184208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/8786421469168184208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/doida.html' title='A doida'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-9158430711705300353</id><published>2008-09-18T10:22:00.000-03:00</published><updated>2008-09-19T10:26:30.882-03:00</updated><title type='text'>Recuerdos e mais recuerdos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Recuerdos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa semana, voltou à pauta o Tribunal de Contas do Município - aquela cuja extinção eu defendo, assim como já defenderam vários de meus colegas... Houve uma CPI do TCM com conclusões arrasadoras, mas ficou tudo por isso mesmo... Para não ter de falar tudo outra vez, recuperei posts antigos sobre o tema. Aí vai um deles (o texto original está &lt;a href="http://gabinetesoninha.zip.net/arch2008-02-17_2008-02-23.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais recuerdos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gabinetesoninha.zip.net/arch2008-02-24_2008-03-01.html"&gt;Aqui &lt;/a&gt;tem mais um capítulo antigo da “novela TCM”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E &lt;a href="http://www.soninha23.can.br/2008/09/soninha-nica-candidata-que-admite.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, a matéria da Folha, reproduzida no site da candidatura, que ressuscitou o assunto (ainda bem!) nos últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como eu comecei a dizer no post acima, sou contra o PL da Reforma Administrativa do TCM, por vários motivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, porque ele estabelece que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§2º - A Função Gratificada fixa [sic] excluída do limite salarial previsto na Lei nº 12.477, de 22 de setembro de 1997. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos à lei 12.477... Ela DISPÕE SOBRE A CARREIRA DA FISCALIZAÇÃO, ORGANIZA O QUADRO DOS PROFISSIONAIS DA FISCALIZAÇÃO-QPF, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ué... E por que foram pegar uma lei que fala do “quadro dos profissionais da fiscalização”? O que o TCM tem a ver com isso?&lt;br /&gt;E qual é, afinal, o “limite salarial” previsto nessa lei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá lá no Art. 93, que trata de “disposições gerais”: “O limite máximo de remuneração dos servidores municipais passa, a partir da data da publicação desta Lei, a ser o correspondente ao fixado pelo artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal, de 5 de outubro de 1988”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, então fomos buscar em um artigo de uma lei municipal de 97 uma referência ao teto constitucional para vencimento de servidores públicos... Um pouco enviesado, não???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;O teto estabelecido na Constituição diz que, no município, o maior “salário” (o termo oficial é “subsídio”) deve ser o do prefeito. O texto é assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vem um PL do TCM e diz, disfarçadamente, que as “funções gratificadas” não precisam respeitar esse inciso da Constituição. Aí acontecem aquelas coisas – um funcionário do TCM ganha três vezes mais que o prefeito... Se bobear, acaba ganhando mais que o Ministro do Supremo, que é o teto máximo da nação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Gratificações, em princípio, são temporárias. Mas a “função gratificada” se torna permanente depois de cinco anos, contínuos ou não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem gratificação de quê, por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem, por exemplo, Art. 29 - A gratificação por serviço especial em Comissão de Licitação fica fixada em 10% do QTC-6 por reunião, limitada a 10 (dez) reuniões mensais, por servidor. Ou seja: jetton. Um adicional pago por participação em determinado tipo de reunião...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem também a (Art. 5º) Gratificação de Incentivo à Especialização e Produtividade. Para fazer jus a ela, o servidor terá de atender a pelo menos 3 dos seguintes pré-requisitos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - conhecimento e desempenho de suas funções de acordo com as metas a serem alcançadas; &lt;br /&gt;II - empenho no exercício das funções e contribuição para o seu aperfeiçoamento; &lt;br /&gt;III - aprimoramento através de cursos e estágios; &lt;br /&gt;IV - desenvolvimento de liderança e trabalho em grupo; &lt;br /&gt;V - participação em comissões e grupos de trabalho especiais; &lt;br /&gt;VI - elaboração de trabalhos em sua área de formação profissional; &lt;br /&gt;VII - prestação de apoio técnico e atuação como docente em cursos voltados ao aprimoramento do conhecimento dos servidores dentro de sua área de formação profissional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, se ele “conhece e desempenha as funções de acordo com as metas a serem alcançadas” (não seria essa uma obrigação básica?), se “empenha” no exercício das funções (idem...) e participa em “comissões e grupos de trabalho” (nada de tão excepcional), já pode receber uma gratificação de 38% (se ocupar “cargo ou função de nível superior”). Achei fácil demais, discutível demais... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Além disso, transferem-se ou criam-se cargos que eu não tenho nenhum elemento para avaliar se são mesmo necessários. Claro que, se já não tivesse outros motivos para votar contra o PL, deveria me informar sobre eles para formar uma convicção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a minha convicção é de que a própria existência do TCM é muito discutível. As funções executadas por ele podem ou devem ser exercidas por outras instâncias, outros órgãos públicos. O TCM, apesar do nome, não é um “tribunal” - é um órgão auxiliar do Legislativo. Ele emite pareceres e toma decisões que não equivalem a uma sentença judicial. E embora seja, em princípio, um órgão “técnico”, as nomeações dos Conselheiros são políticas – e vitalícias! E ele é caro, muito caro. Custa, por ano, quase a mesma coisa que a Câmara Municipal. Eu sou muito mais a favor da extinção do TCM do que da sua reforma administrativa... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2: Acabo de saber que a votação desse PL foi adiada. Fica para outro dia".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-9158430711705300353?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/9158430711705300353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/9158430711705300353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/recuerdos-e-mais-recuerdos.html' title='Recuerdos e mais recuerdos'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-6699552598365575579</id><published>2008-09-16T09:27:00.001-03:00</published><updated>2008-09-16T09:31:37.411-03:00</updated><title type='text'>"Por que não falou antes?"??</title><content type='html'>Depois da minha Sabatina no Estadão, em que eu disse que a aprovação de Projetos de Lei na Câmara Municipal sempre se dá em função de algum tipo de acordo – e que existem acordos que atendem ao interesse público, e outros nem um pouco (como se fosse uma novidade para alguém!) – algumas pessoas reclamaram: “E por que ela nunca disse isso antes?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, eu disse, e como disse... Muitas vezes. Por exemplo, em todas as edições dos meus balanços de mandato (livretos de prestação de contas que a gente batizou de “Gabinete de Bolso”). Foram feitas e distribuídas milhares de unidadesdeles, que também ficaram disponíveis no meu site em PDF. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz um apanhado dos textos em que me queixei da Câmara, para facilitar a leitura dos interessados no tema. Veja aqui, em três partes: &lt;a href="http://gabinetesoninha.zip.net/arch2008-09-07_2008-09-13.html#2008_09-12_19_20_03-3368664-0"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://gabinetesoninha.zip.net/arch2008-09-07_2008-09-13.html#2008_09-12_19_11_19-3368664-0"&gt;2&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://gabinetesoninha.zip.net/arch2008-09-07_2008-09-13.html#2008_09-12_19_05_14-3368664-0"&gt;3&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-6699552598365575579?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6699552598365575579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6699552598365575579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/por-que-no-falou-antes.html' title='&quot;Por que não falou antes?&quot;??'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-5487815406023590625</id><published>2008-09-15T19:41:00.000-03:00</published><updated>2008-09-16T09:26:49.795-03:00</updated><title type='text'>"Notoriedade"</title><content type='html'>Recebi a seguinte mensagem de alguém que assinou “Não Interessa da Silva”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Legal, né? O cara escreve para o meu email, mas esconde o dele... Ah, como é bom ser anônimo... Por que não bancar a própria opinião, assinando embaixo?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sexta-feira, 12/Setembro/2008, 12:08:17 - Marta vira alvo de Alckmin, Kassab e até de Soninha no debate” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[É uma notícia da Agência Estado - Comentário dele:] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quá, quá, quá... "ATÉ". Para mim significa que qualquer um ataca a Marta em busca de alguma notoriedade, ATÉ a Soninha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe qual foi o “ataque”? Eis a notícia completa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, foi o alvo das críticas no segundo debate da TV Bandeirantes. Até a ex-petista Soninha Francine, do PPS, duvidou da afirmação de que Marta fez 100 quilômetros de corredores de ônibus.  "Eles começaram a ser feitos desde a gestão do Covas", afirmou. O prefeito Gilberto Kassab, candidato do DEM, e a petista polarizaram a discussão no terceiro bloco, defendendo as respectivas gestões. Marta acusou Kassab de falta de planejamento para "gastar o dinheiro em coisas de que a cidade realmente precisa". Então Kassab respondeu: "Tomara que Marta não ganhe a eleição, senão ela vai quebrar a Prefeitura."  Marta e Kassab também discordaram sobra as Organizações Sociais (OSs) que cuidam da gestão da saúde.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar – isso que eu fiz foi um “ataque”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em nome do bom jornalismo, o certo seria verificar quem tem razão... Eu não “duvidei” da afirmação de Marta; eu não “afirmei”, da minha cabeça, que os corredores começaram a ser feitos desde a gestão do Covas. Esses são os fatos. A Marta MENTIU, simples assim. Se dizer “mentiu” for um “ataque”, podemos dizer que “faltou com a verdade”... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo tinha, em 2006 (dois anos após o fim do governo Marta), 104 km de corredores. O Santo Amaro – Nove de Julho tinha 14,5 km. Foi INAUGURADO em 1984 (governo Covas). E reformado em 2004, pela Marta. Muito bem reformado, especialmente no trecho Nove de Julho, mas não foi ela quem FEZ. O Paes de Barros tem 4 km e foi inaugurado em 85. O corredor Cachoeirinha tem 12,5 km e foi inaugurado em 91 (Erundina). A Marta também o reformou em 2004. O de Itapecerica, de 8,4 km, inaugurado em 98 (Pitta), foi reformado em 2004. Foram efetivamente inaugurados em 2003 e 2004 os corredores Pirituba-Lapa, Guarapiranga, Ibirapuera, Rio Bonito e Rebouças, em um total de 64 km FEITOS na gestão da Marta. (Que é o número que o próprio PT usou em seu programa de TV alguns meses atrás). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marta REFORMOU, sim, vários quilômetros corredores -  se contarmos, por exemplo, a extensão completa do Nove de Julho-Santo Amaro, dá 35,4 km deles. O próprio material de divulgação do PT falava em reforma de 4,5 km, mas tudo bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a gente puder chamar reforma de “realização”, todos os números dos demais candidatos serão inflados também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu queria saber também o porquê do “até”. A Marta é a líder das pesquisas de intenção de voto e até outro dia foi prefeita. Será que não é natural que ela seja “alvo”? Que suas promessas sejam confrontadas com suas obras? A Marta, no meu lugar, pouparia o líder, o deixaria mentir em paz? E eu não sou candidata à prefeitura, tanto quanto os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O também ex-petista Ivan Valente e Ciro Moura atacaram a Marta. E “até” o Maluf – que, assim como eu, fez campanha para a Marta no segundo turno em 2004... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu critiquei o Maluf, o Kassab, o Alckmin. Os que já estiveram “lá”. Mas não posso falar da Marta, senão é “busca pela notoriedade”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;No primeiro debate na Bandeirantes, algumas pessoas se espantaram com a minha disposição em reconhecer boas realizações das administrações anteriores. Antes de questionar a Marta sobre o gasto em túneis e o projeto da ponte estaiada X a interrupção das obras do Fura-fila, reconheci (como não reconhecer?) o que ela fez de bom na área dos transportes. Sem falar que vivo defendendo os CEUs, por exemplo. E a própria Marta, quando alguém vem associar o infeliz "relaxa e goza" ao acidente da TAM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo debate, reconheci também avanços na área da Educação e do Meio Ambiente no governo Kassab - simplesmente porque eles aconteceram. O Eduardo Jorge mudou a política ambiental de patamar; é um grande cara, que também se encheu do PT bem antes de mim (e saiu do governo Marta porque não aceitava loteamentos e os novos encaminhamentos da política de saúde, que daria menos importância ao PSF, por exemplo, em favor de obras mais vistosas). E o Schneider, como já comentei aqui antes, teve uma disposição admirável (raríssima em um tucano, hehehe) de negociar com a categoria dos professores a reorganização de sua carreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas isso o PT não admite... Reconhecer avanços do governo do PT, ok. Elogiar qualquer coisa do governo Kassab, aí não. Embora todos os candidatos, Marta inclusive, mantenham sempre aquele discurso básico de "manter o que foi bom, modificar o que não deu certo". Só não pode dizer para o eleitor "o que foi bom"... Fica no ar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na platéia da Band, aquele dia, alguns petistas ficaram fazendo graça. Adriano Diogo, ex-secretário do meio-ambiente, que já me avacalhou (não tem outra palavra) na tribuna da Assembléia, mandou um "o amor é lindo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu que sou "juvenil". Haja saco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-5487815406023590625?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5487815406023590625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5487815406023590625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/notoriedade.html' title='&quot;Notoriedade&quot;'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-4246106523809549999</id><published>2008-09-12T20:13:00.000-03:00</published><updated>2008-09-13T05:08:06.077-03:00</updated><title type='text'>Contagem regressiva</title><content type='html'>Para a perda dos meus direitos políticos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aviso de um vereador “amigo” para um assessor do gabinete: “Você sabe que a Soninha vai ser cassada, não sabe? Mas só depois da eleição”. Como se eu não soubesse que é essa a estratégia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem,  Wadih Mutran trouxe o assunto à tona (aprovação de projetos sempre mediante algum tipo de troca) no microfone de aparte. “Os jornais estão dizendo que a vereadora Soninha foi pressionada. Não foi não. Mas eu queria ver se fosse com eles! O que eles iam fazer se ela falasse deles o que falou dos vereadores !”. Fui lá me defender: “Vereador, vocês confirmaram uma parte do que eu disse e ainda dizem que é assim que tem de ser: para aprovar projetos, tem de haver uma negociação que envolva algum tipo de troca, um acordo. Eu acho que não deveria haver troca nenhuma. Em todo caso, a troca, o acordo, pode ser feito em função do interesse público ou não... Se alguém vota em um projeto que considera ruim porque foi atendido em seu pedido, o interesse público foi prejudicado. Se não vota em projeto bom porque não foi atendido, também. E se vota em troca de dinheiro, não tem nem o que discutir – para mim, a pior das hipóteses, a menos que a gente pense em ameaças de morte...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu falava e ele ameaçava retrucar, os vereadores à Mesa, especialmente o presidente, faziam sinais para ele encerrar o assunto ali mesmo. Ele voltou ao microfone apenas para informar, como Corregedor, que recebeu o pedido de abertura do processo contra mim na Corregedoria. Que, apesar do tema estar pegando fogo, não deu quórum ontem... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que eles vão deixar passar as eleições, quando eu tiver menos destaque na mídia, para seguir com o processo. Até parece que muda alguma coisa para mim... Se eles recomendarem a minha cassação, se ela for aprovada em plenário, ok, perco meus direitos políticos por oito anos... E vou lá fazer meus trabalhos com população de rua, internos da Fundação Casa, em favelas e quebradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu volto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Sobre os quatro vereadores que citei na sabatina do Estadão: foram os que eu lembrei, na hora, que já haviam se manifestado publicamente contra esse modelo de tramitação e aprovação de projetos – que é muito lento ou muito acelerado conforme os tais dos acordos políticos. Montoro (atualmente deputado eleito e Secretário de Participação e Parcerias) criticou várias vezes a realização de Congressos de Comissões; Natalini já se indispôs mais de uma vez com os demais, tendo sido inclusive chamado à Corregedoria; Neder também não votou no presidente da Casa na última eleição (como quase toda a bancada do PSDB) e ficou ouvindo gracinhas e desaforos no anexo do plenário; Chico Macena se recusou a acompanhar a bancada na votação do CONPRESP e foi impedido de explicar seu voto contrário no plenário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são os únicos, mas são os que me recordo mais claramente de se manifestar em público. Outros também se queixam, mas reservadamente – não vou expô-los à pressão dos colegas e da imprensa sem saber se eles estão dispostos a isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-4246106523809549999?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/4246106523809549999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/4246106523809549999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/contagem-regressiva.html' title='Contagem regressiva'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-8797507586311439554</id><published>2008-09-11T11:55:00.000-03:00</published><updated>2008-09-11T13:24:25.956-03:00</updated><title type='text'>Hoje tem debate na Band</title><content type='html'>“E aí, você vai de bicicleta?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da primeira vez, foi TÃO legal, que a gente foi da Paulista até a Band falando “Vamos juntos de bicicleta a TODOS os debates! Globo, Record, todos! (Queria só ver se ainda tivesse o da RedeTV!, lá em Alphaville...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem era “a gente”? Um grupo de umas duas ou três dezenas de ciclistas e cicloativistas – gente que usa a bicicleta como meio de locomoção e pede melhores condições para elas e mais respeito de todos. Que lembra que ela ocupa pouco espaço, não polui, não piora o aquecimento global, não faz barulho. Que é gostoso pedalar, ver as pessoas em volta, os detalhes da cidade. E que muitas outras pessoas pedalariam também se fosse mais seguro e mais prático (estacionar a bicicleta ainda é um problema na maioria dos lugares – tem cabimento?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que eu fui de bicicleta daquela vez? Para demonstrar que é possível, sim, pedalar por aí – mesmo com as condições horríveis de hoje em dia (a travessia da ponte da Eusébio Matoso foi aterrorizante. Já é tenso para os carros e motos....). Que não é preciso ser atleta para isso (quem dera eu fosse...). Para lembrar que os ciclistas existem; para fazer um manifesto a favor deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi muito gostoso. Saí de casa pedalando, o que já é um belo meio de começar o dia. Fui à Câmara, passei o dia lá, no fim da tarde subi (pela Augusta) até a Paulista. É subidinha, mas dá para encarar muito numa boa – e é dez vezes melhor que a Consolação, tensa e apertada. Na Praça do Ciclista, encontramos os outros todos e nos preparamos para sair, pouco depois das 20:00. Fiquei com medo de me atrasar, mas o André Pasqualini, do CicloBr, tranqülizava - “dá menos de uma hora, com certeza”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente saímos. Descer a Hadock foi muito, muito bom – mesmo com a tensãozinha de estar embalado e com medo de algum carro estacionado abrir a porta de repente. Fomos atentos, cautelosos, e fazendo festa. Cantando “Invasão das Bicicletas”, verdadeiro hino da Bicicletada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andar pelas ruas largas, arborizadas e tranqüilas dos Jardins, nas paralelas à Rebouças, também foi demais. Foi quando começou o coro divertido: “Se a Soninha não ganhar, olê, olê, olá... Vou pra Bogotá!” (onde foi feita uma revolução pró-ciclistas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A subida da Morumbi foi mais cansativa, mas não a ponto ficar de língua de fora. Ainda mais porque uns ajudam os outros; os mais fortes e mais experientes empurram os demais, formando uma cadeia semelhante à das aves voando em “V”. Pior mesmo foi lidar com o estresse dos motoristas. Como éramos muitos, acabamos ocupando uma pista inteira, e na ladeira fomos mais lentos, mas nada de insuportável. Se cada um de nós estivesse em um carro, seria dez vezes pior... Mas o “piloto” de uma SUV ficou tão impaciente que nos ultrapassou na faixa dupla, em uma curva de alta velocidade para quem vinha no outro sentido, e quase provocou um acidente horrível. Para não bater de frente, freou na curva, balançou... Mais um pouco, capotava. Santo Deus. Queria ir a 70 por hora por que, pra quê? Avenida não é estrada... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como foi bom chegar até lá pelo próprio esforço, ofegante, transpirando, com calor apesar do ar frio... Gastando energia, oxigenando o cérebro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo assim, não vou de bicicleta desta vez? Não, por dois motivos basicamente: para a minha campanha não virar folclore. Tudo bem dizerem que eu sou “a da bicicleta” - sou mesmo. Mas essa não é a única e nem mesmo a principal bandeira da nossa candidatura. Nem ao menos é a principal proposta para o trânsito, é UMA delas. E também para a própria bicicleta não virar folclore ou “marketing”. É um meio de locomoção para ser levado a sério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E qual é a principal bandeira de nossa campanha? São ao menos duas: se não corrigirmos a imensa desigualdade regional em São Paulo, o abismo e as distâncias entre as regiões ricas, bonitas, bem providas de todos os serviços públicos e privados, e as regiões mais pobres, precárias, feias e carentes de tudo, nenhum dos outros problemas (na educação, saúde, meio ambiente, trânsito e transporte, segurança, desenvolvimento econômico e social) terá solução de verdade. A outra: é perfeitamente possível fazer política (já desde a campanha eleitoral) e administrar a cidade de modo diferente. A primeira parte, já estou fazendo. A segunda depende de me colocarem lá na chefia :o)).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-8797507586311439554?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/8797507586311439554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/8797507586311439554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/hoje-tem-debate-na-band.html' title='Hoje tem debate na Band'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-3966812335993440428</id><published>2008-09-10T19:48:00.000-03:00</published><updated>2008-09-11T01:52:14.399-03:00</updated><title type='text'>"Diga nomes!"</title><content type='html'>Muitas vezes me perguntaram “Que tal a Câmara?”, ou “Que tal ser vereadora?”, e eu respondi “um inferno”. “Não só por causa dos problemas que todo mundo conhece ou imagina, como a corrupção, nem pela dificuldade de lidar diariamente com o confronto de idéias, posturas e visões de mundo muito diferentes, mas sim porque o resultado do seu trabalho não tem nenhuma relação com o tamanho do seu esforço. Depende, sim, dos acordos que você for capaz de fazer. A organização da pauta e a votação de projetos em plenário depende exclusivamente de entendimento entre os autores, e não da qualidade e urgência do seu conteúdo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma das entrevistas em que disse isso (à revista IstoÉ Gente), houve tensão e tumulto aqui na Câmara. “Tem corrupção? Então diga quem! Diga quando! Você será punida – por saber de corrupção e não ter denunciado, o que era o seu dever. Ou por ter feito acusações falsas, o que é crime”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião do Colégio de Líderes, à qual eu não estava presente, foi tensa. Alguns vereadores disseram, furiosos: “A santinha! Fuma maconha e vem falar de corrupção”, me contaram colegas. No plenário, o tom foi "melhorzinho": “Eu sou a favor da família, sou contra as drogas.(...) Queria saber o que a vereadora quis dizer com essas acusações”, disse um vereador no microfone de aparte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Naquela ocasião, respondi: “Por acaso os senhores não sabiam que na política tem corrupção, de várias maneiras? Não somos procurados para “dar um jeito”, “quebrar um galho”, passar alguém adiante na fila?”. Nem me lembro mais que exemplos dei na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A senhora sabe ou não sabe de algum caso concreto de corrupção envolvendo vereadores da Casa?”. “Se eu soubesse, já teria feito a denúncia à Corregedoria”. Claro que saber sem provas, por ouvir alguém contar, não serve – e alguém aí nunca ouviu, de fontes próximas ou distantes? Em todo caso, não, eu não tenho provas contra nenhum vereador. E eu nem estava falando de corrupção na Câmara, especificamente, mas na política de modo geral. E aí se incluem todos os Parlamentos, o Poder Executivo, os Tribunais de Contas, os partidos, o diabo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vereadora disse que nenhum vereador desta Casa é corrupto. Eu estou satisfeito com a resposta”, disse um colega. Não foi isso que eu disse, mas depois de entender a entrevista a seu modo, resolveram interpretar também a minha declaração em plenário de modo peculiar.  “Tem corrupção” tinha virado “todos são corruptos”; “eu não tenho dados concretos” virou “eles não existem”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;O Corregedor me pediu explicações por escrito, eu dei. Os membros da Corregedoria aceitaram a explicação e o caso se encerrou ali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou quase: alguns dias depois, o presidente veio cobrar o fato de eu ter assinado a lista de presença sem que ele tivesse me visto no plenário. “Eu vim até aqui, vi que não estava acontecendo nada de relevante e subi para minha sala, de onde acompanhei a sessão pelo monitor de TV”. “Mas então você não estava no plenário e assinou a lista? Você não é a honesta?”. Fiquei com tanta raiva que risquei meu nome da lista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Depois e antes daquela entrevista, já me queixei mais mil vezes sobre o modo de funcionamento do Parlamento. Em palestras, no plenário, na reunião do Colégio de Líderes, em audiências públicas aqui mesmo na Câmara, muitas vezes na presença de outros vereadores. E sempre ouvi dos colegas o que ouvi ontem também no plenário: “É assim aqui ou em qualquer lugar do mundo”. Como se o Parlamento fosse um planeta isolado, com uma lógica à parte, sem necessidade de responder ao mundo exterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já durante a campanha eleitoral, em entrevista à Band News, eu falei de novo: “Os projetos não são aprovados em função de serem bons ou ruins, e sim como resultado de acordos, em que sempre se estabelece algum tipo de troca”. (Veja um post sobre isso aqui). Já havia falado à CBN e a diversos jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta passada, falei na Sabatina do Estadão – acrescentando (não pela primeira vez) que essa troca pode ser mais republicana... ou menos. Na pior das hipóteses, a troca envolve vantagem financeira direta ou indireta. (Direta: “Pague que eu aprovo seu projeto”. Indireta: “Nomeie um cara meu que eu aprovo”, e o “cara meu” vai comandar algum esquema ilegal de arrecadação de recursos, ou devolver parte do seu próprio salário para o político em “agradecimento”, etc., etc.). Será que existe hipótese ainda pior? Bom, há lugares pelo Brasil em que os pedidos podem ser mais pesados, tipo "a cabeça de fulano" (literalmente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Não é raro alguém mais velho e experiente fazer cara de desdém: "Tolinha, e você não sabia que era assim?". Não, eu não sabia que as votações eram TODAS combinadas antes. Que o projeto só é votado quando já se sabe o resultado. Que os vereadores não decidem ali, em função de seu próprio juízo, votar "sim" ou "não", mas seguem o que foi combinado pelos líderes. "Votem sim!", grita o líder de um lado. "Votem não!", grita o líder do outro bloco. Parece que há uma tremenda disputa em curso; se houver público nas galerias, ficarão apreensivos, querendo saber quem vai ganhar. Mal sabem que só falta acertar o placar exato, porque a coluna (1 ou 2) já está definida. A vitória pode ser por 40 X 12, 34 X 10... Mas a Sessão foi aberta já com o conhecimento de quais projetos seriam aprovados, quais seriam adiados, quais seriam derrubados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não sabia que o presidente das Comissões não era eleito por seus pares, mas decidido pelos mesmos líderes. "Constituição e Orçamento ficam com o Centrão, Saúde é do PT, Educação também... O PSDB não vai presidir nenhuma porque rompeu acordo". Não sabia, porque no dia da eleição dos presidentes, os vereadores declaram seu voto como se ele fosse totalmente espontâneo: "Voto em meu colega, grande vereador, fulano de tal". Alguns, mais contrariados, deixam registrado: "Seguindo deliberação da bancada, voto em fulano". Quem é da Casa sabe que essa é uma suave manifestação de descontentamento - que é aceita porque não foi explícita e porque, afinal, respeitou-se a disciplina partidária, o acordo entre os líderes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Juuura que não sabia? Tsc, tsc”. Uai, eu acompanhava a política pelos jornais. Se quem sempre soube de tudo não contou, como é que eu ia adivinhar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Pois é, dizer que votações são decididas na base de trocas e reciprocidades não é novidade nenhuma – novidade é dizer que é SEMPRE assim. Mas dizer que tem gente que até cobra $$ para votar assim ou assado é tão revelador quanto contar que a primavera vem depois do inverno. Mas, de novo, causou rebuliço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, tanto os vereadores quanto os jornalistas cobram: “Dê nomes! Dê nomes!”. Parece que, sem contar quem foi, quando, onde, por quanto, por que, não se pode dizer “tem gente que vende voto” – sob pena de ser cassada ou, quem sabe, “apenas” desmoralizada. Não, não vou dar uma de louca, não vou sair dizendo “eu sei, eu vi, eram 30 mil reais por mês!”, como fez o Roberto Jefferson (e não eram 30 mil reais por mês...). Não, porque eu não sei quem, quando, onde, por quanto. Nunca fui convidada para conversas secretas em que se discutiam valores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas presenciei inúmeras discussões de pauta em que os vereadores diziam alto o suficiente para qualquer um ouvir: “Não vamos votar nenhum projeto do governo. O prefeito tá sem moral na Casa. Não aprovou meu projeto/ não executou nossas emendas/ não atendeu meu pedido”. Aliás, isso já foi dito em plenário, no microfone. “Se o prefeito quer aprovar projeto aqui, vai ter de conversar com a gente. Ser da base do governo tem um ônus; tem de ter um bônus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Brasília, noticia-se com a maior naturalidade que o PMDB quer cinco ministérios, que não sei quem exige a diretoria de uma estatal, que é preciso liberar não-sei-quantos cargos de segundo escalão... O líder do PR na Câmara reclamou, quando o governo anunciou contingenciamento de recursos depois da não-prorrogação da CPMF (uma das raras votações “sem acordo” nos últimos tempos): “Se não for executar nossas emendas, vamos ter de voltar a falar em cargos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, muitos ficam horrorizados com as palavras “vender” e “dinheiro” relacionadas a “votar”. “Quem vendeu, quem?!”. (Catz, alguém aí já ouviu falar em Valerioduto e outras “mesadas”? Em anúncios da Nossa Caixa?) Justo essa parte não é novidade. (O que eu não sabia, e aprendi aqui na Casa que é possível, é que às vezes se pede dinheiro para DEIXAR DE VOTAR um projeto – que já é apresentado justamente pra isso, para apavorar alguém (um setor, um grupo) a tal ponto que esse alguém topará pagar para evitar que aconteça). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, é horrível. Mas e o resto, tudo bem? Os acordos, a inevitabilidade de se estabelecer algum tipo de troca...É normal? O fato de alguns projetos bons ficarem anos e anos e anos e anos estacionados enquanto outros menos importantes logo vão a votos, de modo que cada vereador tenha um projeto aprovado e todos fiquem felizes... É ok? O fato de o governo – todo governo – ter de entregar alguma coisa para que um projeto considerado relevante seja aprovado; de um projeto considerado ruim pelos vereadores ser aprovado porque eles receberam algo em troca, é aceitável?   Já estamos todos tão calejados, tão ásperos que já achamos que tudo bem se ficar só nisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, se só eu não me conformo, aí o Apolinário tem razão: tem pessoas que até podem ser boas jornalistas, boas comentaristas esportivas, mas não sabem ser Parlamentares. Não servem para isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-3966812335993440428?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/3966812335993440428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/3966812335993440428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/diga-nomes.html' title='&quot;Diga nomes!&quot;'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-5609941557051321987</id><published>2008-09-10T09:21:00.002-03:00</published><updated>2008-09-10T15:26:47.632-03:00</updated><title type='text'>A Educação, a falta de educação e a perda momentânea da noção</title><content type='html'>A culpa, pra variar, é do mordomo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caiu o marqueteiro do Alckmin. Parece que há um consenso de que a propaganda eleitoral é “muito ruim”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho muita paciência para Horário Eleitoral, mas já assisti algumas vezes. Sei lá, me pareceu um programa tucano como todos os outros... Talvez com menos brilho técnico, mas é o Alckmin de sempre, com o discurso de sempre... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Uma diferença me chamou bastante a atenção: agora o Alckmin aparece nas fotos oficiais com a cabeça toda. Antes, cortavam o retrato na altura da testa, e a parte careca não aparecia... Eu não me importo a mínima com essas coisas, mas os marqueteiros se importam muito. Vacilaram?)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marqueteiro, por sua vez, caiu atirando – no vilão de sempre, o Serra. Afe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, no debate sobre educação do movimento Nossa São Paulo, havia dois tucanos à mesa: o Secretário da Educação do município, Alexandre Schneider, e o deputado federal e ex-ministro da Educação, Paulo Renato de Souza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schneider fez um bom trabalho – bem melhor, aliás, do que o antecessor, e nisso reside uma das muitas ironias dessa aliança fraturada (DEM-PSDB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o prefeito era tucano, o Secretário era Democrata (o Pinotti). Com a melhor das intenções, quis implantar, de um dia para o outro, o período integral nas escolas, com o programa São Paulo É Uma Escola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu nada certo. Por um lado, porque você não consegue resolver estes problemas todos ao mesmo tempo: a lotação das salas de aula (a média no município não é ruim, é de 33 alunos – mas é média, o que significa que em alguns lugares tem mais do que isso), o número de turnos por escola e o tempo de permanência em sala de aula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, com o número de escolas e salas existente, para as crianças ficarem o dia todo na escola, implantou-se o caos – imagine o serviço da merenda como ficou... Os pátios... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sala de Informática, que era usada no período de aula, virou espaço para atividades no contra-turno. Os professores que vinham usando o computador no processo de aprendizagem arrancaram os cabelos. O mesmo ocorreu com a Sala de Leitura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um desastre – agravado pelo fato de que o programa foi instalado na base do “cumpra-se”. Sem discutir, sem perguntar nada para os professores, sem ouvir as queixas ou sugestões deles, sem respeitar as diferenças entre as escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou o prefeito Democrata, veio o Secretário tucano – e tudo mudou. A maior das qualidades dele é ter a maior disposição para escutar. Para fazer milhões de reuniões com os sindicatos para definir a reestruturação da carreira, por exemplo. Com representantes da classe artística que pediam uma política de ocupação dos teatros dos CEUs baseada na publicação de editais. Com os preocupados com a continuidade do programa Educom.radio. Secretário que inúmeras vezes pediu opiniões da Secretária do governo Marta, a Cida Perez. Que foi a um debate na quadra da União de Moradores de Heliópolis e bancou um projeto muito legal que unirá vários equipamentos públicos (creche, escola estadual, escola municipal, praça) e criará alguns (como uma escola técnica estadual, quadras, etc.), ignorando olimpicamente a recomendação de alguns colegas dele: “Fazer o que lá? É tudo petista... Você vai ver que não vai adiantar nada, no fim eles votam tudo no PT”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa gestão, algumas medidas simples ajudaram a diminuir o absenteísmo – que, como o sufixo indica, não é sinônimo de falta justificada, mas de exagero, abuso, falta de comprometimento. E os professores finalmente conseguiram algo que reivindicavam há tempos: a incorporação de gratificações sobre o vencimento-base. Por que é tão importante? Porque a gratificação pode, em tese, ser suprimida de um dia para o outro (ninguém seria louco de fazer isso, em todo caso...); porque o vencimento serve para cálculo de vários benefícios; porque ele é (e será) o valor da aposentadoria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a categoria não ficou 100% satisfeita, mas não pode negar que foi um avanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um de seus primeiros esforços para ouvir os professores sobre o São Paulo É Uma Escola, o Secretário pediu comentários (críticas, sugestões) por escrito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um debate na faculdade Cásper Líbero, uma professora da rede municipal veio se queixar comigo sobre a falta de diálogo com o governo. “Ué, mas o Secretário está pedindo para as escolas se manifestarem!”. “É nada, é só pra constar. A gente manda pra Coordenadoria e a coordenadora não encaminha nada, faz um relatório dizendo “aqui na nossa região está tudo ótimo, ninguém tem críticas”. É tudo mentira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem muito disso por aí. (Eu ia escrever “no setor público”, mas lembrei de uma história dos tempos de MTV. Éramos seis pessoas no departamento de produção, que fazia os textos de todos os programas com VJs – 3 produtores e 3 assistentes, eu e mais duas. Uma das produtoras saiu depois de brigar com o chefe. Já trabalhávamos muito – não havia internet, nem ao menos computador. Buscar informações sobre os artistas era tarefa para garimpeiros. Eu chegava às 10:30 e saía às 2 da manhã. Com a saída dela, piorou. As tarefas foram redistribuídas “enquanto não se contratasse alguém”. Passava o tempo, e nada. Pedíamos socorro: “Tá muito difícil, muito pesado!”. O chefe dizia: “Eu estou pedindo uma contratação, mas a direção não está liberando a vaga”. “Como não está liberando? A vaga já existia!”. “Estou tentando...”. Uns quinze dias depois, houve reunião na diretoria. Fiquei sabendo pelo chefe de outro departamento que, diante de um apelo geral para “enxugar despesas”, nosso chefe declarou o seguinte: “Eu eliminei uma vaga na produção e está tudo funcionando muito bem”). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a coordenadora achou por bem mentir para o chefe – imaginando que era nisso mesmo que ele estava interessado, em um termômetro falso da satisfação das pessoas... Como se fosse super, super útil dizer “aqui vai tudo muito bem”, com todo mundo infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele teve vários problemas com coordenadores – por exemplo, ao desligar alguns que haviam sido nomeados por vereadores da base governista, sem nenhum critério de qualificação para o cargo. Fez questão de consultar os profissionais da região para indicar servidores com real conexão com a rede. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em represália, vereadores da base governista foram pra cima dele na Câmara, convocando-o para dar explicações sobre isso e aquilo nas Comissões. O pior é que quem vê pensa: “Puxa, que comportamento republicano, eles estão pegando no pé do Secretário do seu próprio governo!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As melhores intervenções no debate foram as do Schneider, que representava o Kassab, e da Cida Perez, falando em nome da Marta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, em um debate sobre o programa de governo dos candidatos para o qual os próprios foram convidados, a presença de representantes é uma decepção, e dá impressão de descaso (pode ter sido ou não). Mas o fato é que a discussão foi muito melhor com eles do que teria sido com os titulares. Marta e Kassab ficariam se cutucando, se acusando, trazendo à mesa outros assuntos, fazendo ironias. Mesmo que não fossem lá dispostos a isso (se é que é possível), ao menor movimento de um, o outro reagiria no mesmo tom. Mas o Secretário e a ex-Secretária falaram de coisas bem concretas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse quantas vagas em creches havia no final do governo Marta e quantas há agora – um crescimento considerável nessas duas gestões em relação às anteriores (Maluf e Pitta). Mas o número de crianças não atendidas ainda é gigantesca – em parte, porque o nível de emprego cresceu, especialmente entre as mulheres (o que ele atribuiu à estabilidade econômica do governo Lula...), e a demanda aumentou mais do que a média dos últimos anos. Para atender a ela, seria necessário construir 600 novas creches – coisa que não se faz da noite para o dia (e não é só um problema de grana, mas muito mais de falta de lugar). O governo lançou, então, um edital de PPP, Parceria Público Privada, prevendo que o setor privado adquira terrenos, construa, e a prefeitura possa então usar as instalações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cida Perez falou da possibilidade de realização de concursos regionalizados, o que acho ótimo. O processo de seleção de professores precisa ser muito aprimorado. Não pode ter um “provão” e acabou, depois é só distribuir os professores pelas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Paulo Renato, representando o Alckmin, foi incrivelmente vago. Uma das coisas mais concretas que falou foi sobre a dificuldade para encontrar áreas para construção de novas escolas (se não a única). De resto, o incontestável de sempre: “nosso programa prevê a ampliação do número de vagas em creches e escolas de educação infantil”; “é preciso melhorar a qualidade do ensino”; “educação é a chave para um país melhor”, essas coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato Reichman defendeu suas teses sobre a importância dos primeiros anos de vida; Ivan Valente bateu na tecla do orçamento e do número de alunos por sala; Edmilson Costa falou sobre qual deve ser, em sua opinião, o papel, o objetivo da educação. Dos três, ele foi o que eu mais gostei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que chegamos a esse estado de coisas tão ruim na educação?”, me perguntaram. Não tem uma resposta só. Por desleixo, por exemplo, com as instalações – a parte mais fácil de todas de resolver. Entre tantas outras questões complexas, reformar os prédios, transformá-los em lugares decentes, convidativos e acolhedores, dotá-los dos recursos mínimos para o desenvolvimento das atividades educacionais é o de menos. Mas a rede municipal tem problemas, e a rede estadual quase que é só problema. Alguns dos prédios públicos mais horríveis em que estive nos últimos tempos são escolas estaduais. O pátio do (bom) presídio feminino Talavera Bruce, no Rio de Janeiro, é mais simpático do que o de uma escola que visitei em Mauá (Grande São Paulo) em 2005 – este parece mais uma cadeia do que aquele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas boas instalações não resolvem tudo – os CEUs são lindos mas a qualidade de ensino das escolas dos CEUs, nem sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preparo, as condições dadas e as exigências feitas aos professores também têm problemas sérios. E decorrem, às vezes, de outras carências. Quando um biólogo, matemático, engenheiro, só presta o concurso público porque não conseguiu emprego na sua área e não porque quer ser professor, fica difícil ter um bom desempenho em sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem a desigualdade, a miséria, a falta de segurança, o desemprego, a desatenção à saúde, o desamparo psico-social...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vejinha desta semana trouxe uma matéria muito mais interessante do que foi o debate sobre Educação no aniversário de 40 anos da nave-mãe: professores que dão aula em boas escolas particulares e em escolas da rede pública relatam a diferença de experiências. Vale a pena ler. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns trechos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Certa vez, [a professora Débora da Costa, que trabalha no conhecido “Gracinha”, no Itaim, e no Jardim Ângela] convocou a mãe de um aluno bagunceiro para relatar os problemas que estava tendo. No dia seguinte, soube que o menino de 9 anos havia levado uma surra em casa por causa da queixa”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na prática, a presença de um professor capacitado parece não ser suficiente para garantir o aprendizado. Além das notórias carências na infra-estrutura da rede pública, o contexto familiar é um fator decisivo na evolução de uma criança ou adolescente. “Nos colégios privados, quando os alunos têm dificuldades os pais contratam professores particulares ou psicólogos”, comenta Laís Carvalho [outra professora]. Na rede pública isso é mais raro”. Para piorar: “Uma das minhas alunas, de 10 anos, precisa limpar a casa todos os dias porque a mãe trabalha fora”, diz Laís. “Não tem tempo de fazer as lições”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles também fazem comparações entre a independência forçada dos alunos da escola pública – um número muito maior deles volta sozinho para casa, em comparação com os de escolas privadas. Isso se reflete na postura em sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me bato muito na história das distâncias. Se uma mãe precisa sair de casa às cinco da manhã e só chega às oito da noite, porque passa seis horas na condução indo e voltando do trabalho, seus filhos precisam de cuidados alheios por 15 horas. Não há sistema de educação que dê conta satisfatoriamente, por melhor que ele seja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o pessoal da campanha do Alckmin, nesse movimento clássico de culpar o Serra por tudo o que ele não consegue fazer (tipo se eleger presidente), vem com a seguinte tese: “Segundo interlocutores, não há mais clima para pedir a Alckmin que evite o confronto direto com o democrata. Kassabistas se empenharam nas últimas semanas para impedir que Alckmin atacasse a atual gestão. O temor era de que a briga entre antigos aliados acabasse naufragando a possibilidade de DEM e PSDB voltarem a se coligar no segundo turno”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peraê, vamos colocar as coisas em ordem: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Se os “kassabistas se empenharam” eu não sei; o que eu sei é que o Alckmin escolheu, desde o começo, atacar a atual gestão. Que é MUITO MAIS TUCANA do que “kassabista”. Secretários tucanos: Educação, Assistência Social, Saúde, Planejamento, Participação e Parcerias, Coordenação das Subprefeituras, Governo, Esporte... Fora os não-tucanos que foram nomeados pelo Serra e ficaram, como Eduardo Jorge (meio ambiente) e Calil (Cultura). E outros. É muito louco terem de pedir para o Alckmin não atacar a gestão deles... Criticar? Ok. Mas descer o pau é demais... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) O temor era o naufrágio da aliança no segundo turno? Ah, vá! O pior é que certamente essa análise é feita com base nas vaidades e orgulhos, mágoas e birras da política, quando deveria ser escorada em outra constatação lógica: se no segundo turno o Alckmin espera (esperava?) o apoio do Kassab e dos kassabistas, qual o valor desse apoio depois de detonar a gestão do próprio? “Olha, eles foram uns baita de uns incompetentes, mas agora me apóiam e por isso eu conto com seu voto”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, pensando bem, talvez seja mesmo o caso de demitir o marqueteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, como é bom se ocupar dos problemas dos outros momentaneamente, e deixar os nossos de lado! :o) Depois eu escrevo sobre a Câmara...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-5609941557051321987?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5609941557051321987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5609941557051321987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/educao-falta-de-educao-e-perda.html' title='A Educação, a falta de educação e a perda momentânea da noção'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-4194592156584465419</id><published>2008-09-08T13:54:00.004-03:00</published><updated>2008-09-10T18:45:32.257-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maconha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Políticos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corrupção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mandato'/><title type='text'>Respostas em áudio</title><content type='html'>&lt;p&gt;Estas perguntas foram enviadas ao Portal Terra no dia em que participei de  entrevista ao vivo sobre a candidatura à Prefeitura. Claro que sobraram muitas  perguntas sem resposta por falta de tempo - então aí vão elas em alto e bom  (mais ou menos) som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSUNTO: CORRUPÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PERGUNTA  01&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Data: 03/09/2008&lt;br /&gt;De: Vainer Rocha Curzio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia a  todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vereadora Sonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós sabemos que as Prefeituras  concentram grandes focos de corrupção.&lt;br /&gt;Seja na área social ou a de serviços.&lt;br /&gt;Minha pergunta é:&lt;br /&gt;Qual seriam seus esforços, para que esses problemas  fossem combatidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde já agradeço a oportunidade de me manifestar,  bem como desejo boa sorte a candidata.&lt;br /&gt;Obrigado ao jornalismo do Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vainer da Rocha Curzio&lt;br /&gt;Um Paulista que adora sua Cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PERGUNTA 02&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Data: 03/09/2008&lt;br /&gt;De: Mauricio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia, como você vai lidar com a corrupção (câncer) em seu governo, o  que você acha desta impunidade no Brasil????&lt;br /&gt;Sou seu fã, acompanho você na  ESPN Brasil.&lt;br /&gt;Abraços e boa sorte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mauricio&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;RESPOSTA EM  ÁUDIO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="396" height="131"&gt;&lt;param name="movie" value="http://st1.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="url=http://st1.mais.uol.com.br/5/73/2C/92931.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=270" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;embed width="396" height="131" flashvars="url=http://st1.mais.uol.com.br/5/73/2C/92931.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=270" src="http://st1.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;ASSUNTO: POLÍTICOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 03/09/2008&lt;br /&gt;De: acpalito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soninha,  você não acha que tem muitos “políticos” como você que usaram a mídia para se  promover depois buscar uma muleta pública, vide Ribeirão Preto, Campinas, São  Paulo, etc. Se eu pudesse nem no local de votação iria, pois é o mesmo que ser  apunhalado pelas costas, veja, quando é candidato adora o povão, quando eleito,  fazem leis (...), exemplos: dívida com prefeitura direto para a justiça, taxa  lixo, taxa água, taxas, taxas, taxas... Chega! Só vou pois sou obrigado mas  anulo.&lt;br /&gt;Seja feliz. Na minha opinião fora da política, você não é disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;RESPOSTA EM ÁUDIO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="396" height="131"&gt;&lt;param name="movie" value="http://st0.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="url=http://st0.mais.uol.com.br/3/2A/CA/92932.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=144" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;embed width="396" height="131" flashvars="url=http://st0.mais.uol.com.br/3/2A/CA/92932.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=144" src="http://st0.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt; &lt;p&gt;ASSUNTO: MANDATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 03/09/2008&lt;br /&gt;De: Alexandre Vargas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom  dia&lt;br /&gt;Gostaria de saber o que a Soninha fez como vereadora e porque não  conseguiu fazer mais?&lt;br /&gt;Atenciosamente&lt;br /&gt;Alexandre Vargas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;RESPOSTA EM ÁUDIO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="396" height="131"&gt;&lt;param name="movie" value="http://st0.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="url=http://st0.mais.uol.com.br/7/46/D5/92933.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=448" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;embed width="396" height="131" flashvars="url=http://st0.mais.uol.com.br/7/46/D5/92933.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=448" src="http://st0.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;ASSUNTO: MARTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 03/09/2008&lt;br /&gt;De: lcvsp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia...&lt;br /&gt;Gostaria de saber da senhora e de todos candidatos, vocês se esqueceram da  tragédia de Congonhas, onde a candidata Marta mandou o povo relaxar e gozar,  fico indignado com isso parece que são todos da mesma laia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESPOSTA EM ÁUDIO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="396" height="131"&gt;&lt;param name="movie" value="http://st1.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="url=http://st1.mais.uol.com.br/6/27/75/92935.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=302" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;embed width="396" height="131" flashvars="url=http://st1.mais.uol.com.br/6/27/75/92935.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=302" src="http://st1.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;ASSUNTO: MACONHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PERGUNTA 01&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Data: 03/09/2008&lt;br /&gt;De:  Hilton de Souza Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soninha,&lt;br /&gt;Você acha que por você ter assumido  que era usuária de maconha, isso pode atrapalhar a sua candidatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilton&lt;br /&gt;São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESPOSTA EM ÁUDIO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="396" height="131"&gt;&lt;param name="movie" value="http://st1.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="url=http://st1.mais.uol.com.br/3/37/8F/92938.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=176" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;embed width="396" height="131" flashvars="url=http://st1.mais.uol.com.br/3/37/8F/92938.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=176" src="http://st1.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;em&gt;PERGUNTA 02&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 03/09/2008&lt;br /&gt;De: Alexandre Gontijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soninha, você não acha que a legalização da maconha trará muito mais  benefícios do que prejuízos, tendo em vista (entre outras coisas) que é uma  droga leve e sua legalização atingirá em cheio o tráfico ilegal de drogas,  afastará o usuário da erva de drogas pesadas e economizará uma fortuna ao  estado, que terá que gastar menos com repressão?&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre  Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESPOSTA EM ÁUDIO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="396" height="131"&gt;&lt;param name="movie" value="http://st0.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="url=http://st0.mais.uol.com.br/C/03/C0/92939.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=164" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;embed width="396" height="131" flashvars="url=http://st0.mais.uol.com.br/C/03/C0/92939.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=164" src="http://st0.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;em&gt;PERGUNTA 03&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 03/09/2008&lt;br /&gt;De: Aldair Tôrres &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candidata,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu projeto político-administrativo, consta alguma  boa-intenção de se mandar para o legislativo um PL sobre criação de espaços  públicos para a prática de uso de drogas sob controle sanitário da sua  administração, ou isto seria uma caretice que o PPS não permitiria? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;Aldair Tôrres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESPOSTA EM ÁUDIO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="396" height="131"&gt;&lt;param name="movie" value="http://st1.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="url=http://st1.mais.uol.com.br/5/7F/2D/92940.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=167" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;embed width="396" height="131" flashvars="url=http://st1.mais.uol.com.br/5/7F/2D/92940.mp3&amp;autoplay=false&amp;duration=167" src="http://st1.mais.uol.com.br/embed_audio.swf" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-4194592156584465419?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/4194592156584465419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/4194592156584465419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/respostas-em-udio.html' title='Respostas em áudio'/><author><name>Soninha Francine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15992937622538136577</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-1282493225024190183</id><published>2008-09-08T01:39:00.001-03:00</published><updated>2008-09-08T02:12:28.479-03:00</updated><title type='text'>Never Stop The Music</title><content type='html'>Trilha sonora de hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antes de sair de casa, Carly Simon (“You´re so vain”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No caminho para Itaquera, Marisa Monte (“Bem que se quis”, “Rir pra não chorar”, “Chocolate”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De Itaquera para a Guarapiranga, Guns’n’Roses (“Sweet Child of Mine”, “Knocking on Heaven’s Door”, “You could Be Mine”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- À beira da Guarapiranga, “Trem das Onze”, “Vou Festejar”, “Madalena do Jucu”,“Por enquanto”, “Tempos Modernos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De lá para o Grajaú, um CD batizado de “De Um Tudo” (Gnarls Barkley, Racionais, Sade e nem me lembro mais o quê)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do Grajaú para a Monte Azul, Beatles em versão jazz (“Here comes the sun”, “Can´t buy me love”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na Trópis (Monte Azul), “Deixe a Menina” e vários outros sambas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na Lôca, "Beat It", “A Little Respect”,“Like a Prayer”, “Freedom”, “I´m Free".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia tempo que eu não cantava tanto em um dia só. Mais um dia daqueles... 14 horas “no ar” (sem contar o tempo de computador de manhã); 130 km rodados. Mas cantar (e, no fim de um dia e começo do outro) dançar, foi bom demais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre uma música e outra: papel do vereador, moradia, meio ambiente, bicicletas, transporte coletivo, educação, saúde, saneamento básico, segurança, crianças e adolescentes, lazer, mediação de conflito, zoonoses, lixo, educação outra vez, esporte, parcerias, contrapartidas, convênios, iluminação pública, PT, PPS, conduta do Parlamento, mídia, dinheiro, “vou votar em você”, prestação de contas, voto distrital, “adoro você, mas você saiu do PT”, CPI, Comissão de Ética, LGBT, pessoas com deficiência, cadastro falso, cinema, cirurgia, pesquisas, CEUs, escolas de lata, ação judicial, creches, faculdades, distâncias, emprego, desemprego, Subprefeitura, desocupação, desapropriação, cartas de crédito, ratos, pernilongos, “vou votar em você porque você saiu do PT”, buracos, valetas, sarau, futebol, horário eleitoral... Se der um google em todas as palestras, debates e conversas informas que eu tive ao longo do dia, aparecerão todas essas palavras...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-1282493225024190183?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1282493225024190183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1282493225024190183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/never-stop-music.html' title='Never Stop The Music'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-9047894327688920706</id><published>2008-09-03T18:38:00.001-03:00</published><updated>2008-09-03T19:47:07.888-03:00</updated><title type='text'>Saudade do computador outra vez</title><content type='html'>Eu queria escrever sobre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O plenário nas últimas duas semanas (afe...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Comissão de Administração Pública (idem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Trânsito em São Paulo (aqueles comentários básicos de sempre – semáforos de enlouquecer, motoristas enlouquecidos...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A campanha eleitoral (contar alguns episódios, comentar notícias publicadas, programas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A mídia, sempre a mídia... (hmpf)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O trem da CPTM (gravei um vídeo com o celular)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bicicletas e bicicletários (e não é que tá melhorando o negócio?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O novo espetáculo do Ivaldo Bertazzo (já comentei aqui? Incrível)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A lei das OSs  (o debate sobre ela no Fórum de Saúde)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O debate nos 40 anos da Veja (o de educação foi muito fraco, com uma penca de lugares-comuns: “é preciso valorizar o professor”; “a sociedade tem de abraçar a educação como algo fundamental”, ah vá...) e alguns pontos muito desconectados da realidade (que adianta discutir o currículo dos cursos universitários de formação de professores se o processo seletivo for mal conduzido e o treinamento inexistente?; o de meio ambiente foi melhorzinho. Os outros eu não vi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A quantidade de gente que ainda nem sabe que eu existo (chego para reuniões, me apresento na portaria e a recepcionista pergunta: "Seu nome?").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não dá teeeempoooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-9047894327688920706?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/9047894327688920706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/9047894327688920706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/saudade-do-computador-outra-vez.html' title='Saudade do computador outra vez'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-1674084245017957149</id><published>2008-09-01T00:16:00.000-03:00</published><updated>2008-09-01T10:29:03.485-03:00</updated><title type='text'>Um domingo qualquer</title><content type='html'>Não saí de casa cedo, já era quase meio-dia. Antes disso, tinha apenas respondido a uma entrevista por email (do portal Gastronomia &amp; Negócios). Mas o dia foi longo assim mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos até o Jardim Capela encontrar um candidato a vereador pelo PPS. Vale a pena olhar no mapa onde é -- só de Estrada do M’Boi Mirim foram mais de 10 km. Quando já estávamos a um passo de nosso destino, reconheci a rua (“rua” é modo de dizer) onde mora minha empregada. Se já não estivesse atrasada, teria dado um pulo na casa dela (e ela vai me xingar amanhã quando souber que passei tão perto). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós achamos longe pra danar, indo de carro em um domingo sem trânsito. Pois a Tânia faz esse caminho (Jardim Capela – Perdizes) TODO DIA, e de ônibus. Uma, duas, três conduções diferentes. Cheias. Anda, pára, anda, pára. Desce, espera, sobe, pára. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda é uma pessoa risonha, bem humorada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Caminhamos por um lugar chamado Bananal. Agradável, até – por causa das pessoas, risonhas também, afáveis. Muitas estavam sentadas diante de casa, curtindo o sol do fim da manhã, tomando uma cerveja, olhando as crianças brincando. E como tem criança! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o lugar em si é aquele caos – becos, degraus, ladeiras sem calçamento, entulho segurando o barro, cheiro ruim, encanamento improvisado... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentei não ter um guia de ruas no carro; deixei o meu no Gabinete. Não adianta apenas traçar o caminho no Google Maps – “Vire à direita na rua tal”. A rua “tal” não tem placa. Ficam os vereadores dando nome pra tudo quanto é rua – o que é freqüentemente esculachado, mas tem mais importância do que parece – e as ruas não têm placa, então o que adianta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem a numeração das casas, que sempre me enlouquece. 24, 25, 297, 5-A, 134... Parece que cada um batizou a sua com o número que escolheu, e só por acaso às vezes se forma uma seqüência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o guia de ruas, dá pra contar: “É a décima-terceira travessa à direita depois da avenida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá, fomos para um campo de futebol no Piraporinha. Um lugar parecido com vários outros da Zona Sul, em que uma área grande de terra é cercada por barracos empoleirados na encosta. Alguns mais ajeitadinhos, outros de uma miséria assombrosa. Entrei em um inacreditável; já vi cavernas mais convidativas. A mulher vive de bicos aqui e ali; tem um filho de dez ou onze anos que é uma simpatia. Até outro dia, ele era escoteiro; teve de abandonar porque ela não conseguia dinheiro para pagar suas excursões (“Imagina, custava R$45,00, não tenho”). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma moça bonita de olhos tristes veio pedir dinheiro para comprar fralda para o filho. “Só tem uma, to na última”. Nossa cicerone no lugar fez sinal para não dar. Me puxou de lado e explicou: “Se você quiser ajudar, compra as fraldas. Se der dinheiro, ela vai gastar em droga”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem muito, muito bêbado, no ponto em que mal se entendia o que ele falava, ficou muito, muito feliz de me ver, como se me conhecesse há anos (àquela altura, não estava reconhecendo nem a própria mãe). Ele me abraçou várias vezes, carinhosamente, tentando dizer coisas que eu não compreendia (eu tentava responder às poucas palavras reconhecíveis). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dos abraços, abriu a carteira para me mostrar seu RG. Dentro do plástico, a foto de um menino pequeno. “Seu filho?”. Sim, sim, sorriu feliz. E fuçou que fuçou na carteira até encontrar um santinho da Sagrada Família, meio amarrotado, indicando que estava com ele há muito tempo. Deu de presente para mim, Fez efusivas recomendações, acho que para eu me cuidar. Nunca mais vou largar meu santinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá, voltamos para a Zona Oeste. Do Jardim Capela até a Ponte Estaiada foram 30 km. Passei rapidamente pelo aniversário de um amigo em Pinheiros; um evento em Perdizes foi desmarcado, então voltamos logo à Marginal para um último compromisso no Grajaú. Ou seja: rumo ao sul outra vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao aniversário do Pagode da 27, um dos muitos eventos que eu tinha assinalado na Agenda Cultural da Periferia. Não fui a quase nenhum deles, mas ainda bem que não perdi esse. O pagode é sensacional, com um jogo de mesinhas montado no meio de uma rua estreita, lotada de gente feliz, calorosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, devo a minha ida a um outro candidato a vereador, que conhece bem o pessoal de lá e sugeriu, há uma semana, que eu reservasse a noite de domingo para isso. Se não fosse assim, é bem possível que não tivesse ido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá, descobri que ele tinha também um outro convidado: Osvaldinho da Cuíca. Uma glória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o tipo de balada que dá vontade de dizer: “TEM de ir”. Muito, muito legal, muito verdadeiro, genuíno. Que bom saber que todo domingo à noite as pessoas – centenas de pessoas – desencanam da televisão e vão pra rua ouvir, cantar e dançar um samba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui estou eu, de volta depois de 12 horas e 132 km percorridos no domingo. Missão comprida; missão cumprida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-1674084245017957149?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1674084245017957149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1674084245017957149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/09/um-domingo-qualquer.html' title='Um domingo qualquer'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-5401629575286059646</id><published>2008-08-27T13:27:00.001-03:00</published><updated>2008-08-27T23:19:59.647-03:00</updated><title type='text'>Nocaute</title><content type='html'>Chamar o Hugo. Botar os bofes pra fora. Estripar o mico. Quantas expressões diferentes há para “vomitar”? Argh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a noite toda (de segunda para terça) exercitando todas elas. Tentando achar graça da minha própria condição, mas não conseguindo. Um horror de mal-estar, impossível dormir. Calor, frio, suor, calafrios... Credo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me perguntando o que eu teria feito de errado. O que foi que eu comi? Ou será que fiquei tempo demais sem comer? Mania de se culpar por tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei das inúmeras ocasiões em que socorri amigos, conhecidos ou completos estranhos depois de um porre. Banheiros de bar, salões de festas, calçadas... Enjoada ao extremo, pensava – “Imagine como eu me sentiria se tivesse chegado a esse estado voluntariamente... Acho que ia bater a cabeça na parede”. Nunca tomei um porre, nunca tomarei. Mas sei como é o que vem depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;De manhã, cheguei à conclusão de que precisava procurar atendimento médico. Em vez de melhorar, piorei. Me arrastei até o computador para procurar o endereço de uma AMA. Esquece – não tem nenhuma em Pinheiros ou na Lapa. Eu é que não ia sobrecarregar o pronto-socorro do HC com uma dor de barriga (e nos ombros, nas costas, na nuca... Doía tudo!). Procurei o Samaritano, que não fica longe de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou muito para que eu fosse atendida. O movimento era fraco àquela hora (umas oito e pouco da manhã). O médico fez duas ou três perguntas, apertou aqui e ali, auscultou e informou: “gastroenterocolite”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom. É um alívio estranho saber o nome do que você tem. Eu estava preparada para ouvir “virose”... (Que não deixa de ser um nome). Quis saber mais: “O que causa? Um vírus, bactéria?”. “O mais provável é que seja algum tipo de toxina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto recebia medicação na veia, finalmente dormi. Um sono delicioso, na poltrona confortável do pronto-socorro. Saí de lá grogue e continuei dormindo o dia todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se o médico me reconheceu de cara e não passou recibo, ou se não sabia quem eu era e alguém avisou depois. Sei que antes de eu ir embora ele comentou: “É muita maionese de campanha, né?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá cheio de gente que não sabe quem eu sou. Hoje cedo fui visitar e redação da Gazeta Penhense (a convite deles), e a recepcionista me estranhou: “Vai falar com quem?”. “Marcio ou Aloisio”. “E como é o seu nome?”. “O dela é Lylian e o meu é Sonia”. Não acendeu nenhuma luzinha, não. Ficou na mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A Lylian (amiga, assessora e, eventualmente, cozinheira e enfermeira) me levou de carro porque eu não estava firme o suficiente para andar de moto. Ainda estou em marcha lenta, meio dolorida, meio lesada. Mas como é ruim andar de carro nessa cidade, meu deus. Eu não agüento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-5401629575286059646?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5401629575286059646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5401629575286059646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/nocaute.html' title='Nocaute'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-3976328216436068737</id><published>2008-08-25T19:08:00.000-03:00</published><updated>2008-08-26T09:10:49.475-03:00</updated><title type='text'>TV &amp; Internet</title><content type='html'>Vi na CNN que os Democratas (estadunidenses!) vão credenciar centenas de blogueiros  para a cobertura da Convenção Nacional do Partido. Eles comentarão ao vivo os acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma notícia do ano passado que já tratava disso. Os democratas, como era de se imaginar, são pioneiros nesse reconhecimento do papel dos blogs na cobertura política, e já haviam credenciado blogueiros antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há critérios a cumprir para pleitear uma credencial, como “estar no ar há pelo menos seis meses e ter escrito no mínimo 120 posts”. Os blogueiros que estiveram em uma outra convenção relataram algumas dificuldades – por exemplo, com a interferência dos rádios dos muitos seguranças na transmissão de sinal por wi-fi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site democrata tem a relação de todos os blogs credenciados desta vez – veja aqui . Tem, por exemplo, o African American Political Pundit, o culturekitchen, o Crooks and Liars... De fato, a promessa de uma cobertura muito diversificada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito legal. Eu queria fazer a mesma coisa aqui, durante os debates na TV... Montar uma bancada de blogueiros para comentar – e, se for o caso, contestar – algumas coisas que são ditas pelos candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No debate da Bandeirantes, dava muita aflição ficar ouvindo afirmações mentirosas, exageradas, distorcidas e não poder falar nada. O único direito de resposta possível de ser concedido é a quem se sinta pessoalmente agredido. Papo furado não dá direito de resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No horário eleitoral, também não. Incrível, vale tudo! Parece que números existem para ser distorcidos. E a gente não tem como entrar com ação por propaganda enganosa (ou tem?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não lembro se foi ontem no Fantástico  ou hoje no Bom Dia Brasil, mas vi uma matéria excelente do Pedro Bial  sobre o que não ficou de legal na China durante e depois das Olimpíadas.  Manifestações reprimidas, imprensa edulcorada, gastos públicos exorbitantes, famílias removidas sem indenização, prisões mal explicadas... Sóbria, sem exageros dramáticos mas sem “passar um pano” (ou dar um desconto). Tipo de abordagem que a Globo às vezes deixa de fazer para não “estragar” a beleza da festa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá (na China) tem censura, e aqui... Tem regras tão apavorantes para quem cobrir a eleição, em nome da “isonomia”, que os jornalistas estão preferindo deixar de cobrir algumas pautas para não correrem o risco de serem processados. É uma paranóia com a igualdade absoluta de minutos e segundos que não tem cabimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-3976328216436068737?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/3976328216436068737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/3976328216436068737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/tv-internet.html' title='TV &amp; Internet'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-9168082668409063896</id><published>2008-08-24T22:53:00.000-03:00</published><updated>2008-08-25T07:48:28.681-03:00</updated><title type='text'>Ser candidato é feio</title><content type='html'>Ontem , fui convidada para um evento do Fórum de Saúde da Zona Sul que discutiria as OSs (Organizações Sociais). Ótimo – tai um assunto que tem muito a ser discutido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia bem se o convite era para a vereadora ou a candidata – podia ser que quisessem ouvir minhas propostas sobre esse tema. De todo jeito, como as duas são uma pessoa só, lá fui eu. Também não sabia se haveria uma mesa, se eu seria convidada a falar e responder perguntas, se haveria outros vereadores ou outros candidatos à prefeitura presentes. O fato é que o debate me interessava e pronto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente municipal do PPS também foi e chegou antes de mim. Por telefone, avisou: “Quem convidou a Soninha? Porque eu cheguei aqui, me apresentei, e me olharam de um jeito tão desconfiado... Só faltou me proibirem de entrar. A recepção foi muito hostil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tinha convidado era um dos organizadores do evento; ainda pediu para confirmar presença, o que eu fiz. E o evento, em princípio, era aberto à participação de qualquer um. Com ou sem hostilidades, resolvi ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro aconteceria em um salão de uma paróquia. Enquanto procurava a entrada, já no pátio de estacionamento da igreja, um grupo de cinco ou seis jovens reparou em mim e um deles disse: “Nossa, como você parece com a Soninha!” Dei risada: “Eu pareço comigo?”. Eles se empolgaram: “Soninha! Que legal! Eu gosto de você! Eu vou votar em você! Minha mãe vai votar em você!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei para eles que era muito comum as pessoas não me reconhecerem – mesmo as que já me viram muitas vezes na televisão. De manhã, entreguei um folheto em uma lanchonete em frente ao Palmeiras e o rapaz perguntou, apontando para minha foto: “É sua prima?”. Ele não estava brincando; realmente achou que aquelas duas moças – a arrumada da foto e a desengonçada à sua frente-- eram parecidas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles deram risada, e eu perguntei: “Posso pegar um folheto meu para deixar com vocês? Aí vocês levam e lêem com calma”. “Claro, queremos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri até o carro e peguei uma pilha de adesivos e folhetos no porta-malas. Quando voltei para perto deles, comecei a entregar um folheto para cada um, explicando que atrás tem o site, um email, telefone... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente tomei uma bronca: “A senhora não pode fazer isso aqui!”, disse um senhor muito bravo. “Olha, eu não vim fazer campanha, estou entregando esse folheto para eles porque eles quiseram. Não estou panfletando”. “Não importa. Pare com isso. Não pode. Aqui, não pode”. Não foi gentil, educado, não estava me avisando que a igreja não queria nenhuma atividade de campanha ali dentro. Foi rude, como se eu tivesse desobedecendo alguma regra óbvia. “Nossa, parece até que eu estou cometendo algum crime. Não é crime ser candidato. Não é crime entregar um folheto para uma pessoa que quer receber”. “Mas aqui mando eu e estou dizendo: na minha igreja NÃO PODE”. E saiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro continuou ali, vigiando. “Olha, tanto eu não vim fazer campanha que não tinha nem tirado o material do carro. Só peguei porque eles se interessaram”. “Nós vimos”, disse, com ar detetivesco, como se tivesse me flagrado contrabandeando armas.  “Nós estávamos acompanhando o seu movimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei para os rapazes, que estavam acompanhando a discussão: “Bom, vocês querem ir comigo até o portão, porque lá fora eu posso entregar estes folhetos para vocês?”. Era irritantemente absurdo, mas tudo bem, eu andaria 20 metros para passar um folheto da minha mão para a deles. Eles sorriram – “Não, deixa, não se preocupe, depois a gente pega”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem da paróquia tentou brincar com os jovens, para descontrair: “Ah, então foram vocês que pediram, seus baitôla ”. Eu não me conformava: “Olha, desse jeito, parece que é feio ser político, é crime ser candidato, é errado fazer campanha. Não é à toa que a política está desse jeito...”. “Não pode. E se todo candidato quiser vir aqui entregar folheto?”. “Deixa que venha, ué. O certo é que todos possam fazer sua campanha igualmente!”. “Não. Não pode”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olha, eu nem vi aqui fazer campanha”. “Então veio fazer o quê?”.” Vim para a reunião da Saúde”. “E você é de onde?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me senti em um morro dominado por uma quadrilha, tendo de dar satisfações para o chefe do pedaço. “Por que, que diferença faz de onde eu sou?”. “Quero saber, fala, é de onde? De onde você vem?”. “Eu nasci na Zona Norte e hoje moro na Zona Oeste. E daí?”. “Você não é daqui, nunca veio aqui antes. Por que veio hoje?”. “Porque me convidaram!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você não é daqui, não tem nada que fazer aqui”. “Por que, já implantaram o voto distrital e eu não estou sabendo?”. “Se você não é daqui, não tem que aparecer agora, em época de eleição”. “Ah, não posso vir aqui se eu for candidata? Só posso ir a lugar a que já fui? Eu sou candidata a PREFEITA, da CIDADE TODA, que história é essa de onde eu posso e não posso ir?” Fui ficando cada vez mais irritada, mais louca da vida. Ele também subiu a voz: “Não precisa gritar, eu não estou te tratando mal”. “CLARO QUE ESTÁ! VOCÊ JÁ CHEGOU ENCRENCANDO, FALANDO GROSSO. NÃO VEM COM ESSA DE QUE EU QUE COMECEI”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui embora para a bendita reunião do Fórum. Eu me despedi dos jovens (que não encontrei mais): “Não era para ser assim; parece que a gente estava fazendo alguma coisa feia... Desculpem". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;O fim-de-semana teve a reunião com candidato a vereador, essa ida ao Fórum, festa do folclore no Amorim Lima (linda!), Encontro de Compositores no Centro Cultural Monte Azul (fantástico), corrida contra o câncer de mama no Ibirapuera (fui só para assistir), encontro com lideranças religiosas no Parque Novo Mundo (no Núcleo Cristão, que faz um trabalho excelente com crianças e jovens da região), encontro com moradores de um conjunto habitacional no Valo Velho (muito simpáticos), estréia de Noé Noé no Tuca (incrível). Mas não vou conseguir contar mais nada agora, então tchau, até amanhã. Já tenho quase quarenta e um e estou morrendo de sono :o).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-9168082668409063896?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/9168082668409063896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/9168082668409063896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/ser-candidato-feio.html' title='Ser candidato é feio'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-3209294355063862759</id><published>2008-08-22T09:54:00.000-03:00</published><updated>2008-08-23T02:19:04.342-03:00</updated><title type='text'>Corrida de Obstáculos? Rali? Enduro?</title><content type='html'>Acaba de acontecer (+ ou – 8:00) mais uma colisão na esquina da minha casa (Apinajés com Bartira). É, no mínimo, a décima desde que vim morar aqui, há três anos. A última que eu tinha presenciado foi em uma madrugada, duas ou três semanas atrás. Ninguém se machucou na colisão, ainda bem, mas um dos motoristas ficou tão nervoso que partiu para cima do outro. A namorada gritava desesperada, o segurança do condomínio tentava apartar... Um tristíssimo espetáculo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Apinajés é uma rua bem movimentada, com trânsito nos dois sentidos. Um pouco antes de cruzar a Bartira, ela tem um pequeno aclive seguido de um declive. Ou seja: a visibilidade é muito ruim. Os carros aparecem de repente. E como o estacionamento é permitido de todos os lados, o jeito, para quem vem da Bartira, é meter o bico do automóvel até quase o meio da rua para tentar enxergar. É um sufoco. O motorista de um táxi que faz ponto na rua de cima diz que uma passageira dele se recusa a pegar táxi naquela esquina de tanta raiva que tem daquele cruzamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os moradores do prédio em frente já fizeram abaixo-assinado. Eu já mandei email, ofício, indicação... Nada. Já mandei fotos das várias colisões. Depois de muita insistência, consegui uma resposta do Secretário Municipal de Transportes, a quem a CET responde: “Seu pedido foi aceito. A instalação de semáforo depende apenas da disponibilidade de recursos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o fim da picada. Se fosse em outro lugar, o pessoal já teria queimado pneu no meio da rua. Aí viriam a Globo, a Record, o Datena, e logo sairia o tal do semáforo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Disponibilidade de recursos”. Até parece que é assim que funciona... Vereadores com influência sobre a CET conseguem qualquer coisa, em qualquer prazo. “Fechar aquela rua de hoje para amanhã, para um evento de última hora? Sim, claro. Isentar uma firma “amiga” da cobrança por um serviço? Pois não. Colocar floreiras para transformar uma rua comum em rua sem saída? É pra já”. Danem-se os técnicos, os engenheiros. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O pior é que a um quarteirão de distância foi instalado um semáforo absolutamente inútil. São duas ruas de mão única (Bartira e Apiacás), com bem menos movimento, valetas no cruzamento (que já diminuem a velocidade, obrigatoriamente) e uma subida medonha, que só pode ser vencida em primeira marcha e bem devagarinho. Ou seja, as condições do lugar impõem uma travessia lenta, cuidadosa. Mas lá tem o diabo do semáforo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos atrás, quando o Pitta ainda era o prefeito, eu pedi a instalação de um semáforo de pedestre na esquina da Cardoso de Almeida com a Dr. Arnaldo. Um lugar próximo à estação do metrô e dois pontos de ônibus – ou seja, com muita gente circulando. O acesso da Dr. Arnaldo à Cardoso – uma baita de uma descida naquele trecho – é livre o tempo todo. Quando o semáforo fecha na Dr. Arnaldo, os carros, ônibus, motos e caminhões podem virar à direita do mesmo jeito, sem parar – e, freqüentemente, em alta velocidade. E a visibilidade também é ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: os pedestres passam um desespero ali. Dependendo do sentido em que vão, tem de se contorcer para enxergar quem vem por trás. Um absurdo completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: quando fiz o meu pedido, ele foi analisado e, semanas depois, aprovado pelos técnicos da companhia. “Anote o número do seu protocolo”. Terminou o governo Pitta, e nada. No governo da Marta não tive melhor sorte. Nem no do Serra. O Kassab tá quase indo embora e... nada. Isso porque, já vereadora, eu reforcei o pedido. E o pior: pelo site da prefeitura, obtive a informação de que a solicitação foi atendida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que da próxima vez que me perguntarem “qual a primeira coisa que você vai fazer como prefeita”, vou dizer: “Mandar instalar o bendito semáforo na esquina da Dr. Arnaldo!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a programação de tempo dos semáforos da cidade? Eu fico possessa quando passo um tempão parada no sinal vermelho esperando passar... ninguém. Eu e a torcida do Flamengo. O sinal abre, passam cinco ou seis carros, ele fecha de novo. Fica lá a turma esperando à toa outra vez. Gastando tempo e combustível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as placas de itinerário? Santo deus... Além das que faltam, tem as que sobram. É, sobram. Na Cidade Jardim sentido centro, uma placa manda virar à direita antes da Faria Lima para ir em direção à Augusta. Certamente, ela está ali desde que as obras do túnel estavam em andamento, tornando o desvio obrigatório. Agora, para ir à Augusta, é só ir reto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Marginal Pinheiros sentido Castelo Branco, há uma série de placas novas, bem visíveis, informando a quem está na pista expressa: “Ponte Eng. Roberto Zuccolo – PRÓXIMA SAÍDA À DIREITA”. Quem perder aquela saída está ferrado, tem de ir até a ponte Eusébio Matoso e voltar. Só que a ponte é muito mais conhecida como “Cidade Jardim” – e só na última hora, já em cima do acesso à direita, tem uma placa velha, escurecida, pouco visível, com o nome mais conhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a Marginal Tietê sentido Dutra tem uma placa nova avisando: “Próximas pontes: tal, tal e VILA MARIA”. Ótimo, assim você já se prepara com antecedência para acessá-las. Só que eu tinha procurado no mapa o melhor caminho para a Curuçá, e vi que era pela Ponte Jânio Quadros. Que, felizmente eu sei, era um personagem muito ligado à Vila Maria – portanto, foi essa ponte que ele batizou. E se eu não soubesse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua abaixo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-3209294355063862759?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/3209294355063862759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/3209294355063862759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/corrida-de-obstculos-rali-enduro.html' title='Corrida de Obstáculos? Rali? Enduro?'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-2217166119748354603</id><published>2008-08-22T09:49:00.001-03:00</published><updated>2008-08-23T02:21:38.302-03:00</updated><title type='text'>Corrida de Obstáculos (e salto em distância!)</title><content type='html'>Certa vez, a Comissão de Administração Pública convidou representantes da Emurb para falar sobre as novas placas com nomes de rua (aquelas que destacam o “apelido” da rua, informam a distância daquele ponto até o Marco Zero, etc. Bacanas). Conversando informalmente no fim da reunião, os técnicos da empresa comentaram o quanto eles ficam desesperados com a falta de ordem e critério na instalação de placas pela cidade – um deles mostrou um acervo de fotos de absurdos tiradas com o seu celular. Esquinas com faixas de pedestre transformadas em paliteiro, com postes de todos os tipos – sinal de contramão, estacionamento proibido, conversão proibida, iluminação pública, semáforo, velocidade máxima... Tudo desordenado, com cada uma em um suporte, prejudicando absurdamente a circulação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles comentaram que Londres desenvolveu e está implementando um Plano Diretor de Sinalização, com vistas à Olimpíada de 2012. Achei o máximo. Quero adotar a idéia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso acabou me dando uma luz em relação às calçadas. Outro dia, alguém me perguntou: “O que você gostaria muito de fazer, mas dificilmente conseguiria concluir em quatro anos de mandato?”. Respondi “arrumar todas as calçadas da cidade”. É dificílimo (mais ainda quando ninguém nem se preocupa com isso, como costuma acontecer). Existem lugares em que elas precisariam ser muito mais largas – quando isso for possível proibindo o estacionamento de automóveis, ótimo, mas às vezes nem assim se resolve. E os aclives acentuados, os degraus absurdos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calçada é responsabilidade do proprietário dos lotes. Já existe legislação estabelecendo como deve ser o passeio público – medidas, materiais. É só a prefeitura obrigar os proprietários a cumprir a lei? Hmm... Antes fosse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da questão da largura das ruas e dos aclives, tem outros problemas. As calçadas têm orelhões, lixeiras, caixas de correio, bocas-de-lobo, acesso à rede de telefonia e gás, árvores, floreiras, postes de luz, pontos de ônibus, as placas de trânsito... Como é que o proprietário sozinho vai resolver isso tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei, então, em criar um “Grupo Executivo de Calçadas”. Sediado na Emurb, com representantes de CET, Secretaria de Serviços, de Transportes, das Subprefeituras, empresas e órgãos estaduais. Que elaborasse e ficasse responsável por um Plano Diretor de Calçadas, estabelecendo um rol de ações conjuntas, garantindo recursos e se comprometendo com metas por regiões (x quilômetros em um determinado perímetro da Brasilândia, x quarteirões no Parque Novo Mundo...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, no caminho para a Globo, passei por uma calçada LOTADA de gente em um ponto de ônibus na Berrini. Uma coisa de louco. Não sei se esperavam o transporte público ou fretamentos. Só sei que havia, ali, umas duzentas pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco adiante, no mesmo quarteirão, um estacionamento particular. Ou seja, um espaço de espera para automóveis vazios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deu uma vontade imensa de desapropriá-lo e transformar em mini-terminal. Um lugar coberto, com bancos, banca de jornal, lanchonete, banheiros, monitores de TV, floreiras... Totens eletrônicos com informações sobre a cidade, telefones públicos, internet. Onde as pessoas pudessem marcar encontro, esperar o ônibus confortavelmente. Ele continuaria parando no ponto na rua, mas a calçada ficaria desimpedida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que delícia escrever quilômetros do que tenho pensado... Uma assessora do gabinete disse que leu um post em que parecia que eu estava falando do namorado, mas era o computador. “Estava morrendo de saudade, há muito tempo não tinha tempo para ele...”. Pois é, hoje vou ter o prazer de namorar um pouco meu notebook; não tenho nenhum compromisso na rua de manhã. Não vai dar nem para o cheiro – fechar o texto do programa de governo, responder mil entrevistas, entregar (atrasaDÍssima) a coluna da Vida Simples (meu ex-marido chamava esse meu trabalho de “uma farsa” – “Vida Simples, você?”), atualizar sites e blog, revisar o boletim semanal do mandato, avaliar projetos de lei dos quais sou relatora, escrever sobre o plenário (como prometi), sobre a avaliação do Voto Consciente... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que nunca está contente. Consegui três horas para trabalhar sozinha, no horário em que  meu rendimento é melhor (de manhã), e já estou reclamando que quero mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MAURREN É OURO!!!!!!!!!!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-2217166119748354603?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/2217166119748354603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/2217166119748354603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/corrida-de-obstculos-e-salto-em.html' title='Corrida de Obstáculos (e salto em distância!)'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-5308875176995690283</id><published>2008-08-22T00:06:00.000-03:00</published><updated>2008-08-22T02:07:56.103-03:00</updated><title type='text'>Batendo pino</title><content type='html'>Ontem dormi no sofá, no meio do jogo do Palmeiras (e foi melhor assim). Acordei no meio da madrugada (3 e pouco) com barulho de passarinho (tem um doido que canta a noite toda), achando que era o alarme da moto. Juro que ouvi “este veículo está sendo roubado” entre um chilreio e outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteontem, desci – apressada, atrasada como quase sempre – para a garagem sem pegar o capacete da moto. Moro no 13º andar; o elevador é tão lerdo que quando alguém anda nele pela primeira vez pensa que está parado. Chegar à garagem e descobrir que precisa subir tudo de novo é de lascar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fui à Globo participar do SPTV e passei direto pela emissora. Segui dois quarteirões a mais na Berrini, crente que ficava logo adiante. Por sorte (?), o trânsito estava horroroso (é horroroso ali) e, enquanto esperava o sinal abrir, perguntei para uma pessoa na calçada “cadê a Globo?”. Tive de dar a volta no quarteirão – que não é pequeno. Na marginal, passei de novo do ponto certo, peguei o começo da Roberto Marinho e outro pedaço de Berrini parada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu estivesse de carro, teria fervido e fundido o (meu) motor. Se estivesse de bicicleta, faria meia-volta com a maior facilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã, saí de uma sabatina promovida por alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco – fiz o maior sucesso; devia ter umas vinte pessoas no enorme Salão Nobre... – e passei pelo bandejão da faculdade. Lotado de gente (80% homens) assistindo à final do futebol feminino na Olimpíada, torcendo fervorosa, sincera e apaixonadamente. Muito legal – exceto pelo resultado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem à noite estive no Dom Macário, uma entidade exemplar na Vila Maria, fundada décadas atrás por um monge beneditino. Ela tem núcleos sócio-educativos (que oferecem atividades diversas para centenas de crianças no contra-turno da escola) e cursos profissionalizantes para outras centenas de adolescentes e jovens até 24 anos. Um lugar bonito, bem cuidado, atraente, que só não atende mais gente por falta de recursos – interesse, há de sobra. O curso de panificação, por exemplo, é um sucesso absoluto. E muita gente adoraria que houvesse o de cabelereiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte da grana vem de convênio com a prefeitura, mas ele não cobre todas as despesas. Doações de empresários da região? Tem não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por determinação legal, eles só oferecem qualificação profissional para jovens de até 24 anos. Mas participam do programa Ação Família, por meio do qual a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social faz contato com famílias em situação sócio-econômica difícil para inseri-los em programas diversos, na educação, na saúde... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, contam os diretores do Dom Macário, é que o maior desejo das famílias é a requalificação profissional dos adultos. Das pessoas com 30, 40 ou 50 anos. Mas eles não podem atendê-las, então fica uma frustração imensa das duas partes. E o que seria  melhor para a reinserção social do que a qualificação para o trabalho, a possibilidade de conseguir um emprego, trabalhar como autônomo ou abrir um negócio, conquistando a  autonomia e a saída do sistema de proteção social?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão legal conversar com quem está lá na ponta, com a mão na massa, e ouvir falar dos problemas, das grandes sacadas, dos desafios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eles ainda podiam atender pessoas mais velhas, uma senhora de 56 anos fez o curso de eletricista. Quando foi comprar um fio para o ferro de passar, o rapaz da loja entregou um material que ela reprovou: “A amperagem do meu ferro é tal, a voltagem é não sei quanto, esse fio não vai agüentar. Traz um mais grosso”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma delícia saber das coisas? Aprender e poder usar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fiz tanta coisa nos últimos sete dias que nem acredito. Manifestação do Greenpeace no Parque Vila-Lobos. Panfletagem em uma feira livre no Jardim Peri. Assisti a uma exposição (excelente!) sobre a demarcação contínua das terras indígenas na Reserva Raposa Serra do Sol. Dei uma entrevista para um TCC da Metodista (pessoalmente), Rádio Bandeirantes (idem), para o G1 (por telefone), respondi não sei quantas por email (sobre TCM, Plano Diretor, o centro da cidade, juventude, mobilidade, desenvolvimento econômico... Algumas com duas perguntas, outras com doze!). Estive no plenário, onde não aconteceu quase nada (preciso contar como foi na quarta-feira; o “quase nada” é importante, significativo). Fui ao debate da Região Episcopal da Brasilândia no domingo (já contei isso?), da Trópis, na Monte Azul (idem), do Nossa São Paulo na Penha (na segunda à noite). À redação do Grupo 1 de Jornais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que eu deixei de fazer? Ainda não fui à Bienal do Livro, perdi a abertura de uma exposição ontem à noite, desmarquei uma reunião na segunda à tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo estar esquecendo algumas coisas, mas agora é que não vou entrar na agenda para lembrar do que fiz. Vou é desligar o computador, comer alguma coisa e dormir na frente da televisão, vendo alguma coisa de Olimpíada. É bonito isso? Não é, mas tá acabando. A próxima (eleição, Olimpíada...) é só daqui a quatro anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-5308875176995690283?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5308875176995690283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5308875176995690283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/batendo-pino.html' title='Batendo pino'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-8645683168456020903</id><published>2008-08-19T23:59:00.001-03:00</published><updated>2008-08-20T01:15:25.317-03:00</updated><title type='text'>Vamos brincar de ibope? (1)</title><content type='html'>O Estadão ia fazer um debate entre os candidatos à prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marta e o Alckmin decidiram não ir, e o jornal cancelou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Gazeta ia fazer um debate entre os candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marta e o Alckmin não vão, e eles cancelaram também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero só ver se vai ter o debate da Record.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os *&amp;¨% dos assessores aconselham os candidatos que estão na frente nas pesquisas de intenção de voto a não ir aos debates – porque eles não teriam nada a ganhar e tudo a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho o fim da picada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, achar que o debate pode ser assim tão decisivo. Teria de ser uma atuação desastrosa para perder votos potenciais, não? E eles temem ter uma atuação desastrosa, depois de tanta experiência, tanto preparo, tanto media training, tanto aconselhamento da assessoria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, hein...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que um dos dois – no mínimo um dos dois – não vai se eleger. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que eles já têm um plano B?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que só perguntam para mim o plano B? (“O que você vai fazer se não se eleger?”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será que a Marta vai fazer se não se eleger?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Alckmin?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu vi o nome do atual Ministro do Turismo. Juro que não lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado, também não vi mais anúncios do ministério... Será que ele não tem mais projetos novos, que mereçam destaque?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pesquisas, as &amp;¨%$ das pesquisas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a última, do Ibope, a Marta subiu pra caramba (+7%). Quem caiu? O Alckmin (-5%) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uai, a Marta tirou votos do Alckmin?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que teria acontecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um mundo tão polarizado, em que muitos decidem seu voto não em função da preferência, mas da rejeição (“voto em quem tiver mais chance de derrotar que eu mais detesto”), teriam eleitores tucanos decidido se bandear para o PT?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo turno, a posição deles teria se invertido. Antes, ele ganhava. Agora é ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que????&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu para o Alckmin cair na intenção de voto desse jeito? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na simulação de segundo turno entre Alckmin e Kassab, OS DOIS perderam votos em relação à pesquisa anterior. Também não faz muito sentido... Se um perdesse e o outro ganhasse, seria mais fácil de entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[continua abaixo]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-8645683168456020903?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/8645683168456020903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/8645683168456020903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/vamos-brincar-de-ibope-1.html' title='Vamos brincar de ibope? (1)'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-2651163638804789925</id><published>2008-08-19T23:58:00.000-03:00</published><updated>2008-08-20T01:12:30.207-03:00</updated><title type='text'>Vamos brincar de ibope? (2)</title><content type='html'>Entrei no site do Ibope para conseguir informações mais precisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pesquisa estimulada, em que os eleitores olham para um disco com os nomes dos candidatos, Marta foi a escolhida por 41% dos entrevistados.  Alckmin, por 26%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do jeito que esse povo ama o Alckmin, é muito esquisito que ele tenha 2/3 dos votos da Marta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na espontânea, em que apenas perguntam para o entrevistado “em quem você vai votar?”, sem mostrar nome nenhum, 33% disseram que não sabem ou não quiseram opinar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33%!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa mesma pesquisa, sabe quantos responderam “na Marta”? 29% (aumentou 5). O Alckmin, 14% (diminuiu 3).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, precisa somar os dois para ganhar dos indecisos!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brancos e nulos somam 11% - o mesmo que Kassab + Maluf (6 + 5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indecisos + “não quero falar” + brancos e nulos = 44%. Mais do que Marta e Alckmin juntos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os analistas ficam discutindo até a possibilidade de a eleição ser decidida ainda no primeiro turno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mein gott!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expectativa de vitória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O IBOPE Inteligência perguntou aos eleitores quem será o próximo prefeito, independentemente de sua intenção de voto. A percepção para 45% dos entrevistados é a de que Marta será eleita. Já Geraldo Alckmin é citado por 32% e Gilberto Kassab por 6% dos eleitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome disso é “profecia auto-realizável”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu continuo com meus 2 ou 1%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo é enorme, tem um mundo de gente que nem me conhece, outro tanto que conhece mais ou menos mas não sabe que sou candidata, outros sabem que sou mas mal sabem quem sou, outros sabem e me detestam e não votariam em mim nem para derrotar o Coringa do Batman. Ok. Descontando isso tudo, eu não represento a preferência de uma ou duas pessoas em cada cem. Tenho certeza absoluta de que é mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... As pessoas que preferem a mim perguntam (perguntam mesmo) “que adianta votar nela, ela não vai ganhar...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros comentários ouvidos por aí: “Eu não vou votar nela [eu], mas quero que ela ganhe pr’aqueles todos lá ficarem com a cara no chão”; “Eu só não vou votar nela porque ela não vai ganhar”, “Eu votaria em você, mas sou amigo do Geraldo, lá de Pinda...”. (É, a gente ouve de tudo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouve-se também “eu voto em você porque é bonita”, “eu voto em você porque é simpática”... Mas também “eu decidi votar em você depois do debate”. E “você é mais inteligente do que eu pensava”. (Eu perguntei – ele não pensava que eu fosse “inteligente”). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre o debate: “Você precisa ser menos jornalista” (nem sei como é isso; o que é “ser jornalista” para “ser menos”); “precisa ser menos boazinha”; “você ficou com medo de ir para cima deles?”; “você precisa apresentar suas propostas na área de saúde”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXPERIMENTEM FALAR QUALQUER COISA APROVEITÁVEL EM 90 SEGUNDOS!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos muitos comentários sobre a minha franja (que também me incomodou sobremaneira), ouvi algumas broncas por não ter dito “boa noite”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade, foi mal. É que quando estou assistindo um debate, eu não faço a menor questão, fico impaciente para que o debatedor responda logo a questão. Então não falei, mas muita gente sentiu falta, se sentiu desrespeitada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que ontem eu fui à Rádio Bandeirantes e também fui logo respondendo à primeira pergunta, sem dizer “bom dia”. Ma che estúpida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A gente entende o que você fala!”; “você é a mais lúcida”; “você me inspira confiança”; “você conhece muito bem a cidade”; “que legal que você fala as coisas como elas são mesmo”... Esses comentários eu adorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à &amp;¨%$ da pesquisa: foram entrevistados 805 eleitores. OITOCENTOS E CINCO. 11 ônibus cheios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero fazer uma experiência – sem nenhum, nenhum valor científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convido todos os interessados/ curiosos a perguntar, para tantas pessoas quanto puderem (quantas puderem?), “em quem você vai votar para prefeito ou prefeita de São Paulo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os entrevistados têm de ser, ao menos, maiores de 18 anos. De preferência, eleitores na capital – mas se for difícil fazer duas perguntas, ok, ficamos com uma só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada entrevistador pode fazer sua listinha simples com as respostas – registrando também as opções “não sei”, “em ninguém”, “não quis responder”, claro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vale perguntar para dois irmãos, pai e mãe e computar quatro votos. Tem de ser uma amostragem variada – o gerente do banco, o segurança, o garçom, o cobrador do ônibus, a advogada da firma, a diretora da escola, o pipoqueiro... Homens e mulheres, zona Norte e zona Sul, jovens e idosos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí todo mundo pode postar comentários aqui: “3 votos para a Marta, 3 para o Alckmin, 2 para o Kassab, um para o Maluf, um para a Soninha, um para o Ivan, dois nulos”. Não vale mentir – caramba, qual seria a graça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se 80 pessoas fizerem 10 perguntas cada uma, teremos as 800 entrevistas. Não é difícil. Podemos ter muito mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, vamos brincar de ibope?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-2651163638804789925?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/2651163638804789925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/2651163638804789925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/vamos-brincar-de-ibope-2.html' title='Vamos brincar de ibope? (2)'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-1488548735066019281</id><published>2008-08-19T10:04:00.000-03:00</published><updated>2008-08-19T13:54:10.603-03:00</updated><title type='text'>Pra sair do aperto</title><content type='html'>Ah, não tô batendo pino, não... Acabo de ir ao dentista no dia errado. O certo é amanhã (ainda bem que não foi ontem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou sem graça, como se a culpa fosse dele. "Desculpe, o rapaz das 8:30 já está aí...". "Imagine, fui eu que errei! Vou fazer o que estaria fazendo a essa hora - vou para o computador trabalhar. E eu ia pedir para ouvir o jogo do Brasil no celular, agora vou poder ver"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não, o jogo do Brasil é às dez". É, tô bem mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às dez vou estar na rua, participando de mais uma caminhada em homenagem aos sete moradores de rua assassinados há quatro anos. Depois, vou participar de um debate sobre políticas públicas para população de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível como se fala besteira a respeito desse tema. Uma das mais comuns, ultimamente, é reclamar que "o Cidade Limpa tirou os outdoors mas não tirou os mendigos da rua". Acho que esperavam que eles fossem recolhidos com pá de lixo e despejados em um caminhão. De preferência, daqueles com triturador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez esperassem a edição de uma lei assim: "A partir desta data, fica proibida a permanência de pessoas pobres, mal vestidas e mal cheirosas nas calçadas da cidade". Pronto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banheiro público que é bom, nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando sobre isso (banheiros) outro dia, uma colega (Helena Werneck, Coordenadora de Mulheres do PPS) chamou a atenção para uma distinção básica - entre homens e mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que alguém diga "Dã", reflitam sobre o seguinte: homem, "educado" desde pequeno para ser assim, faz xixi em qualquer lugar. Não é só "mendigo", não. Quando eu morava na Vila Madalena, a esquina do meu prédio (Mourato X Wizard) virava um mijódromo durante a noite - jovens universitários transformavam a parede da casa da esquina em mictório público, na maior cara-dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe ficava louca da vida quando alguém sugeria que ela pusesse meu irmão (dois anos mais novo que eu) para fazer xixi em qualquer lugar ("homem é tão fácil!"). "Meu filho não é cachorro. As meninas vão segurar até aparecer um banheiro e ele também".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que temos duas necessidades bem diferentes - uma, de mictórios públicos para homens, em grande quantidade. Outra, de banheiros para mulheres. E um ou outro banheiro "completo" para homens também.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banheiro público tem um problema sério de manutenção, limpeza e segurança. O do metrô da Sé, por exemplo, virou ponto de michê anos atrás. (Não faço idéia como está agora).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mictório público pode ser uma cabine semi-aberta, em que os pés, por exemplo, fiquem evidentes. Esquisito? Falta privacidade? Ué, mas eles vivem abrindo a braguilha em qualquer lugar! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semi-abertos, naturalmente ventilados, impossíveis de servirem como ponto de emboscada para punguistas e outros mal-intencionados, fáceis de instalar, poderiam mudar rapidamente a paisagem (e principalmente o cheiro) da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sabendo que a Praça da Sé é lavada DEZ vezes durante um dia - e ainda assim não cheira lá muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos lugares em que for possível, aí sem devem ser instalados banheiros completos - com porta (que feche), vaso sanitário, papel, pia, sabonete, prateleira para apoiar objetos, gancho para pendurar bolsas e mochilas, lixo e alguém tomando conta. Mas eles não precisam existir em quantidade tão numerosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisando o tema na internet, encontrei coisas incríveis. Como o site &lt;a href="http://www.toiletmap.gov.au/"&gt;Toilet Map&lt;/a&gt;, o "mapa nacional de banheiros públicos" da Austrália. Você pode localizar banheiros por região (Capital, Austrália Ocidental), na "sua área", "perto de um endereço", "em um ponto de interesse", "em uma latitude/ longitude", pelo CEP. As opções de busca incluem "horário de funcionamento", "facilidades oferecidas" e "acessibilidade". Você pode também "sugerir um banheiro". E "planejar sua viagem", identificando antecipadamente os pontos de parada durante uma jornada. E pode criar o seu mapa pessoal de banheiros, anotando os favoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não está satisfeito? Existe um pequeno questionário para quem quiser ajudar a melhorar o site. E um telefone para tirar dúvidas, se necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I-na-cre-di-tá-vel. E ela (a Austrália) tem a mesma idade que nós (Brasil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também existe um mapa mundial de banheiros, em &lt;a href="http://www.publictoilets.org/pt"&gt;Public Toilets&lt;/a&gt;. Se estiver apertado em Nokiaville, na Finlândia, ou Menomonee Falls, nos Estados Unidos, pode descobrir onde fazer xixi antes mesmo de sair de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, o Brasil não está no mapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Grã-Bretanha, existe a  &lt;a href="http://www.britloos.co.uk/"&gt;British Toilet Association&lt;/a&gt;, por mais e melhores banheiros públicos. Que tem boas notícias a respeito de sua campanha política: "O Departamento de Governo Local e Comunitário publicou seu Guia Estratégico, intitulado &lt;a href="http://www.communities.gov.uk/publications/localgovernment/publicaccesstoilets"&gt;"Aperfeiçoando o Acesso Público a Banheiros de Melhor Qualidade"&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um trecho do documento: "O governo quer encorajar as pessoas a deixar o carro em casa e usar mais o transporte público, e é mais provável que elas o façam se estiverem confiantes de poder usar banheiros limpos e acessíveis ao longo de seu deslocamento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pelo que entendi, alguns banheiros público foram feitos com recursos obtidos com a construção do Estádio de Wembley, que teve de financiar algumas melhorias no entorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A associação comemora seus "esforços reconhecidos depois de 10 anos de luta" por "melhores banheiros para todos". "Os banheiros públicos britânicos já foram invejados no mundo todo. Nos últimos anos, um número significativo de banheiros foi fechado. Vamos parar com a deterioração".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maneiras de participar da campanha é escrever na seção "Salve nossos Banheiros - Diga o que está acontecendo aos banheiros públicos na sua região".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Wikipedia tem uma página sobre banheiros: &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Toilet"&gt;Toilet&lt;/a&gt;. Ela tem ilustrações de vários tipos de banheiros abertos - alguns até mais abertos do que eu estava imaginando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe também a &lt;a href="http://www.worldtoilet.org/"&gt;World Toilet Organization&lt;/a&gt; (WTO), uma organização internacional sem fins lucrativos comprometida com a melhora das condições sanitárias no mundo todo. Incrível que ainda estejamos nesse ponto... 2008 foi estabelecido pela ONU como "o ano do saneamento básico". Faltam 4 meses para acabar o ano... Será que fizemos progressos significativos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem até banheiro que funciona muito bem sem água - veja aqui: &lt;a href="http://olharglobal.org/2008/06/19/106um-mictrio-ambientalmente-correto/"&gt;mictório ambientalmente correto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empresários e executivos que trabalham no centro da cidade, como Antonio Ermirio de Moraes, já reclamaram várias vezes das ruas usadas como mictório. (Aliás, quem nunca reclamou?) Tive uma idéia- que tal banheiros públicos patrocinados pela CBA, ou generosamente doados à cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, eu sei que ele tem uma participação importante na Beneficência Portuguesa. È que, sei lá, em ano olímpico eu sempre fico com a impressão que todo mundo pode dar mais um pouco de si...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-1488548735066019281?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1488548735066019281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1488548735066019281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/pra-sair-do-aperto.html' title='Pra sair do aperto'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-7236970165506262698</id><published>2008-08-17T23:54:00.003-03:00</published><updated>2008-08-18T02:22:02.960-03:00</updated><title type='text'>Combustível na reserva</title><content type='html'>Estou morrendo de preguiça de blogar, mas se passar mais um dia sem escrever, vou  me sentir muito mal. Carregarei não apenas pilhas extras de papéis com anotações como uma sensação de culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana foi de lascar. Em parte, porque foi cansativa, mas também porque foi cheia de desgostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis alguns dos muitos compromissos, com comentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na segunda-feira, depois de um dia cheio como todos, participei da rodada de encontros de alunos do Colégio Bandeirantes com candidatos à prefeitura. Conversei com eles por mais de duas horas; foi ótimo. Era um grupo de pessoas (na maioria, adolescentes e jovens) com um interesse incrível, raro de encontrar. Sem falar nos que participaram pela internet. Saí de lá exausta, mas feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na terça, novo encontro, dessa vez com alunos da Faap. Como na véspera, cada candidato teria direito a uma sessão “individual”, apresentando seu programa de governo e respondendo a perguntas em seguida. Algumas pessoas assistiram à minha apresentação e gostaram. Mas eu tinha feito a mesma palestra no Bandeirantes doze horas antes, e fiquei com a sensação de que a segunda não foi tão boa quanto a primeira. A gente fica se sentindo meio disco riscado depois de um tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- À noite, encontro com empresários do setor de serviços na inauguração da sede da Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços). Muito bom, muito interessante. Questionamentos sobre reforma tributária, gestão da máquina pública, relacionamento com a Câmara, gestão de resíduos... Foram mais duas horas e tanto de conversa. Para chegar lá de moto, um parto: levei de 15 a 20 minutos para contornar quatro quarteirões na região da Paulista. Imagine quem estava de carro. Não sei como vocês (motoristas) agüentam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na quarta de manhã (8:30), abertura da Mostra de Responsabilidade Ambiental da Fiesp no prédio da Bienal. Queria passar horas visitando todos os stands, fotografando todos os objetos feitos de material reaproveitado ou reciclado, assistindo aos debates, mas precisei dar uma passada meio rápida porque às 11:00 teria entrevista na CBN. Foi legal, embora eu tenha falado rápido demais, na minha ansiedade para fazer caber um mundo de assuntos em pouco tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SKkGsCEZ6TI/AAAAAAAADUI/bdZFwif40cQ/s1600-h/soninhacarmn.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SKkGsCEZ6TI/AAAAAAAADUI/bdZFwif40cQ/s200/soninhacarmn.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235723395334269234" /&gt;&lt;/a&gt;Na saída da rádio, conheci uma personagem que merece um post exclusivo – D. Carmem. Uma figura incrível; ainda bem que cheguei a fotografá-la (embora o ideal fosse gravar a conversa, impossível de descrever com a riqueza de detalhes que ela merecia). D. Carmem queria falar com os repórteres da rádio sobre a “lotação” (microônibus) que não pára para os idosos. Esticamos a conversa na calçada e aprendi coisas fantásticas sobre ela. Por exemplo: trabalhou para o irmão do Portinari. Pelo menos é o que diz, de um jeito bem convincente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na quarta à tarde, audiência no cartório eleitoral relativa ao processo movido pelo PT contra mim, exigindo que eu abra mão do mandato (por ter mudado de partido). Além de algumas irritações que já contei em post anterior, o juiz quase levou todos nós à loucura – eu, os advogados da minha parte, os advogados do PT... Ele fazia caretas e reclamava ostensivamente de algumas perguntas (dos dois lados). “Isso é coisa que se pergunte?”; “Mas que obviedade, meu deus do céu”; “Que pergunta mais enrolada, doutor. Não dá pra simplificar, não?”; “O sr. quer mesmo perguntar isso? É hoje que a gente não sai daqui”; “Eu vou direto pro céu, depois dessa”. É, assim mesmo. Rude, inconveniente. Entre uma testemunha e outra, se queixava da vida, do trabalho, da feira livre na rua de cima, dos advogados das causas que precisou julgar na 31ª. vara... Coisa de doido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- À noite, fomos à Favela da Caixa D´Água, em um dos extremos da zona leste de São Paulo. Como freqüentemente acontece, pessoas muito simples, muito humildes, muito cansadas, se aproximaram esperançosas, querendo saber “o que você vai fazer pela gente”. “Você vai me arrumar um trabalho? Porque eu estou precisando”, disse um senhor negro, já idoso, de olhar muito doce. Outra mulher se aproximou: “Eu também. Eu preciso trabalhar”. Vieram pedir, mesmo – não cobrar. Quase imploraram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de cortar o coração. Dá vontade, mesmo, de arrumar qualquer coisa para eles fazerem AGORA – pelo padrão de vida que levam, pela idade e as possibilidades que têm, entregar folhetos de campanha a R$100,00 por semana já seria uma grande coisa. Mas é isso que a gente vai fazer, é assim que vai resolver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É duro, em época de campanha várias favelas se animam porque sabem que vai aparecer dinheiro, remédio, cesta básica, eletrodoméstico... Mas e depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi a eles que eu não podia arrumar emprego para um e para o outro, mas que posso, como prefeita, dar incentivo para empresas se instalarem na região, gerando emprego para muitas pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher sacudiu a cabeça, com um sorriso triste, faltando um dente – “E uma empresa vai querer vir funcionar aqui?” É como se fosse o Garrincha tentando entender a estratégia do técnico, “mas você já combinou com os russos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela mulher já se acostumou a viver no fim do mundo. Não espera que o lugar deixe de ser no fim do mundo. “Empresa aqui? Tsc, tsc”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A semana não acabou aí, não descrevi todos os compromissos e ocupações, mas já escrevi o suficiente para não ficar tão defasada e daqui a pouco vou dormir. Amanhã de manhã tem rádio Bandeirantes, depois uma ida à redação do Grupo 1 de jornais, à noite tem evento do Nossa São Paulo na zona leste... Depois eu conto o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei a semana rodando com o combustível na reserva (e olha que deixei de ir a vários lugares – lançamento de CD do Pentágono no CEU Rubi, Bienal do Livro, encontro preparatório da Conferência Regional de Direitos Humanos, estréia da peça de uma amiga...). No sábado, a sujeira do fundo do tanque subiu e sujou o carburador. Não, não estou falando da moto, mas daquela peça que vai em cima do banco e embaixo do capacete. Rateei, engasguei, travei. Fui a nocaute no sábado à tarde, com uma enxaqueca que pontuou bem alto no ranking histórico. À noite, teria quatro compromissos, mas só agüentei dois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo de manhã, dei uma passada no Parque Aquarius (Zona Leste de novo). À tarde, encontro com candidatos organizado pela Cúria Regional da Brasilândia (Marta mandou Aldo representá-la; Alckmin, Kassab e Maluf não mandaram ninguém! Ivan, Reichman e Edmilson foram). À noite, o mais legal: uma conversa de horas com um grupo pequeno de pessoas na Trópis, uma ONG (na verdade, não tenho certeza se é ONG) na Vila das Belezas (Zona Sul). Foi ótimo... De novo, interesse genuíno, faiscante, inquiridor. Não dava vontade de ir embora. Café, pão de queijo, estantes de livros, almofadas no chão, crianças circulando, perguntas e mais perguntas, abraços fortes, sonhos compartilhados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanque abastecido outra vez, vamo que vamo. Mas deixa eu descansar um pouco senão não agüento. (Esta semana, pela primeira vez desde que começou a campanha, eu me perguntei: “Falta muito???” Tenho estado muito cansada mas muito feliz; quando a felicidade falta, o cansaço vira um monstro horroroso. ).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-7236970165506262698?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7236970165506262698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7236970165506262698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/combustvel-na-reserva.html' title='Combustível na reserva'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SKkGsCEZ6TI/AAAAAAAADUI/bdZFwif40cQ/s72-c/soninhacarmn.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-6326399344592260022</id><published>2008-08-13T19:56:00.001-03:00</published><updated>2008-08-14T04:22:46.517-03:00</updated><title type='text'>"Normais"</title><content type='html'>Saí agora há pouco do cartório eleitoral em que foram ouvidas algumas das testemunhas do processo que o PT move contra mim por eu ter saído do partido antes da conclusão do mandato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo PT, depuseram três vereadores – o presidente do Diretório Municipal e dois ex-líderes da bancada na Câmara Municipal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eles disseram, basicamente, foi que eu sempre me entendi muito bem com todo mundo, nunca reclamei de nada, estava sempre muito feliz no partido. Depois de alguma insistência nas perguntas, admitiam divergências aqui e ali – tudo coisa “normal na política”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, vai definir o que é “normal na política”... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente da definição do que é divergência “normal”, fiquei furiosa quando disseram que eu nunca me indispus seriamente contra as decisões e orientações da liderança do partido na Câmara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em várias ocasiões, na reunião semanal da bancada, eu disse “NEM F***!”, diante de um pedido para votar assim ou assado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que devia ter gravado. Aliás, várias vezes eu saí da reunião e voltei para o gabinete dizendo: “Eu devia ter gravado a reunião, porque se eu contar vocês não vão acreditar!”. Eu anotava em papel de rascunho lia alguns argumentos usados para defender nossas “estratégias em plenário” e os assessores ficavam passados... Exemplo: “O projeto do Executivo é bom, mas não vamos botar azeitona na empada dos tucanos. Temos de ter em mente o quadro eleitoral em 2006, então vamos obstruir a votação”, blá-blá-blá. Eu ficava doida: “O projeto é bom? E nós não vamos votar nele exatamente porque ele é bom?”. “Sim, porque uma coisa é a análise de mérito, e outra é a tática de plenário em função da estratégia política...”. Blá-blá-blá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tucanos, por sua vez, fazendo a mesma coisa em Brasília. Dizendo que o mais importante era “ferrar o Lula”, e dá-lhe Severino presidente da Câmara Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que beleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Às vezes, a resposta das testemunhas do PT era “não me recordo”. Normal não se recordar de algumas coisas, mas tem episódios que deveriam ser inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por exemplo: a eleição dos presidentes das Comissões Permanentes. Só depois de estar na Câmara eu soube que a eleição é combinada antes entre os líderes dos partidos. Os vereadores se reúnem, dizem “eu voto em fulano para presidente da Comissão”, mas o voto não foi decidido por eles, e sim pelas lideranças das bancadas. Que fazem lá seus acordos - “O PT fica com duas comissões menores, o Centrão com duas grandes e três pequenas, o PSDB fica sem nenhuma” – e discutem ou apenas comunicam às bancadas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pois eu fui comunicada de que a Comissão de Administração Pública, da qual eu seria membro, deveria votar em Agnaldo Timóteo, do PP, para sua presidência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Eu disse que não poderia ir à Comissão e dizer “eu voto nele” porque, por motivos diversos, eu simplesmente não votaria nele - não votaria nele para vereador em São Paulo, muito menos para presidente de uma Comissão. E que não via como poderia explicar aos meus eleitores: “Ele não era meu candidato, mas o partido fez um acordo com o Centrão e eu tive de votar nele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            “Soninha, você tem de entender que política é assim, o Parlamento é assim, aqui é assim”. “Eu não sou assim! Não vou votar a favor de algo que sou contra porque os líderes das bancadas fizeram um acordo!!!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Como seria péssimo para o acordo (no entendimento deles) que eu votasse contra (embora os outros 6 votos “acordados” fossem mais do que suficientes para elegê-lo), o partido decidiu me colocar em outra comissão (a de Constituição e Justiça). E por causa dessa “rebeldia” acabei fazendo parte de uma das comissões mais prestigiadas da Câmara... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Só falta esquecerem que eu fui pra CCJ para evitar aborrecimentos com o Centrão – e dizerem que fui “prestigiada” pelo partido na ocasião... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Agnaldo Timóteo defende muito o Lula. Também defende a ditadura. E acha esse negócio de "combate à exploração sexual de adolescentes" uma hipocrisia, porque as meninas de 14 anos "já têm peito, usam aqueles shortinhos... Ganham um cascalho do turista, o que é que tem?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mau humor mau humor mau humor mau humor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-6326399344592260022?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6326399344592260022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6326399344592260022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/normais.html' title='&quot;Normais&quot;'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-8708046282513954774</id><published>2008-08-08T23:59:00.000-03:00</published><updated>2008-08-12T08:17:19.149-03:00</updated><title type='text'>Chá de computador</title><content type='html'>Hoje não posso reclamar de saudade do computador. Passei o dia com ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma entrevista que eu daria às duas da tarde foi cancelada (pelo que entendi, a repórter ficou presa – modo de dizer – em Brasília). A caminhada na PUC, também (por causa do mau tempo). Assim, fiquei horas e horas em torno de emails, google, blog, newsletters, youtube, convites, propagandas, jornais e portais de notícias, site da prefeitura e Secretarias... E às voltas com mais mil entrevistas por escrito – sobre o setor de comércio, sobre o setor de serviços, a Zona Norte, Saúde, Ceagesp, Cultura, trânsito, bicicletas, ficha suja. Para jornais de bairro, jornais de classe, jornalões, sites, blogs e orkuts. Até pra uma TV (Cultura) eu dei entrevista por escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo, me pediram para responder “de maneira sucinta, em até cinco linhas” a perguntas de cinco linhas. Coisinha simples: “Como evitar a curto prazo os engarrafamentos em áreas de crescimento imobiliário acentuado, como em Santana, onde há apenas uma linha de metrô como opção aos transportes rodoviários? E o que fazer para evitar o trânsito intenso em bairros como Vila Medeiros, Santana e Vila Guilherme onde há um terminal de cargas (o terminal Fernão Dias) e o fluxo de caminhões é alto?”. Dá pra ser sucinto??? Com um detalhe: “queremos saber de onde virá o dinheiro para cada proposta e o prazo estimado para entrega de obras”. Acho q o prblma é a geração MSN. Vou comçar a escrver assim, p ver s kb.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-8708046282513954774?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/8708046282513954774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/8708046282513954774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/ch-de-computador.html' title='Chá de computador'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-3832108988300914231</id><published>2008-08-06T20:39:00.000-03:00</published><updated>2008-08-07T11:37:14.312-03:00</updated><title type='text'>Ficha suja</title><content type='html'>Já me perguntaram muitas vezes sobre os candidatos de “ficha suja”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu penso sobre o assunto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também me perguntei... Preciso organizar a resposta em partes (enquanto assisto à Sessão do STF que “julga ADPF que permite negar o registro de candidatura a políticos que respondem a processo judicial”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)     No mínimo, temos direito à informação sobre os processos que os candidatos a cargo eletivo estejam respondendo na Justiça. Se disserem respeito ao exercício de função pública, nem se fala. Mas é importante qualificar, aprofundar essa informação. Qual é o processo; qual a acusação? Quem acusa? Em que ocasião? Por quê? Porque toda pessoa está sujeita a acusações inverídicas, por engano ou por má-fé – que não é muito rara na vida pública... Para prejudicar um adversário político, algumas pessoas lançam mão de qualquer recurso. Sabendo o contexto em que foi iniciado o processo, pode-se formar um juízo mais bem embasado – seja qual for a conclusão final da Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, sou a favor da publicação da “ficha”, desde devidamente explicada e contextualizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)     Quanto à impossibilidade de disputar eleição enquanto estiver respondendo a processos na Justiça – no primeiro momento, em um impulso, fiquei de acordo. Logo em seguida, lembrei da (óbvia) possibilidade de acusações injustas, e do quanto seria duplamente injusto impedir a candidatura de alguém que depois fosse absolvido, e mudei de idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[Vou interromper porque tenho de sair agora, ou perco minha carona para o Sarau da Cooperifa. Continua no próximo capítulo]&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-3832108988300914231?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/3832108988300914231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/3832108988300914231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/ficha-suja.html' title='Ficha suja'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-4791586821509520650</id><published>2008-08-06T13:30:00.001-03:00</published><updated>2008-08-06T16:16:39.091-03:00</updated><title type='text'>Médicos e periferia</title><content type='html'>Muita gente achou estranho eu falar em “médicos da periferia” no debate da Bandeirantes. Vou explicar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos existe um problema sério de conseguir profissionais de saúde – médicos, principalmente – para trabalhar na periferia das grandes cidades (e nos rincões do país). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resolver isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oferecer salário maior ou gratificações em dinheiro para quem se dispuser a trabalhar tão longe é uma providência interessante, mas insuficiente. Às vezes, você não consegue alguém para preencher uma vaga, mesmo oferecendo o dobro. Por que? Porque as condições são horríveis. O prédio está caindo aos pedaços, equipamentos estão quebrados, faltam materiais... Depois o médico não consegue atender direito o paciente e ainda é ameaçado ou agredido (fora outras formas de violência possíveis). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, tem de haver boas condições de trabalho, claro, e reforço na segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode haver também uma ajuda no translado. Para chegar ao trabalho mais descansado, menos estressado, não precisar encarar muitos quilômetros atrás do volante gastando muita gasolina, pode haver um serviço de vans que cumpra determinado roteiro e leve os profissionais de saúde até os postos mais distantes. Essa também é uma medida de segurança – e de estímulo à freqüência e pontualidade. Sim, porque além da falta de médicos, em alguns lugares o problema é que os médicos faltam... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu acho que a gente não pode aceitar essa situação como natural. Partir sempre do princípio que a periferia é um lugar inseguro, onde é difícil chegar, e que precisa “importar” médicos dos bairros ricos e mais centrais. Péra lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos ficar a vida inteira pensando em como estimular e facilitar a “viagem” dos médicos até os bairros pobres. Temos de pensar em investir na periferia para que ela deixe de ser um satélite do bairro rico; para que na periferia surjam médicos, professores, advogados, psicólogos, dentistas, arquitetos, engenheiros, biólogos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prefeitura não tem como seu dever investir em formação de nível superior – alguns até defendem isso. A Marta chegou a anunciar a criação de uma faculdade; há projetos de lei prevendo a concessão de bolsas para ensino superior. Mas a prefeitura tem de primeiro dar conta do que é atribuição sua – creches, pré-escolas, ensino fundamental (CEIs, EMEIs, EMEFs). O estado e o governo federal têm de se ocupar do ensino médio e superior. (Aliás, acho meio absurdo que o estado tenha milhares de escolas de ensino fundamental sob sua responsabilidade. Essa divisão deveria ser mais bem definida). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, continuando, a prefeitura tem de garantir educação infantil e ensino fundamental de qualidade. O estado, melhorar 400% o ensino médio. Para que as crianças e jovens da periferia desenvolvam seus conhecimentos, habilidades, capacidades e sonhos. Para que tenham projetos de vida que contemplem a possibilidade de estudar medicina – e que ela realmente exista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, mas isso é uma proposta a longo prazo”. Claro que é! Por isso apontei medidas de emergência para que haja imediatamente mais médicos nas UBS dos bairros distantes (sem falar de outras providências necessárias, porque é óbvio que a Saúde exige inúmeras ações para melhorar).  Mas justamente as mudanças de longo prazo têm de começar imediatamente – se a gente não estiver pensando nisso desde já, quando a periferia deixará de ser um lugar pobre, onde há baixa escolaridade e empregabilidade e as pessoas vivem como se não fizessem parte e não tivessem direito a uma cidade rica?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-4791586821509520650?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/4791586821509520650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/4791586821509520650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/mdicos-e-periferia.html' title='Médicos e periferia'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-5146866927700843198</id><published>2008-08-05T11:58:00.000-03:00</published><updated>2008-08-06T02:55:03.686-03:00</updated><title type='text'>Volta às aulas, quer dizer, ao plenário</title><content type='html'>Hoje recomeçam as atividades no plenário, que foi todo reformado durante o recesso de julho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O painel eletrônico de votação foi trocado. Agora, é possível registrar presença e votar usando apenas impressões digitais. Muito interessante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado do elevador, tem um sensor que serve para o registro de presença, mas não de votação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém espera uma volta morna aos trabalhos parlamentares, pode estar enganado. No começo do mês, o vereador Paulo Fiorillo (PT) colheu assinaturas para solicitar a instalação de uma CPI que investigue as acusações de corrupção contra fiscais da Subprefeitura da Moóca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu assinei. Aliás, se ninguém tivesse proposto, eu mesma o faria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Aquela outra CPI que eu propus ficou só com a minha assinatura, mesmo...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-5146866927700843198?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5146866927700843198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5146866927700843198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/volta-s-aulas-quer-dizer-ao-plenrio.html' title='Volta às aulas, quer dizer, ao plenário'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-1531590691121263250</id><published>2008-08-04T16:59:00.000-03:00</published><updated>2008-08-05T03:06:20.738-03:00</updated><title type='text'>"Não sei, mas sou contra"</title><content type='html'>Acabo de ver um comentário no UOL me chamando de “aventureira” por propor pedágio urbano em São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se fosse bom pra mim propor uma cobrança de pedágio, quando ninguém quer pagar mais nada... Bela “aventura” eu fui arrumar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(“Aventureiro” é propor, ao mesmo tempo, “redução de impostos” e “8 pistas novas sobre o rio Tietê”. Digamos que essa fosse uma boa idéia, seria paga com quê? Impostos, eu suponho). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros comentários dizem: “É essa a idéia mágica para acabar com o trânsito?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo jeito, leram a manchete e não a entrevista... Eu disse que NÃO existe UMA solução para o trânsito. Metrô não é A solução. Corredor de ônibus não é A solução. Rodízio de caminhões não é a solução. Proibir estacionamento nas ruas não é a solução. Ciclovias e pedágio urbano não são a solução. Muitas ações combinadas são a solução – inclusive a redução da demanda por deslocamentos; a redução das distâncias entre casa e trabalho, por exemplo, para acabar com os milhões de viagens forçadas de todos os dias. Senão, não haverá metrô, trem, ônibus e ruas que dêem conta satisfatoriamente dessa multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Outro dia, em um posto de gasolina, o frentista reclamava comigo, sem nem saber quem eu era: “O pessoal fica falando que a gente tem de deixar o carro em casa. Mas cadê o transporte coletivo de qualidade?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei: “Você tem carro?”. “Não!” Ele anda de ônibus... Até já teve carro, mas vendeu porque não conseguiu pagar as contas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente anda de ônibus e é contra a cobrança de pedágio urbana. Ouve a palavra “pedágio” e já tem calafrios. Nem imagina que não vai pagar pedágio nenhum...  Não pensa que já paga muito caro pelo congestionamento causado, principalmente, por automóveis particulares... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior não é quem não sabe o que é, como funciona e para que serve pedágio urbano. É quem não quer saber – e fala mal assim mesmo, de bate-pronto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-1531590691121263250?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1531590691121263250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1531590691121263250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/no-sei-mas-sou-contra.html' title='&quot;Não sei, mas sou contra&quot;'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-462804184832632313</id><published>2008-08-03T12:18:00.001-03:00</published><updated>2008-08-04T01:01:42.142-03:00</updated><title type='text'>Caracteres, segundos e links</title><content type='html'>Mais uma semana com saudade do computador. Passei muito menos tempo com ele do que gostaria, e com menos liberdade de escolha. Nas poucas horas de contato, em vez de escrever sobre o que bem entendesse, respondi não sei quantas entrevistas por e-mail. Tudo “pra hoje”, como se a nossa agenda (de candidato) fosse igual à do fechamento dos jornais, revistas e sites... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de chorar um pouco, conseguimos prorrogação de alguns prazos: “Ok, para amanhã, até o fim da tarde”. E dá-lhe longos questionários e controle rigoroso de tamanho das respostas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles era para um portal online (acho que a Folha – chega uma hora que a gente já nem sabe mais para quem está respondendo). Como era para internet, escrevi livremente, usando 3 parágrafos para responder sobre saúde, 3 sobre moradia, outros 3 sobre transporte coletivo... Relacionei as várias ações que acho necessárias, expliquei por que, descrevi como era possíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada feito. Só depois da última resposta, vi a recomendação da jornalista: “Por favor, respostas curtas e objetivas”. A meu pedido, ela traduziu isso em números: “7 linhas. É igual para todo mundo. Quer refazer ou nós editamos por aqui?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis refazer, claro. Protestando: “Algumas PERGUNTAS tem sete linhas!!”. Ela sorriu por escrito: “É, vamos ter de editar por aqui também :o).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vejinha procurou duas vezes. Uma na segunda: “Respostas até terça, se possível”. A Lylian, que organiza minha agenda (e sabe que duzentas atividades nem sempre podem ocupar o mesmo lugar no espaço), respondeu: “E se não for possível?”. “Bom, aí a gente vai publicando aos poucos, em ordem alfabética, até no máximo sexta”. Vai ver a resposta não foi bem assim, mas consegui um tempo e respondi na segunda mesmo. Se os outros atrasarem, lá vou eu para o fim da fila por ordem alfabética...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quinta, Vejinha outra vez: “Os leitores querem saber” – várias perguntas para sexta. Coisas “simples”, do tipo: “Qual a decisão mais urgente para o prefeito?”. Comecei a responder no começo da noite de sexta, com pouquíssima energia. (Depois do debate na Band, cheguei em casa depois de 1h30, fiquei conversando com a minha filha por quase uma hora e demorei mais uns 20 minutos para dormir. No dia seguinte, de manhã, fui fazer campanha no Largo 13. Quase não cansa...). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apanhei pra burro para escrever até mesmo as respostas que já dei mil vezes (“O que fazer para melhorar o transporte coletivo?”). E também não conseguia ter concentração total porque tinha de atender a várias outras solicitações enquanto respondia (como ouvir o relatório de um SOS que atendemos de manhã, quando ligaram para avisar que a GCM estava removendo “gentilmente” moradores de rua da porta da Faculdade São Francisco). Normalmente, consigo fazer tranqüilamente duas ou três coisas ao mesmo tempo, escrever com barulho em volta, mas o problema é que já estava rodando com o tanque na reserva. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Depois de uma hora e meia avançando a passo de lesma e cinco perguntas respondidas, o aviso tenebroso aparece no meio da tela: “O Explorer encontrou um problema e deverá ser encerrado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironia filha da mãe. Não estava no meu computador, mas no de um amigo. Que sempre tira um sarro quando dá pau no meu Mozilla Firefox (software livre). No dele tem Windows, e dá pau justo comigo, sem me dar chance para tirar um sarro... Muito pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como desgraças nunca vêm sozinhas, o pau foi federal, não consegui restabelecer a conexão. Eu estava respondendo direto no gmail, que normalmente salva rascunhos das mensagens à medida que elas vão sendo escritas. Um doce para quem adivinhar o que aconteceu: quando abri o email no outro computador, a versão salva era de horas atrás, quando ainda estava na metade de primeira resposta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti. O Portal da Vejinha está esperando até agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estadão mandou uma série de perguntas com o prazo para cada uma – a primeira, adivinhe? Para o mesmo dia. Aparentemente, todas as assessorias reclamaram, e eles deixaram para o dia seguinte (quinta – o dia do debate). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema, se não me engano, era moradia. “1500 caracteres. Todos os candidatos terão o mesmo espaço”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa “nóia” da isonomia é de enlouquecer. Se um candidato quiser responder em 3 linhas e o outro em 30, não pode. Todos têm de ter soluções do mesmo tamanho em centímetros de jornal. Espremi minhas observações sobre moradia o quanto pude, eliminei quatro ou cinco itens importantes, mas ainda ficaram 1622 toques. “Desculpe, não podemos aceitar. Nós editamos ou você quer refazer?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como, consegui exatos, redondos 1500 toques depois de uma ajeitada aqui e outra ali. Se algumas explicações ficaram meio superficiais? Pode apostar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um repórter ou colunista de jornal está sempre submetido a esses limites. Agora os candidatos a prefeito têm de aprender a trabalhar com isso – ou seus assessores, caso não sejam eles quem responde. A complexidade dos problemas fica para algum outro foro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não pode ser o debate na televisão, onde também há o tempo de 90 segundos em que se permite apenas concluir a frase – está no regulamento, devidamente aprovado por todos os assessores. Isso dá dois ou três segundos de tolerância, não mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só quando estou debatendo que isso me aflige. Quando estou assistindo, também. Sempre me coloquei no lugar dos debatedores... Aliás, experimente você também: pergunte-se qualquer coisa complexa, delicada – exemplo: “Quais as suas propostas para acabar com a desigualdade no Brasil?”; “O que o Fluminense deve fazer para sair da zona de rebaixamento?”, e aquela básica: “Como acabar com os congestionamentos em São Paulo?”. Se você quiser recorrer ao senso-comum, fica mais fácil: “melhorar o transporte coletivo/ melhorar o ataque e a defesa/ criar empregos”. Mas se quiser ser um pouquinho mais elaborado... Vá lá. Tente. Pode pensar um pouco antes, mas na hora em que se fizer a pergunta, dispare o cronômetro imediatamente. Não é mole não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um jornalista ou locutor precisa gravar alguma coisa em precisamente 30, 60 ou 90 segundos, tem um texto escrito cuidadosamente na medida. Vai ao estúdio, grava a primeira. “Deu?”. “Estourou três segundos. De novo”. E refaz tantas vezes quanto for necessário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No debate, não tem nada escrito, não dá tempo de pensar um pouco, não dá pra fazer de novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, ninguém mandou entrar nessa história (e não estou nem um pouco arrependida, muito pelo contrário). E se não me convidassem para responder em 7 linhas, 1500 caracteres ou 90 segundos, eu ficaria louca da vida! Ainda bem que estou incluída. Mas não resisto a (mais) uma reclamadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompi o texto para atender o interfone. “Tem um rapaz da Justiça Eleitoral aqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que era a respeito do processo de perda de mandato – posso ser intimada para a audiência a qualquer momento. Não era. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Chegou ao conhecimento desta Promotoria Eleitoral que o site oficial da Câmara dos Vereadores, na apresentação dos seus vereadores, apresenta links de alguns destes direcionados para seus sites de campanha”. Acusados: eu, o Natalini, a Mara Gabillli, o Paulo Fiorilo, o Apolinário, o Neder e o Goulart. Na interpretação da Promotoria, isso permite “a realização de propaganda eleitoral em espaço público”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o site da Câmara não traz link para meu site de campanha (soninha23.can.br), mas meu site pessoal, soninha.com.br. Onde eu informo, sim, que sou candidata. Ok, se não posso, não informarei mais. Vou tirar o banner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa discussão sobre o que é “espaço público” e o que um link representa para efeito da lei eleitoral mal começou.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vereadores Dalton Silvano, Donato e Zelão também foram notificados. Porque, “apesar de não apresentarem os números de campanha, indicam os partidos políticos a que pertencem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não sabia que vocês trabalhavam aos domingos”, disse ao oficial de justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E feriados”, respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou responder às perguntas do portal Veja São Paulo (se é que ainda adianta) e depois eu volto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-462804184832632313?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/462804184832632313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/462804184832632313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/caracteres-segundos-e-links.html' title='Caracteres, segundos e links'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-3911404865657426743</id><published>2008-08-01T11:49:00.000-03:00</published><updated>2008-08-01T21:29:56.820-03:00</updated><title type='text'>Testando</title><content type='html'>Sexta-feira, 11:29.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabine 13 do Acessa São Paulo no Poupatempo Santo Amaro, próximo ao Largo 13. &lt;br /&gt;Ô número que não me larga! :o)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui de moto de casa até a São Gabriel, estacionei em uma travessa e peguei um ônibus no corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro motivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)Não estava com muito saco pra dirigir (a Santo Amaro é muito apertada e tensa para motos)&lt;br /&gt;2)Tem uma boa opção em transporte coletivo (o corredor, craro)&lt;br /&gt;3)A qualidade do ar realmente está péssima (ontem fiquei com os olhos ardendo e lacrimejando muito quando fui de bicicleta até a Câmara; parecia que tinham jogado ácido); melhor renunciar à moto um pouco&lt;br /&gt;4)Era uma boa oportunidade para dar mais uma examinada no transporte público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao ponto, surpresa nenhuma: ele tem nome (“São Gabriel, 600”), mapa dos arredores, relação das linhas que passam por ali. Mas não o caminho que elas fazem... Tem de adivinhar, perguntar para alguém no ponto ou parar todo ônibus e perguntar para o motorista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O painel eletrônico informava que faltavam cerca de 4 minutos para o próximo ônibus, e isso é legal. Enquanto eu o fotografava, chegou um ônibus! Veio rápido, parou e pude ver “Largo 13” na placa ao lado da porta. Era o meu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ônibus grande como aquele deveria circular majestosamente, isto é, devagar... Mas não é o caso. Todas as paradas são bruscas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem lugar para prender cadeira-de-rodas – e dois degraus grandes para entrar no ônibus. “Não tem elevador pra cadeirante?”. “Elevador é aqui”, disse o cobrador, apontando para o próprio braço. “Já teve de carregar cadeira?”. “Ô!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ver se a lataria do ônibus informa que ele é “acessível” (o que seria uma mentira), mas esqueci. Me distraí com o fato de que ele não parou no ponto (porque estava um caos, com outros ônibus em fila dupla), mas um pouco adiante. As senhorinhas que esperavam para descer ficaram aflitas: “Não vai parar? Não vai parar?” Tiveram de andar uns 10 metros a mais. Para quem caminha com dificuldade como elas, um problema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou voltar pra caminhada. Já testei mais um serviço... O Acessa tem softwre livre, gostei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-3911404865657426743?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/3911404865657426743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/3911404865657426743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/08/testando.html' title='Testando'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-1278620482500844854</id><published>2008-07-31T14:42:00.001-03:00</published><updated>2008-08-01T05:18:21.546-03:00</updated><title type='text'>Faltam 8 horas... 7:55... 7:50...</title><content type='html'>Lembrei daqueles conselhos básicos a vestibulandos: “Não deixe para estudar na última hora. Você não vai aprender nada no dia da prova e ainda vai se desgastar e inquietar à toa. No máximo, dê uma repassada no que já sabe, mas poupe energia para o vestibular propriamente dito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou aprender nada hoje, mas tenho algumas dúvidas de última hora e vou dar uma pesquisada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho medo de não saber a resposta de alguma pergunta – porque vou dizer, muito honestamente, “não sei”. Tem coisa mais inútil do que enrolar? Quem não é seu fã vai perceber na hora: “Não respondeu!”. Quem é fã vai concluir: “Saiu-se bem, foi convincente” ou “saiu-se mal”. A utilidade disso para a verdadeira discussão sobre a cidade é aproximadamente... zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então não tenho medo de nada? Hmm... Nada que me tire o sono ou a fome. Mas a minha preocupação é não lembrar, na hora, de alguma coisa que eu achava super importante dizer. Ou deixá-la para o fim e não dar tempo de dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece o tempo todo, em entrevistas ou telefonemas entre amigos... “Como eu não lembrei DAQUELE filme que eu adoro?”; “liguei para perguntar do capacete e falei tudo menos isso”. No debate, mais do que na vida, precisamos ser precisos, muito ágeis, infalíveis. Isso é que é dose. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é melhor ter debate do que não ter, sem dúvida. Podem me chamar que eu vou a todos; adoro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No iG, dias atrás, eu experimentei uma sensação de volta no tempo, um flashback. Eu me vi ajoelhada na carteira do colégio, braço espetado para o alto, impaciente, aflita, querendo responder todas as perguntas que a professora fazia. “Quem pode me dizer onde fica...?”. “EU! EU! EU!”. Éramos cinco ou seis meninas assim – e as outras, que queriam se esconder debaixo da carteira, não entendiam por que a professora não chamava logo uma de nós e preferia torturá-las. Algumas sofriam por não saber a resposta e ter medo do erro, do fracasso – e o pior que escola às vezes leva a isso, em vez de ajudar a superar isso. Outras sabiam, mas eram tão tímidas que tinham vergonha da própria voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado lembrar disso agora... Saudade dos meus tempos de Colégio. E tenho a nítida sensação de que vou ter saudade destes tempos de campanha também, então estou curtindo cada momento. (Mesmo que, como no Colégio, nem todos sejam legais).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-1278620482500844854?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1278620482500844854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1278620482500844854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/faltam-8-horas-755-750.html' title='Faltam 8 horas... 7:55... 7:50...'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-7019574336730821283</id><published>2008-07-30T20:40:00.003-03:00</published><updated>2008-07-31T04:46:04.242-03:00</updated><title type='text'>Orgulho de um PM</title><content type='html'>Panfletagem no centro hoje na hora do almoço, e as mesmas experiências de sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que olha com cara de nojo ou riso de escárnio, como se dissesse "é muita cara-de-pau político vir pedir voto!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tive a maior dificuldade para pedir voto. Achava uma coisa horrível, como se eu fosse vendedora porta-a-porta de mim mesma (quando eu era pequena, tinha muito vendedor porta-a-porta: de vassouras, panos de prato, produtos de limpeza, panela, tudo. Eu morria de dó de dizer "não, obrigada, minha mãe falou que não está precisando"... Me dava um aperto no peito!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu não peço voto, mas me ofereço como candidata. O resultado é o mesmo, mas eu fico menos envergonhada. "Oi, sou candidata a prefeita, posso deixar um folheto com você?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que pega o folheto logo pra se ver livre da gente. Tem quem pegue por solidariedade, gentileza ou compaixão. Alguns, por curiosidade. Outros por simpatia. E um ou outro por interesse MESMO. Ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas juro que só vi 3 jogados no chão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_lcuxufBObPc/SJFs6EJnKSI/AAAAAAAADK0/8Qwq_xR-o-E/s1600-h/SPM_A0340.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_lcuxufBObPc/SJFs6EJnKSI/AAAAAAAADK0/8Qwq_xR-o-E/s200/SPM_A0340.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229080387156125986" /&gt;&lt;/a&gt;Mil histórias pra contar dessa caminhada, mas uma é muito especial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos no calçadão perto da Praça do Patriarca, quando um PM apontou para mim e disse: "Olha, fala com eles, quem sabe eles podem te ajudar". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O soldado estava preocupado com uma moça sentada no chão, debulhada em lágrimas. Ela foi a uma das casas de crédito tentar um financiamento, que foi recusado. Chorava desesperada. Ele queria levá-la até a prefeitura, pedir ajuda, informações, mas ela não tinha vontade, energia e confiança para sair do lugar. O PM, muito cordial, muito sereno, disse que ela não podia ficar daquele jeito, que até em se matar ela tinha falado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da moça é de trucidar o coração. Depois eu conto. Mas o PM... O PM foi o máximo. O máximo da sensibilidade, do interesse compassivo, da disponibilidade. Esse só pode ter entrado para a polícia para servir a população, ajudar a promover a segurança, reduzir a violência e o sofrimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que volte para casa hoje orgulhoso de si - mesmo cansado, frustrado, aborrecido por não sei quantos motivos, que pense consigo mesmo (e com a namorada ou esposa, a mãe, os filhos): "Que bom estar nessa vida e poder ajudar as pessoas".  Eu nem o conhecia, e fiquei orgulhosa dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-7019574336730821283?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7019574336730821283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7019574336730821283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/orgulho-de-um-pm.html' title='Orgulho de um PM'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_lcuxufBObPc/SJFs6EJnKSI/AAAAAAAADK0/8Qwq_xR-o-E/s72-c/SPM_A0340.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-617645649933720704</id><published>2008-07-30T20:32:00.000-03:00</published><updated>2008-07-31T04:40:57.057-03:00</updated><title type='text'>Uma quarta como outra qualquer</title><content type='html'>A grande pergunta de hoje foi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como você está se preparando para o debate?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou me preparando há anos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há décadas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que eu era estudante de ginásio e magistério, professora, atriz de teatro amador, aluna da faculdade de cinema, militante de vários movimentos, ongueira, repórter, mediadora de debates... Leitora de livros, jornais e revistas, participante de fóruns, painéis, seminários, pesquisas, congressos, conferências... Usuária da saúde pública, da educação pública, do transporte público... E vereadora. Acumulando experiências, informações, conhecimento. Aprendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses últimos meses de estudo intensivo, falando com servidores municipais lá da ponta, do balcão de atendimento, e especialistas da Universidade; com técnicos e políticos que participaram de várias administrações e cidadãos interessados; aprendi muito mais sobre a cidade. Mas eu já conhecia muito bem uma variedade grande de assuntos e, nos últimos anos, participei de um zilhão de debates. Em uma escola municipal no Jardim Fontales e na Câmara Americana de Comércio; na Fatec e na Poli; em Heliópolis e na FAAP; na TV Comunitária e no Ig; na Rede Vida e no Fórum da População de Rua; no Estadão e na TV Assembléia; em carro de som na porta da Mercedes e no gabinete do Zé Dirceu; na rua; na Câmara Municipal e na ESPN...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu for mal no debate, não há de ser por falta de "preparo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-617645649933720704?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/617645649933720704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/617645649933720704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/uma-quarta-como-outra-qualquer.html' title='Uma quarta como outra qualquer'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-1632752242135587737</id><published>2008-07-29T19:53:00.000-03:00</published><updated>2008-07-29T22:56:59.674-03:00</updated><title type='text'>Das 7h30 às 10h00</title><content type='html'>- Sete e meia da terça???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei de mau humor no domingo à noite, quando soube que teria um compromisso tão cedo no dia seguinte à festa de lançamento da candidatura... &lt;br /&gt;Nos últimos anos, percebo como a idade me fez menos tolerante a noites mal dormidas, ou de sono insuficiente... Nunca fui de dormir muito, mas hoje em dia cinco horas de sono me deixam imprestável no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azar. “Não vou morrer por causa disso, mas da próxima vez tentam evitar uma noite longa seguida de uma manhã cedo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;O compromisso era uma missa na Igreja Matriz da Freguesia do Ó, seguida por uma conversa com os paroquianos e uma visita a obras assistenciais no bairro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava um dia lindo – exceto pela poluição... Mas um sol luminoso e o ar bem frio, uma combinação que eu adoro. Entrei na igreja quando cantavam, com violão acompanhando, uma das minhas músicas favoritas do tempo de Colégio Santana – que a gente se esgoelava de cantar até nos ônibus de excursão... (Pra quem era companheira dessa época: adivinhem qual. Daqui a pouco eu conto). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Mesmo quando eu freqüentava a igreja, achava incrível pensar que as pessoas iam à missa às 7:30 da manhã em um dia de semana. Uma vizinha ia a todas elas; era algo muito exótico para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois virei budista, e comecei a fazer meditação às 6 da manhã... Hoje em dia não começo tão cedo, mas acho super natural pular da cama no escuro quando estou em retiro ou algo assim, para ir ao templo com os outros praticantes rezar pelo fim do sofrimento no mundo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então me vi na igreja achando aquilo muito natural, agradável, inspirador; curti as músicas, o sermão bem coloquial e sereno do padre, a liturgia que ainda sei de cor, muitos anos depois (27) de parar de ir à missa toda semana. E localizar, na pasta com as músicas que é distribuída aos fiéis, várias das minhas antigas favoritas: “Sobe a Jerusalém/ Virgem oferente sem igual...”; “Quando teu Pai revelou o segredo a Maria/ que pela força do Espírito conceberia...”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia mais pessoas idosas do que jovens, mas reparei em um motoboy na fileira do fundo e em duas moças de aparência muito simpática e atraente, que depois soube serem irmãs – uma faz Direito no Mackenzie; a outra é fisioterapeuta na UTI de um hospital na região da Paulista. Normalmente, SAI do trabalho às 7 da manhã, mas hoje estava de folga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A música que a gente adorava cantar no Colégio (em duas vozes, o que era uma glória) era “o Louvado”, como dizíamos. “Louvado seja o meu senhor (4x)/ Por aqueles que agora nascem/ Por aqueles que agora morrem...”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Eu freqüentava a Missa das Crianças, às 9 da manhã na Paróquia de Santa Terezinha. Era no salão paroquial nos fundos da igreja, rezada o Padre Giba (que as crianças, insolentes sem querer, chamavam só de Giba). As crianças se encarregavam de tudo: a procissão inicial com os paramentos do padre e os objetos para o altar, a procissão de oferenda, as leituras... Arrumavam as cadeiras, limpavam o salão depois... Eu adorava aquilo. Queria saber tudo, participar de tudo. Quando havia missas especiais, em que eram distribuídos presentes para as crianças do bairro (chocolates na Páscoa, por exemplo), eu sempre me voluntariava para participar da organização. Passávamos horas enchendo coelhos de plástico com confeitos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, resolveram eleger uma “diretoria” para que houvesse responsáveis fixos por determinadas tarefas, para representar as crianças junto ao padre e sei lá mais o quê. Sei que me elegeram presidente – e eu juro, por tudo que é mais sagrado, que fiquei surpresa. No Colégio, eu sabia que era bem conhecida (tinha entrado na primeira série com 5 anos, tirava notas muito boas, essas coisas), mas na igreja eu não tinha percebido ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí estão duas raízes importantes da minha militância política: o Colégio e a igreja. Em casa, a grande influência era minha mãe – que nunca participou de nenhum movimento organizado, mas era uma revoltada de marca maior :o). Indignada com a ditadura, tortura, censura, injustiça, desigualdade, hipocrisia, incoerência, indiferença, opressão, exploração, egoísmo... Racismo, machismo, capitalismo... Uma frase clássica de minha mãe: “Nunca vou ser rica!”. Era o que dizia, com raiva, quando via alguma cena de miséria. Não admitia excesso de um lado e tanta falta de outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Depois da missa e de uma de minhas experiências gastronômicas favoritas – café-com-leite e pão-com-manteiga-na-chapa na padaria – fomos até uma das creches mantidas pelos religiosos em convênio com a prefeitura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No total, são 7 creches e 3 ou 4 núcleos sócio-educativos (para adolescentes e jovens). Essa que eu conheci é um espetáculo. Tudo é tão bem cuidado – as salas para as crianças, refeitório, cozinha, banheiros, salão de encontros – que inspira confiança só por ser como é. E pudemos ver as professoras em ação, cuidando com muita atenção da molecadinha. Uma graça. (E eu lembrei de como trabalhar em creche é exaustivo... Especialmente quando as condições são ruins e você tem 20 crianças para olhar sozinha, como aconteceu em alguns casos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente boa da educação é contra os convênios; os aceitam como solução complementar porque a rede própria da prefeitura não daria conta de atender todo mundo (já tem um déficit monstruoso de vagas). Eu não, sou a favor. Desde que haja acompanhamento – da prefeitura e dos pais – é ótimo que a própria comunidade organizada tenha um equipamento como esse para suas crianças. Conheci várias creches conveniadas nas quais deixaria minha filha com tranqüilidade – na favela de Heliópolis ou no Núcleo Cristão do Parque Novo Mundo. A responsabilidade e dever de oferecer vagas para todas as crianças É do Poder Público, mas a oferta do serviço pode ser em parceria, sim, com muita qualidade. (E o equipamento administrado diretamente pela prefeitura também precisa de acompanhamento para garantir que o serviço seja bom!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Antes de visitar a creche, encontrei o Padre Noé em seus aposentos, que ficam no prédio da creche. Uma pessoa muito conhecida e querida na Freguesia, grande líder na construção de toda essa rede comunitária. Já tinha ouvido falar muito nele, mas conhecê-lo foi uma experiência encantadora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aqueles líderes religiosos na presença dos quais você se sente serenamente bem, comovido, acolhido com calor genuíno, generosidade sincera, pura bondade? Foi como me senti. Já passei por isso no encontro com alguns mestres budistas, que parecem irradiar bem-querer e bem-estar. Foi uma sensação idêntica. Que querido, o padre Noé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Até aqui, não eram nem dez da manhã – e o dia teve muito mais do que isso. Estive no Fórum, a um Clube Escola, fui para a Câmara, corri até a FAU Maranhão para tentar comparecer ao velório do Joaquim Guedes (como é chocante alguém morrer atropelado... Não me conformo), estive no dentista, encontrei um conhecido de muito tempo atrás na Paulista, um “maluco” (auto-definido) na calçada disse que sonhava me conhecer e agora vou a um evento do Ivaldo Bertazzo na Ria Vitória. Em cada uma dessas frases entre vírgulas, há muito que contar (ok, posso dispensá-los do dentista). Talvez eu consiga escrever mais um pouco ainda hoje, mas não prometo. Aliás, não prometo nada que eu não tenha certeza que posso fazer :o).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-1632752242135587737?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1632752242135587737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1632752242135587737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/das-7h30-s-10h00.html' title='Das 7h30 às 10h00'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-547248809268658271</id><published>2008-07-29T18:24:00.000-03:00</published><updated>2008-07-29T22:55:30.683-03:00</updated><title type='text'>Sem torcida organizada - mas sem portões fechados!</title><content type='html'>A assessoria do Democratas ligou querendo fazer um trato para o debate da Bandeirantes, dizendo que é comum os partidos levarem suas “torcidas” e criarem uma certa situação de tumulto na porta da emissora. Eu não tinha nem pensado nessa possibilidade de tumulto, mas disse que se eles estavam preocupados conosco podiam ficar tranqüilos porque o PPS não leva claque aos eventos; não dá ônibus e lanche para os "torcedores" irem lá bater palma para o nosso time e vaiar os adversários...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, assinei esse trato, mas a gente avisou desde o começo que chegaria ao debate de bicicleta, acompanhados por tantos ciclistas quanto os que estiverem dispostos a acompanhar até lá... Não são militantes nem cabos eleitorais do PPS. (Imagino que uma boa parte deles vá votar em mim - porque sabem que eu quero ser prefeita para ajudar as bicicletas e não ajudar as bicicletas porque quero ser prefeita – mas não é um movimento eleitoral de apoio à candidatura, é mais um ato em defesa das bicicletas!Além disso, muita gente quer ir ao debate e assistir de perto - porque é legal, é um momento raro. E como não tem lugar para todo mundo dentro da emissora, não vai haver crachá ou credencial para todos os acompanhantes, a Band providenciou uma área com um telão do lado de fora. A gente já divulgou esse endereço no site para quem quiser ir lá, e eu não vou agora desconvidar as pessoas e dizer: "Por favor, NÃO VÃO assistir ao debate porque nós fizemos um acordo entre os partidos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, de novo, eu não vou organizar uma excursão de apoiadores até a Band, mas quem quiser ir assistir o debate no telão - e não fazer "corredor polonês" para os adversários - continua convidado. Se não era esse o combinado, foi mal aí. Ou fui eu que entendi mal ou foram eles (e a trilha do momento poderia ser "Vai ver/ que a confusão/ foi eu que fiz/ fui eu..." - Paralamas do Sucesso).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-547248809268658271?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/547248809268658271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/547248809268658271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/sem-torcida-organizada-mas-sem-portes.html' title='Sem torcida organizada - mas sem portões fechados!'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-5013756067212722812</id><published>2008-07-28T16:15:00.001-03:00</published><updated>2008-07-29T09:26:20.174-03:00</updated><title type='text'>Tão de sacanagem</title><content type='html'>Deu no Estadão: “Sem propostas concretas, os candidatos à Prefeitura arriscam palpites sobre as ciclovias. São favoráveis, na maioria, ao uso de bicicleta como meio de transporte. Mas não há um plano concreto para que São Paulo receba ciclovias e ciclofaixas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMO ASSIM, sem propostas concretas? Na verdade, todos os candidatos – exceto a Anaí, do PCO, e o Levy, do PRTB, que não pretendem investir nas bicicletas como meio de locomoção – dizem bem concretamente o que pretendem fazer em relação às bicicletas. E isso em versão resumida pelo jornal; talvez as idéias sejam ainda mais desenvolvidas e elaboradas do que aparecem ali (falo por mim – duas semanas atrás, respondi por email uma pergunta sobre bicicletas para o Estadão, em que detalhava várias propostas. Não usaram). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano concreto, resumidamente, é o seguinte: encomendar o projeto de um sistema cicloviário, prevendo pistas para circulação (ciclovias ou ciclofaixas), rotas sinalizadas, bicicletários e paraciclos, especialmente junto a terminais de trem, metrô e ônibus. A prefeita ou prefeito não tem de saber fazer uma ciclovia ou ciclofaixa tanto quanto não precisa fazer o projeto de um viaduto – tem engenheiro pra isso... (Eu tenho um Caderno Técnico da ANTP, Associação Nacional de Transportes Público, que detalha vários tipos de projetos. E a CET também tem estudos, assim como a Emurb, o Grupo Bicicletas, algumas Subprefeituras... Enfim, como eu disse ao jornal, o que falta é mandar fazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Não são só a Anaí Caproni e o Levy Fidélis que não botam fé em bicicletas como meio de locomoção. Em um debate na Casa da Cidade, uma mulher disse que isso era “coisa de burguês”. Alguns engenheiros de tráfego acham que “é impossível”, e uma urbanista disse, no Opinião Nacional, que esse negócio de bicicletas é “mito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não querem defender a idéia de trocar carro por bicicleta, ok (eu defendo). Mas não podem esquecer que 300 mil pessoas, no mínimo (o dado é de 2002), usam bicicleta diariamente para se locomover. Ainda que ninguém mais resolva circular por ai pedalando, esses centenas de milhares precisam de condições mais seguras. E tem alguns estudantes da USP, arquitetos, médicos, etc. (“burqueses”), mas tem muito garçon, pedreiro, porteiro, segurança, entregador... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria ótimo que mais burgueses aderissem, aliás. Até para se contrapor à história de carro como símbolo de status. Na Europa, todo mundo acha lindo ver o diretor da empresa pegando o metrô com o jornal debaixo do braço, ou a empresária pedalando para o trabalho com a sandália de salto na mochila. Aqui, é feio, é coisa de pobre ou de excêntrico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Sinais evidentes dessa cultura: na Daslu, pelo que dizem, é impossível entrar a pé. Só de carro. Ou seja: 1) O lugar é só pra rico, mesmo (ah, vá). 2) Rico não anda a pé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando um jornal perguntou como os candidatos  a prefeito de locomovem por aí, um coordenador da campanha da Marta disse, com orgulho: “Ela pode andar até de Fusca; a pé, ela não fica”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele quis mostrar dinamismo, eficiência, organização. Mas chega a ser um ato-falho: por acaso seria um problema grave a candidata ficar a pé? É feio?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-5013756067212722812?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5013756067212722812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5013756067212722812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/to-de-sacanagem.html' title='Tão de sacanagem'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-4209618967070597955</id><published>2008-07-28T14:02:00.001-03:00</published><updated>2008-07-29T09:24:55.102-03:00</updated><title type='text'>Baldes de água fria</title><content type='html'>Toda semana a gente recebe um pedido de socorro: “Estão agredindo os moradores de rua, jogando água, spray de pimenta, dando borrachada!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um problema tristemente recorrente nos últimos tempos. Na hora de limpar as ruas, as pessoas que estão dormindo, embrulhadas em seus cobertores, são tratadas como lixo. Tacam água sem dó. Um absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o movimento da população de rua fez (mais) uma manifestação pelas ruas do centro, pedindo paz, pedindo respeito. Havia faixas e cartazes com frases como “Não somos contra a limpeza pública”; “Limpeza urbana ou limpeza humana?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caminhada saiu da Praça da Sé, fez uma escala diante da Associação Comercial de São Paulo, outra diante dos escritórios do Governo do Estado na rua Boa Vista, uma parada diante da Bovespa e outra diante da Bolsa de Futuros, mais uma pausa na Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, na Secretaria de Coordenação das Subprefeituras e na Prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada um desses lugares, a intenção era apenas entregar um manifesto e o troféu “Cidade Limpa, Consciência Suja”. Ninguém queria agredir, ocupar, depredar, e isso ficava bem claro nas falas no carro de som. “Viemos em paz; queremos paz”. “Não tenham medo. Ninguém vai entrar à força. Queremos que alguém venha receber o troféu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhando os manifestantes, garantindo que a rua continuasse aberta para o tráfego de veículos, PMs de bicicleta. Calmos, respeitosos, nem carrancudos estavam. Ainda bem. Pareciam até solidários àquela gente desgrenhada, desdentada, caminhando lentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ACSP e na Bovespa, depois de alguma insistência, deu certo – uma pessoa desceu para receber o folheto e o troféu. Nos outros lugares, não. E a maior burrice, insensibilidade, falta de tato (e até de esperteza) se deu na frente da prefeitura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo, o discurso deixou claro: “Não queremos invadir. Queremos que alguém venha receber o manifesto”.  Nada. Ninguém veio. O povo insistia com palmas e gritos, à distância segura da entrada do prédio (até porque havia grades e GCMs). Não voou uma pedra, um pão velho, nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento pediu, então, que uma comissão de 4 pessoas pudesse ir até o setor de protocolos, na recepção, entregar o manifesto – um representante dos catadores, um do movimento de moradia, um dos camelôs, um do movimento da população de rua. Os quatro se descolaram da massa e se dirigiram a uma entrada lateral, para não deixar nenhuma dúvida de que entrariam sozinhos, sem o grupo. Longos minutos de espera e... Nada feito.  Bateram que bateram o pé que só entraria um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa teimosia, Batman. Enquanto esperavam sob o sol, cansadas, com fome e sede, algumas pessoas foram se irritando, perdendo a paciência, ficando tensas. E não é difícil entender que são homens e mulheres muito próximos da raiva e da revolta, que não custariam muito para perder a cabeça e querer pular a grade de meio metro que as continha. As lideranças se mantiveram firmes, pedindo atenção e a entrada da comissão. Não teve jeito. A inspetora da Guarda Civil que negociava com eles insistia na entrada de um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma marca triste dessa gestão:  a insensibilidade. Como disse ironicamente uma senhorinha, “podia ter descido um chefe-de-gabinete, um secretário, nem que fosse pra mentir!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Diante da Secretaria das Subs e da Prefeitura, os manifestantes jogaram água e sabão para lavar o chão. “Eles querem limpeza? Aí está!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Ouvido na manifestação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na rua tem pedreiro, tem encanador, tem eletricista. O povo da rua quer trabalhar!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “A Bolsa vai cair! Vai cair o euro, o dólar, vai subir a população de rua! A gente vai ficar aqui na porta até alguém vir receber o troféu. Olha a queda nas ações!” (um líder ao microfone – e é um cidadão “de rua” também)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos jogar água na cama do Kassab!” (um manifestante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que esse movimento?”, perguntou uma mulher que passava.&lt;br /&gt;“Porque à noite sai o pessoal lavando a rua e joga água em quem tá dormindo na calçada. E se eles reclamam, tomam spray de pimenta, cacetada..”.&lt;br /&gt;“Que horror!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que eles querem?”, perguntou um repórter.&lt;br /&gt;“Não querem ser tratados como lixo. Não querem só albergue (e tem poucos!); querem atividade durante o dia, querem atendimento em saúde, tratamento em saúde mental. Querem ser respeitados .  Que lembrem que embrulhado no cobertor tem gente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Assistência Social dá cobertor, a equipe de limpeza molha e a polícia joga no lixo!” (outro líder no carro de som).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Eu continuo não acreditando que o prefeito ou o Andrea Matarazzo (Secretário das Subprefeituras, que leva a fama por todas essas arbitrariedades) mandem jogar água em quem está dormindo na calçada. Aliás, tenho certeza que não fazem isso. Aposto um braço. Mas se não dão ordens claras, firmes, sem deixar margem de dúvida, de que NÃO É para tratar a população de rua com brutalidade, erram por omissão. Ou falta de controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa população é tratada como se estivesse de sacanagem; como se ficasse na rua só pra contrariar, espezinhar, sacanear a prefeitura e o Viva o Centro... Parece que estão na rua porque estão a fim... “Mas tem gente explorando politicamente essas pessoas”, dirão alguns. E se tiver, isso faz dessas pessoas um inimigo a combater??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;É verdade que muita gente na rua se recusa a ir para um albergue. E por que? Por vários motivos. Às vezes, por paranóia. Às vezes, por medo mais do que justificado... Alguns não querem ir porque querem fumar e beber, ficar perto de seus cães, tomar conta das carroças... Ficar perto dos amigos e da família. Parece frescura? Então coloque-se no lugar deles. Fumar e beber são praticamente as únicas formas de prazer a seu alcance. Um prazer nocivo, é claro – mas se é difícil para um indivíduo “classe A” abandoná-lo, por que seria fácil para eles? E se você chega a um hotel para passar as férias e informam que você vai ficar em um prédio e sua namorada em outro, que suas coisas têm de ficar do lado de fora, o que você faria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil lidar com essa questão, que é muito complexa. Mas a última coisa capaz de resolvê-la é criar (ou deixar rolar) uma situação de confronto nas ruas. A administração precisa resolver essa sua esquizofrenia – enquanto investe em escritórios de inclusão, AMA para população de rua e outros programas dessa natureza, deixa o carro-pipa virar bicho-papão desse povo.  Que já tem tanta dificuldade para confiar em quem quer que seja, e só fica mais arredio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-4209618967070597955?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/4209618967070597955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/4209618967070597955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/baldes-de-gua-fria.html' title='Baldes de água fria'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-8560872244100924762</id><published>2008-07-27T12:42:00.001-03:00</published><updated>2008-07-27T17:25:45.749-03:00</updated><title type='text'>Viagens de domingo de manhã</title><content type='html'>Ainda remoendo o "eu não voto em ninguém".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um mundo ideal (i.e., que não existe), sou anarquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de Estado, de representantes eleitos, nomeados ou auto-proclamados! A coletividade se organiza conforme a necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não tem dinheiro – que sempre leva alguns (todos?) à tentação de acumular, ter mais que os outros, guardar para o futuro, reservar o suficiente para viver 100 vezes com fartura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só trocas. Seus tomates pelas minhas aulas de inglês. Sua música pelos pães que eu fiz em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas neste mundo em que vivemos... Tem jeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só se for para começar uma comunidade do zero, e isolá-la do resto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O modo Amish de viver também parece impossível, mas rola...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta fui à bicicletada, que tende à anarquia: não tem um responsável, um líder, um organizador. A polícia, por exemplo, tem a maior dificuldade em entender isso (queriam a todo custo prender o “chefe” da bicicletada pelada, e levaram o André Pasqualini, um dos bicicletantes mais conhecidos, pro Distrito Policial, concluindo que era ele). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito legal a experiência de participar de um grupo que não tem chefe. Tudo é votado: “Vamos para o Ibirapuera ou a Praça da Sé”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lideranças aparecem espontaneamente. Assim que percebem que as bicicletas estão ocupando todo o espaço da avenida (são centenas!), avisam: “Deixa duas faixas livres!” Ciclistas se entreolham: “Quais?”. “As da direita! A do ônibus e mais uma!”. Uns só escutam, mas outros tomam para si a tarefa de gritar. “Libera a direita! Junta todo mundo do lado esquerdo!”. Outros, além disso, se posicionam nos pontos em que deve ser o limite da massa e ficam sinalizando para os demais. Outros pedem para diminuir o barulho quando passamos por um hospital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é um movimento coletivo, com responsabilidade dividida entre várias pessoas. Mas e na hora de um impasse do tipo “Vira nessa à direita ou na próxima?”. O caminho está resolvido: vamos descer a Vergueiro até o centro. Mas em que ponto fazemos a conversão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A massa começa a procurar alguém que responda. Não dá para botar em votação: estamos pedalando! Quem decide? Alguém vira chefe na hora e diz: “Na praça à direita!”. Claro que não é um chefe absoluto, autoridade para todas as coisas. Mas é um ponto ascendente sobre os demais no momento em que a horizontalidade levaria ao impasse, a confusão ou à dispersão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os antropólogos, sociólogos e biólogos podem explicar essa nossa tendência ou necessidade de escolher alguém responsável por decisões em nosso nome – somos animais de matilha, como os cães, que identificam e respeitam um líder? Talvez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com explicações científicas ou não, é fácil entender por que os humanos desenvolveram sistemas políticos representativos, divisão de trabalho, atribuição de responsabilidades diferenciadas... Como as formigas, abelhas e cupins. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em “colônias” numerosas como as que vivemos, se não houvesse Estado, governo, poder executivo, definidos como estão, nos depararíamos com duas situações: lideranças aparecendo e se afirmando naturalmente (parece bom, não? E se fosse uma liderança irresponsável, egóica, tirana?) ou verdadeiros vácuos de decisão, sem ninguém para tomar iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos viagem, mais exemplos concretos: se São Paulo não tivesse governo, se tudo se resolvesse por ação direta, quem cuidaria do tratamento de esgoto? Garantiria a captação e produção da água que sai pelas torneiras? Quem faria a passarela para pedestres e ciclistas cruzarem a marginal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo ideal (i.e., que não existe...) as pessoas se uniriam em mutirão e construiriam uma passarela. Quem iria cortar a madeira, tecer as cordas, fundir o metal para fazer pregos, fabricar o verniz para proteger das intempéries? Garantir as telecomunicações (telefone, computador) para combinar a data?  Fabricar a borracha dos pneus das bicicletas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “sociedade livre”? “Quem quiser fazer borracha, faz. Quem puder fabricar telefones e colocar o sinal no ar, que coloque”. Hmm... Já disse que esse papo me parece muito o da liberdade de mercado, que não me parece muito capaz de garantir justiça e igualdade não... É quando o anarquismo e o capitalismo se parecem demais. É o mundo da vitória dos mais fortes, dos mais capazes, dos mais espertos - ainda que não sejam honestos e justos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo real, sou a favor de Estado. De representantes eleitos, líderes que assumam a responsabilidade por determinadas tarefas em nome da coletividade. Com todos os defeitos que pode ter esse sistema, e não são poucos. (Um exemplo? Na democracia, os mais fortes são os que se organizam. Os desorganizados, ainda que sejam maioria, dançam. A massa invisível que não faz greve, não carrega faixas de protesto, não publica manifestos). Aperfeiçoemos, pois, o sistema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-8560872244100924762?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/8560872244100924762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/8560872244100924762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/viagens-de-domingo-de-manh.html' title='Viagens de domingo de manhã'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-7397484457780421972</id><published>2008-07-26T11:41:00.001-03:00</published><updated>2008-07-26T11:41:51.124-03:00</updated><title type='text'>"Prefeita de onde?"</title><content type='html'>Algumas das frases que a gente escuta por aí, panfletando em campanha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: Oi, sou candidata a prefeita, estou aqui divulgando a candidatura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Prefeita de onde, de São Paulo?" (isto é, nunca ouviu falar em mim e não me achou muito com cara de prefeita)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Prefeita daqui, de São Miguel?” (bom, parece tanto outra cidade, é tão longe do centro,da Paulista e Jardins, que podia mesmo ter prefeito próprio...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não voto aqui em São Miguel, sou do Itaim Paulista” (candidato a vereador ouve isso ainda mais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não voto aqui em São Paulo” (porque mora em Itaquaquecetuba ou porque veio de outro estado e nunca transferiu o título)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não voto em ninguém” (desnecessário explicar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem fui à Bicicletada. Provando, entre outras coisas, que não precisa ser atleta para se locomover de bicicleta por aí. Veja o meu caso: 40 anos (a um mês dos 41), sedentária (meu grande exercício é subir escada, porque não tenho saco pra esperar elevador), pedalo uma vez por semana e uma distância curta (casa-trabalho). Mas ontem eu fui da Câmara até a Praça do Ciclista na Paulista (subindo a Augusta), depois bicicletamos pela Haddock Lobo, Estados Unidos, Cristiano Viana; subimos a Teodoro, pegamos Doutor Arnaldo e Paulista, descemos a Vergueiro, Liberdade e fomos (uns cento e poucos, a essa altura) circular em volta do Marco Zero, felizes da vida, e tirar foto nas escadarias da catedral da Sé. Seguimos até o Largo São Bento, São João, Ipiranga e São Luis. Eu voltei pra Câmara e o pessoal subiu a Consolação; uma turma ia pegar um ônibus para participar da Bicicletada em Curitiba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava tão bem, tão sem cansaço,  que poderia ter pedalado mais uma hora numa boa (foram quase três). E acordei hoje sem um vestígio de dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-7397484457780421972?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7397484457780421972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7397484457780421972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/prefeita-de-onde.html' title='&quot;Prefeita de onde?&quot;'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-7277750494812269591</id><published>2008-07-24T22:43:00.002-03:00</published><updated>2008-07-25T00:38:13.138-03:00</updated><title type='text'>Estrelas, botas, lixão, margarina...</title><content type='html'>Nem acredito que estou em casa a essa hora (20:40). Ouvindo o jogo do Palmeiras na TV – que está sem imagem há alguns dias. A empregada está de férias; minha mãe foi viajar; a filha mais velha, que me ajudaria a resolver esse e outros pepinos (às vezes ela dá dois tapas na televisão e a imagem volta), foi para a casa da avó para cuidar dos cachorros dela. Enquanto isso, a ração do meu acabou, as plantas estão morrendo de sede, já não há colheres limpas na gaveta e eu estou sempre atrasada para algum compromisso. O dia termina razoavelmente sossegado, mas a música-tema de hoje de manhã seria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/o6SxpQQzIYE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/o6SxpQQzIYE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada assim tão dramático, mas o refrão dos Inocentes volta e meia me ocorre como trilha sonora... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje de manhã fui ao lançamento da Exposição Filhos do Brasil, no Ibirapuera.  São fotos selecionadas em um concurso promovido pelo IDECACE  (Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte.), estão expostas em painéis muito grandes do lado de fora do Planetário, acompanhadas por frases de personalidades (como Paulo Freire e Betinho) e artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (que faz 18 anos) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (que faz 60). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei um pouco antes da cerimônia de abertura e aproveitei para sentar um pouco no sol, perto dos painéis, observando as fotos e fazendo anotações (mais um milhão de idéias surgidas enquanto eu estava na moto). Um momento de trabalho e ao mesmo tempo de sossego, no ambiente deliciosamente calmo do Parque àquela hora da manhã (9 e pouco). Olhando para a Declaração dos Direitos, pensei em como um direito singelo como aquele – parar, pensar, trabalhar em silêncio em lugar agradável – é absolutamente estranho a tanta gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu pudesse mexer na Declaração, alteraria o artigo 17: “1. Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros”. Eu acrescentaria um “desde que”: “desde que essa propriedade não implique em danos a outros e prejuízos à coletividade”; “desde que a propriedade seja obtida legitimamente, sem agressão aos direitos dos demais”; “desde que o direito à propriedade não se sobreponha a outros direitos”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura oficial foi dentro do Planetário, em cerimônia comovente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive no Planetário três vezes: uma, para ver o espetáculo da projeção do céu da cidade, quando tinha 14 anos; outra, para participar de um debate no Dia Sem Automóvel do ano passado; e esta de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo que me acompanhou desta vez disse que estava tendo muitas lembranças da infância. “Muitas?”. Sim, o avô o tinha levado várias vezes. “Ele gostava de astronomia?”. “Não, gostava de agradar os netos!”. Sorriu, com saudade da infância e do avô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Caramba, 4 a 2 no primeiro tempo! Que jogo é esse que não estou vendo!]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe e meu tio gostavam de astronomia. Ele chegou a comprar uma bela luneta, à qual acoplava uma câmera fotográfica e fazia fotos incríveis, reveladas no laboratório caseiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de noites mais escuras e céus menos poluídos, subíamos ao terraço da casa da minha avó e minha mãe ficava apontando, a olho nu ou pelas lentes de aumento: “Nossa, como a Ursa Maior está visível hoje! Olha Andrômeda, que linda!” Eu olhava e não via ursa nenhuma, por mais que ela dissesse “ali a cabeça, ali o corpo...”. Só enxergava Cruzeiro do Sul e Três Marias; a Lua, Marte, Saturno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caraca, hoje em dia quem mora em São Paulo não tem a MENOR chance de ver um céu estrelado como aquele! Muito menos os que vi em Peruíbe (céu limpo, noite ainda mais escura), Ilha do Mel...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apresentação de hoje de manhã falava um pouco sobre isso: sobre o direito de ver um céu estrelado. E sobre a conexão que existe entre nós e as estrelas; a matéria de que somos feitos e as substâncias produzidas no seu interior. “Alguém pode se perguntar: o que eu tenho a ver com as estrelas? Tudo. Somos “filhos” delas, de certa maneira. E alguém pode pensar também que não tem nada a ver com as crianças na rua, maltratadas, em perigo. Mas temos tudo a ver com elas. Elas também são “filhas das estrelas”. Somos da mesma matéria. Somos todos filhos do Brasil”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto que ficou em primeiro lugar chama-se “Chute na infância”. Mostra um menino engraxando botas. O fotógrafo, Pedro Brandimarte, há muito tempo se envolve com crianças e adolescentes que vivem pelas ruas do centro, especialmente na Praça da Sé. E lembrou o comentário incrédulo que ouviu de um deles anos atrás, antes de entrar para conhecer um lugar de acolhida: “É verdade que aí dentro tem cotonete?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei da Esmeralda, autora de “Por que não dancei”, contando que imaginava que margarina era uma coisa do outro mundo, esplendidamente deliciosa, por causa dos comerciais que mostravam famílias felizes na TV. Vivendo na rua, dependente de crack, ficava deslumbrada com aquilo. No dia em que pôde comer margarina, foi uma decepção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei também de um poema da Elisa Lucinda, em que ela se desespera de pensar: o que fazem as meninas que vivem na rua quando menstruam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absorvente é que elas não têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de doer mesmo. E a gente nem pensa nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo lugar mostra os olhos de um menino do Vale do Jequitinhonha – uma espécie de monumento à vergonha (ou falta de vergonha) nacional. O terceiro, meninos no topo de um lixão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evento, um grupo de percussão (muito legal) cantou “eu/ sou brasileiro/ com muito orgulho/ com muito amor”... Sou, mas com muita aflição também. E fiquei com vontade de puxar um outro canto de arquibancada: “ahá/ uhu/ o lixão é nos-so”. Lixão é o fim da picada. O lixão é meu, é seu, é do prefeito, do governador, do presidente. Dos secretários, dos ministros. Das empresas. Como é que a gente pode tolerar lixão? Fingir que não existe, que tá tudo bem? E não empurra pra baixo do tapete, não: faz uma pilha enorme e deixa os pobres remexerem para pegar o que interessa, o que ainda tem valor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição fica no Ibirapuera até 24 de agosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ia contar um pouco de cada um dos últimos 20 compromissos, mas hoje vou ficar por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-7277750494812269591?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7277750494812269591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7277750494812269591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/estrelas-botas-lixo-margarina.html' title='Estrelas, botas, lixão, margarina...'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-3151482666559410499</id><published>2008-07-24T18:47:00.002-03:00</published><updated>2008-07-25T00:36:05.781-03:00</updated><title type='text'>Datena, PC, pesquisas, ET e caminhadas</title><content type='html'>Ai, que saudade eu estava do meu computador... Ou melhor, de UM computador, qualquer um. Passei a semana toda na rua para cima e para baixo. Este não é o meu – estou na redação da Bandeirantes, esperando para entrar no programa do Datena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que ele não ia me convidar. Estou tão acostumada a não ser incluída em alguns programas... Em boa parte do tempo, é como se só houvesse três candidatos, no máximo quatro. Assim, pesquisas de intenção de voto acabam sendo o maior exemplo de profecia auto-realizável. Os que aparecem mais bem colocados – no mínimo, porque são mais conhecidos – são os que continuam aparecendo mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um texto começado sobre pesquisa; logo vou terminar e publicar. Muita gente já viu ET mas nunca respondeu a um pesquisador (em 22 anos de eleitora, ninguém nunca me perguntou “em quem você pretende votar?”; bom, também não vi ET...). Andando por aí, fazendo campanha, é difícil acreditar que uma em cada três pessoas (isto é, um pouco mais de 30%) esteja decidida a votar na Marta; outra (de cada trio) no Alckmin... A impressão que a gente tem é que a maioria não está decidida a nada. (Aliás, na pesquisa não estimulada, 34% das pessoas disseram que não sabem em quem votar ou não quiseram responder). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias, fiz três caminhadas de panfletagem. Uma na Praça Benedito Calixto (Pinheiros), outra em São Miguel e outra na Lapa. Em todos os lugares você encontra alguém que faz cara de nojo, não quer nem olhar na sua cara, quanto mais pegar um folheto. Mas a incidência de hostilidade e rejeição absoluta foi muito maior em Pinheiros do que nas ruas de comércio popular nos outros bairros. Na Benedito, uma mulher em uma das barracas de antigüidade não só não quis pegar o folheto (ok, ela pode não querer) mas disse que eu devia atravessar a rua e não pisar na calçada "dela". Não era nada pessoal, não. A bronca é com todos os políticos. Mas sobrou pra mim com uma violência, uma grosseria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal de São Miguel provavelmente teria mais motivos para revolta, mas eles aceitam parar um segundo sua caminhada apressada, facilmente relaxam a expressão tensa e pegam um folheto. Acho que é até porque eles sabem como é tentar abordar alguém e ser mal tratado; como é viver de distribuir folheto, fazer propaganda corpo-a-corpo, tentar vender produto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou entrar no ar. Depois eu termino&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-3151482666559410499?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/3151482666559410499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/3151482666559410499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/datena-pc-pesquisas-et-e-caminhadas.html' title='Datena, PC, pesquisas, ET e caminhadas'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-7921440925812982288</id><published>2008-07-23T11:59:00.000-03:00</published><updated>2008-07-24T00:40:34.520-03:00</updated><title type='text'>Em nome da isonomia</title><content type='html'>Tô meio sem tempo para escrever agora , mas não quero deixar de registrar o que me ocorreu enquanto eu vinha para cá (aliás, a quantidade de idéias que ocorrem quando eu estou no trânsito é incrível, quase insuportável – não dá para anotar nada quando se está de moto). Não é nada de mais; vou blogar para tirar da cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa determinação de proibir quase tudo na internet a pretexto de garantir a isonomia entre os candidatos, é como se o tribunal eleitoral dissesse: “A partir de hoje, está proibido andar a pé. Quem quiser, que se desloque de carro.  E veículo próprio – nada de pegar ônibus, carona...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, é bem por aí. Aquilo que é barato ou grátis e acessível para qualquer um está vedado. Mas quem tiver grana para bancar uma página própria que suporte uma carga “pesada”  (para, por exemplo, hospedar vídeos, em vez de deixá-los disponíveis no You Tube) pode fazer o que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito justo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-7921440925812982288?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7921440925812982288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7921440925812982288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/em-nome-da-isonomia.html' title='Em nome da isonomia'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-6196574559339048773</id><published>2008-07-22T15:07:00.001-03:00</published><updated>2008-07-23T02:26:12.677-03:00</updated><title type='text'>A caminho da campanha secreta</title><content type='html'>Cada vez mais, o tribunal eleitoral entende que é feio fazer campanha, apresentar os candidatos, pedir voto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrecadar recursos, então, é horroroso! Cruz-credo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos fazer uma campanha para a qual as pessoas possam contribuir voluntariamente, com qualquer valor – 5, dez, quinze ou vinte reais... Beleza. Mas receber doações é complicadíssimo. Tem de ter recibo preenchido por extenso com nome, RG, CPF, assinatura... “SPC do CIC”, como dizia o Renato Aragão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que não pode distribuir brindes – entendo; é um jeito clássico de comprar voto (“te dou um boné pra você votar em mim”) – pensamos em vender camisetas, por exemplo. Teria uma dupla utilidade: arrecadar dinheiro e divulgar a candidatura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos lá consultar a regra. Que é clara... (Pra ver como clareza não é tudo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESOLUÇÃO Nº 22.718, de 28/2/2008, que trata da Propaganda Eleitoral &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Art. 12. É assegurado aos partidos políticos o direito de...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III – comercializar material de divulgação institucional, desde que não contenha nome e número de candidato, bem como cargo em disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível! Talvez a gente possa fazer algo do tipo “Fumar faz mal à saúde e causa dependência”; “Assista “O Homem que Virou Suco”, de João Batista de Andrade”; “Não perca o horário eleitoral gratuito” – sem bem que essa já é mais arriscada....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se for assim, será que pode?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_lcuxufBObPc/SIbAoL46gLI/AAAAAAAADGE/TdO6xVzqY5M/s1600-h/painelsoninha.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_lcuxufBObPc/SIbAoL46gLI/AAAAAAAADGE/TdO6xVzqY5M/s400/painelsoninha.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226076214228844722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-6196574559339048773?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6196574559339048773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6196574559339048773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/caminho-da-campanha-secreta.html' title='A caminho da campanha secreta'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_lcuxufBObPc/SIbAoL46gLI/AAAAAAAADGE/TdO6xVzqY5M/s72-c/painelsoninha.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-977792693210632263</id><published>2008-07-20T16:17:00.001-03:00</published><updated>2008-07-20T16:18:37.954-03:00</updated><title type='text'>"Você não foi...? Então vá, então vá" (Lenine)</title><content type='html'>Antes de qualquer outra coisa: não tem nada para fazer hoje? Ou no fim-de-semana que vem? Tem ao menos meio período livre? VÁ ao Festival de Inverno de Paranapiacaba. Tem gente que fica incomodada com esses imperativos dos cadernos de cultura: “Vá”, “veja”, “leia”, “fuja”. Azar. É imperativo mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive lá ontem. Não fazia muito tempo que tinha estado na vila, que desde 2002 pertence a Santo André. Na última visita, fiquei bem impressionada com a recuperação do lugar – a antepenúltima ida, muitos anos atrás, tinha sido deprimente, com tudo maltratado, caindo aos pedaços. Desta vez, fiquei com a impressão que houve novos progressos nos últimos meses (mesmo descontando o “trato” que deve ter havido especialmente para o festival). (Não posso deixar de dizer – ponto para a administração municipal, que é do PT. Quando ainda estava no partido, revoltada ou envergonhada com algumas de suas posturas, respirava aliviada ao ver ações que ainda eram motivo de orgulho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As casas, museus e estabelecimentos comerciais estão bem conservados e sinalizados; as ruas, bem cuidadas. Estava uma tarde linda, fria e ensolarada; à noite, uma lua estupidamente bela. A neblina de Paranapiacaba é famosa, mas não deu o ar da graça neste fim-de-semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A programação do festival é uma delícia. Fui com amigos (9) + uma filha (a caçula) para o show do Lenine, às cinco da tarde. Quase não consigo entrar – desde o meio-dia havia gente na fila para pegar ingressos (grátis). Muita gente ficou de fora; no fim, acho que todos conseguiram entrar (tomara! – apesar dos ingressos teoricamente esgotados, havia espaço de sobra para entrarem os que estavam na porta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pensei que tínhamos perdido o show da Marina de La Riva por estarmos atrasados; depois soubemos que ele foi cancelado, não cheguei a saber por quê). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegar a Paranapiacaba é muito fácil: Anchieta até a Billings, aí é só seguir as placas. Só tem um probleminha: a primeira vez em que aparece o nome “Paranapiacaba” aparece em uma placa é quando você já saiu da Anchieta e está prestes a passar por baixo da estrada. Antes disso, nada. Nenhuma referência. Aparecem São Bernardo, Rudge Ramos, Diadema, Taboão, Santo André, Riacho Grande, Santos, tudo – menos Paranapiacaba, que é uma super atração turística (ê, Brasil...). Então às vezes você fica na dúvida – “fico na pista externa ou interna da Anchieta?”. Eu mudei duas vezes à toa... No fim, tanto faz. São 21 km de Anchieta (vi agora no Google Maps). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Olhando no jornal do Festival, achei outra explicação de como chegar: “Anchieta até km 29 (placa para Ribeirão Pires), entrar na SP 148 (Estrada Velha de Santos) até o km 33 e pegar a Rodovia Índio Tibiriçá (SP 31) até o km 45,5. Daí pegar a SP 122 até Paranapiacaba”. Mas, como eu disse, depois de sair da Anchieta tem placa. O problema é a volta: chega uma hora em que não há nenhum sinal indicando “São Paulo”. Você tem de escolher, sei lá, entre “São Bernardo” e “Ribeirão Pires”. Da outra vez, escolhi errado e fui por dentro das cidades, em vez de pegar a Anchieta – e só por causa desse vacilo anterior fiz o caminho certo desta vez). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também dá para ir de trem da Luz até Rio Grande da Serra e pegar um ônibus até a Vila de Paranapiacaba – de meia em meia hora nos fins-de-semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando de carro, há um bolsão de estacionamento (R$10,00) e um ônibus para translado até a vila. Tudo muito bem orientado, organizado e ágil. Aliás, uma das bênçãos do lugar é o fato de carros não circularem livremente por ali. São ladeiras muito íngremes de paralelepípedo, casas muito antigas, ruas estreitas. Carros destruiriam a paisagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem que é a razão de ser da vila (ela foi criada para abrigar funcionários da São Paulo Railway) foi abandonado anos atrás. Fiquei sabendo lá, pela Subprefeita, que será reativada uma linha turística ainda este ano, operada pela CPTM. Aleluia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos shows “grandes” no Espaço Viradouro, como o do Lenine (hoje tem Zeca Baleiro às 18:00), há uma série de outros palcos e espaços com apresentações musicais, teatro, cinema, dança, etc. À noite, antes de virmos embora (queria ter ficado para o show “Agô – Cantos Sagrados Brasil e Cuba”, com Sapopemba (brasileiros), Liena Centeno (cubana) e os Heartbreakers, mas não agüentei o cansaço) comemos sopa no pão italiano (a minha, de batata, estava divina) ouvindo a apresentação da Mariane Mattoso e grupo Zambelô no Palco do Mercado (divina também). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: vai lá, vai? De carro ou de trem, de bicicleta se for atleta, de dia ou à noite... Leve dinheiro trocado (não tem caixa eletrônico e nem todo lugar aceita cheque ou cartão), leve a fome e os amigos, traga fotos, folhetos e peças de artesanato. Com tempo, percorra as trilhas e visite os museus. Duvido que você não goste do passeio por esse lugar que já é tombado como patrimônio histórico, cultural e ambiental do município, do estado e do país (os Conselhos de Patrimônio das três esferas assim o reconhecem) e agora aspira ao reconhecimento, pela Unesco, de que é patrimônio da humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Festival termina no fim-de-semana que vem. No sábado tem Otto; no domingo, Scott Henderson Trio. Precisa retirar ingressos com no máximo duas horas de antecedência. Mas acredite em mim: se não der para entrar e ver esses shows, você não vai perder a viagem (porque há muitas outras coisas para ver e fazer – nem que seja só subir e descer ladeira, sentar ao sol, ficar olhando o movimento). Não esqueça a máquina fotográfica com bateria e memória suficiente e um agasalho – mesmo com sol, faz um friozinho bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu não fiz campanha? Não muita. Distribuí uns poucos folhetos (acabaram logo), e quando alguém dizia: “Soninha? Votei em você!”, eu respondia: “Ôba, obrigada, não quer votar de novo?” :o)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-977792693210632263?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/977792693210632263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/977792693210632263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/voc-no-foi-ento-v-ento-v-lenine.html' title='&quot;Você não foi...? Então vá, então vá&quot; (Lenine)'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-6368685028017115706</id><published>2008-07-17T12:46:00.001-03:00</published><updated>2008-07-18T12:15:04.179-03:00</updated><title type='text'>"Cuidado!"</title><content type='html'>Eu ia para o debate no Ig logo mais (15:00) de moto. Na maioria das situações, esse é o jeito mais rápido de chegar a qualquer lugar em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Quando não é? De madrugada nas Marginais - eu não ando a 90 por hora de moto, mas de carro sim. Em alguns trajetos e horários o metrô é melhor. Idem para ônibus. A 9 de julho, por exemplo, é tão apertada que o congestionamento pega as motos também. E em algumas situações até bicicleta é mais rápido - eu de moto já perdi uma corrida intermodal para elas em setembro do ano passado). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu ia de moto, até um amigo mandar um email avisando: "Tem estacionamento de bicicleta no prédio do Ig...". Captei a mensagem e topei. "Mas como eu chego lá? 9 de julho não dá". Ele respondeu da melhor maneira possível: traçando uma rota no Bikely, um site sensacional, que "ajuda ciclistas a compartilhar o conhecimento de boas rotas de bicicletas". "Fiz o percurso com as menores subidas e evitando as grandes avenidas. Nesse roteiro há grande fluxo de veículos (onde não há, nessa região?), mas baixas velocidades", avisou. Ele assinalou o trajeto no mapa, que pode ser visto mais de perto ou de longe, e explicou o caminho passo a passo, com comentários como estes:                                           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cuidado nessa esquina, muitos carros viram à direita. Ocupe a faixa toda, mantendo-se distante da calçada, e sinalize para que os carros que vêm de trás esperem você passar. Ou pare na esquina, espere o sinal fechar e saia quando ele abrir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cuidado nesse cruzamento, havia uma rotatória aqui mas ela foi sepultada pelo recapeamento"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cuidado nessa esquina: à vezes os carros que vêm da direita precisam ir se enfiando para conseguir cruzar e você terá que desviar deles, mas os que vêm atrás de você podem não prever seu movimento de desvio. Sinalize sempre e tenha certeza que vão parar para você..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sintomático que os três comecem com "cuidado"!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dê um sorriso para a Praça do Ciclista e continue até a esquina"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos pegar um trecho da Augusta. Ocupe a faixa e não passe muito perto dos carros estacionados, que podem abrir a porta de repente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a pouco eu vou (esse, na verdade, é o trajeto da volta). Depois, como sempre, eu conto como foi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-6368685028017115706?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6368685028017115706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6368685028017115706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/cuidado.html' title='&quot;Cuidado!&quot;'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-4215819519516940709</id><published>2008-07-17T01:08:00.000-03:00</published><updated>2008-07-17T08:39:47.624-03:00</updated><title type='text'>Quarta-feira: tricô, semáforos e reciclagem</title><content type='html'>Tricô, semáforos e reciclagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém me pergunta o que eu gosto de fazer, tenho uma lista enorme de coisas: ler, escrever, ouvir música, dançar, comer, ir ao estádio, jogar bola, ficar em casa com as filhas, ver seriados na TV, tirar e ver fotos, andar, andar de bicicleta, viajar... Não digo nunca uma que eu adoro, da qual eu só lembro no momento em que acontece: aprender. É um prazer imenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprender um idioma, um passo de dança, uma música no violão, um atalho no Word, um recurso no Google Maps... Um caminho novo, um origami, tricô e crochê. Ou por que embrulhar frutas em jornal ajuda a amadurecer (minha filha bióloga explicou). Adoro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana, já passei por essa sensação uma dezena de vezes. Em uma reunião de duas horas com representantes de funcionários da CET, que estão procurando todos os candidatos à prefeitura para expor suas sugestões, reivindicações e reclamações sobre o trânsito e a companhia, aprendi uma porrada de coisas. Foram eles que me explicaram a diferença entre semáforos inteligentes e eletrônicos; as indicações, vantagens e desvantagens entre um e outro. Bobagem? Acho não. Até outro dia, eu saía que nem uma papagaia (e que nem todo mundo) dizendo “precisa haver semáforos inteligentes na cidade toda!”. Tem lugares em que os eletrônicos são muito mais adequados. E mais baratos. Não foi só isso; eles me esclareceram uma porção de outras dúvidas (e despertaram outras, para as quais também não tinham resposta mas ficaram de procurar). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje (quarta-feira, dia 16) estive no Cempre – Compromisso Empresarial pela Reciclagem, ONG que me socorria muitas vezes quando eu ainda trabalhava na MTV e usava o site deles para buscar informações (sobre o volume da produção de resíduos/ dia em São Paulo, por exemplo, ou sobre os lugares que recebiam ou compravam material reciclável). Eles ainda oferecem socorro para prefeituras, empresas, cooperativas, condomínios, acadêmicos e demais interessados no assunto reciclagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com eles, fui até a sede da Reciclázaro no Butantã. O trabalho da Reciclázaro, que é em várias frentes, eu conheço faz tempo – tanto vi nos meios de comunicação quanto fiz reportagens sobre eles. São muito bons. Acabaram de ser aprovados em um edital da Petrobrás – que recebeu inscrições de 6 mil projetos pelo Brasil todo, para aprovar pouco mais de 70 – e vão obter recursos para reformar o galpão onde fazem triagem de material reciclável. O projeto é demais: vão captar água da chuva, tratar o esgoto deles e da igreja ao lado em um biodigestor que vai gerar gás para a cozinha, aquecer água dos chuveiros com energia solar... E continuar separando centenas de toneladas de material reciclável todo mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço muito sobre esse assunto, estudo e discuto há muito tempo, tento interferir nos rumos da coleta seletiva como vereadora (em mil debates, reuniões, audiências públicas, ofícios, requerimentos, emails, etc.) , e ainda assim saí de lá – e da Coopamare, que eu conheço há mais tempo ainda – com informações novas e muito interessantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: eu já sabia que uma das cooperativas instaladas na antiga Usina de Compostagem da Leopoldina (e futuro Parque Orlando Vilas-Boas, sabe deus quando) vende isopor (que muita gente ainda pensa que não é reciclável) para uma fábrica de Santa Catarina. Mas eu não sabia que as cooperativas trabalham em rede para aumentar o volume de materiais como esse, mais difíceis de comercializar se não houver uma boa quantidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Cooperativas enfrentam, nos últimos anos, problemas muito persistentes de incerteza jurídica, institucional e financeira. Os contratos de convênio com a prefeitura expiraram e ainda não foram renovados; muitas estão instaladas em áreas provisórias e convivem com a ameaça permanente de desalojamento; há a concorrência com os serviços de “morcegão”, que “roubam” resíduos em coletas irregulares e “atravessam” a venda; a incompreensão e intolerância de vizinhos das centrais; a perseguição de Subprefeituras, GCMs ou PMs a catadores; a cobrança pela retirada do rejeito (o que sobra depois da triagem) como se eles fossem “grandes geradores” (eles não GERAM aquele lixo; aliás, eles DIMINUEM a geração de lixo!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse, há um problema novo. Estamos tentando interceder pelas Cooperativas junto à prefeitura por causa do rodízio de caminhões. Impedidos de rodar dia sim-dia não em horário comercial, não conseguem recolher material reciclável de escolas, empresas e condomínios – e, por causa do barulho ou da falta de funcionários, não podem retirar o material depois das 9 da noite. Como o material vai se acumulando, o pessoal acaba entregando para o caminhão de lixo – assim, o que seria reciclado vai parar mesmo no aterro sanitário, e os cooperados vêem sua renda diminuir imediatamente. Desmotivadas, as pessoas podem acabar desistindo de separar o material (“vai misturar tudo mesmo”) e lá se vai um enorme esforço de conscientização e fidelização por água abaixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi atenção e providências ao gabinete do prefeito. Fiquei sabendo que o Secretário de Transportes dava o problema como resolvido, porque os caminhões de lixo foram liberados do rodízio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que os agentes da CET, imbuídos da mais profunda consciência ambiental, entenderam que caminhão de lixo é uma coisa, caminhão da coleta seletiva é outra. E eles têm razão, ó pá. Material reciclável não é lixo! É uma vitória que as pessoas pensem assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que a natureza do serviço é muito semelhante: é coleta de resíduos, tanto quanto a outra. E do ponto de vista de trânsito os dois merecem, sim, o mesmo tratamento, porque são serviços fundamentais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supliquei ao Secretário que resolva isso. Ou muda a palavra “lixo” para “resíduos”, ou deixa bem claro pra CET que os 200 caminhões – devidamente registrados junto à Limpurb, insignificantes numericamente em uma cidade desse tamanho – podem botar o nariz pra fora dia sim, outro também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais teve no dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista por telefone para a Band AM (dessa vez, sobre o tema “corrupção de fiscais”); comentário por telefone para Folha Online sobre a ação contra a candidatura do Maluf; entrevista por email para o Estadão; discussão por email sobre materiais da campanha; discussão no gabinete sobre problemas na Baixada do Glicério e questões ligadas aos programas da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social... Reunião na quadra da Escola de Samba Unidos do Peruche... Futebol (belo jogo), blogs e emails. E eu devo estar esquecendo alguma coisa. E amanhã tem mais, tem muito mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-4215819519516940709?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/4215819519516940709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/4215819519516940709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/quarta-feira-tric-semforos-e-reciclagem.html' title='Quarta-feira: tricô, semáforos e reciclagem'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-9027259277131798492</id><published>2008-07-16T19:50:00.001-03:00</published><updated>2008-07-16T19:58:20.197-03:00</updated><title type='text'>Diário de domingo (na quarta, fazer o quê?)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Fiquei feliz quando vi, na agenda de  campanha no domingo, que o compromisso seria na festa Tanabata Matsuri, na  Liberdade. Adoro a história do encontro anual das estrelas: já fui muitas vezes  lá pendurar nas árvores meus pedidos por paz, saúde, amor, prosperidade. E  passear na feirinha do bairro japonês (e chinês, coreano...) é gostoso em  qualquer domingo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;(Normalmente meus pedidos são  vagos, abrangentes – “Que todos os amores sejam recíprocos” (santo otimismo).  Mas já fiz um pedido bem específico e ele foi atendido com perfeição. Estava  duríssima, como fui quase sempre, e queria um determinado emprego, que me  pagaria muito melhor e daria um alívio nas contas. Ele veio, no mesmo ano. Esse  pedido foi em 94 – alguém aí sabe dizer qual foi o  emprego?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Neste ano do centenário da imigração  japonesa, dizem os organizadores, o movimento tem sido maior toda semana. Fomos  até lá na hora do almoço, para pegar as ruas cheias. Boa idéia? Mais ou menos.  Não dava para andar na praça... Quando chegamos à esquina da Galvão Bueno com a  Rua dos Estudantes, finalmente deu para parar e conversar com algumas pessoas.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;***&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Antes de chegar ali, eu também parei  e conversei – com donos das bancas, para comprar algumas coisinhas, como ímãs e  outros enfeites. Uma assessora minha brincou: “O pessoal do partido vai ter que  aprender a fazer campanha com mulher” – é a segunda vez que eu vou a uma  feirinha “a trabalho” e paro a cada cinco metros para dizer&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Aaaah, olha que bonitinho! Quanto  é?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;***&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Na esquina citada acima, fui  abordada por um voluntário da &lt;a href="http://www.wwf.org.br/" target="_blank"&gt;WWF&lt;/a&gt;, que não precisou me explicar o que é a entidade (claro  que eu conheço) para me convencer a assinar uma ficha de filiação. “Quanto é [a  contribuição que preciso me comprometer a fazer]?”. “R$20,00 por mês”, com  possibilidade de pagar no cartão. Topei na hora. Aliás, escolhi o valor de  R$30,00 – irrecusável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;***&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Nesse mesmo lugar, uma pessoa veio  falar sobre a Lei Seca: “O que você acha?”. “Me parece que o limite e a pena são  meio exagerados, mas beber e dirigir não rola mesmo”. “Eu também acho, mas quem  quer beber e não quer dirigir...”. Logo vi onde ele ia chegar, e era lá mesmo:  “...não tem opção”. Sim, porque é fácil dizer “pega um táxi”, mas com essa  tarifa? (Caríssima &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em São  Paulo&lt;/st1:personname&gt; - mais ainda de madrugada, na bandeira 2). E o transporte  coletivo &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em São  Paulo&lt;/st1:personname&gt; depois da meia-noite é de chorar. Precisa melhorar  muito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Já tentei negociar com a Secretaria  Estadual de Transportes (talvez “implorar” fosse um termo mais adequado) para  que o metrô funcionasse de madrugada. Eles me explicaram que precisam da noite  para tarefas de manutenção – especialmente da linha mais antiga, a norte-sul,  que podia (devia) ter recebido mais investimentos nos últimos anos, para não  ficar tão antiquada e necessitada de reparos... Para se ter uma idéia, o metrô  precisa até fabricar algumas peças de reposição, simplesmente porque elas estão  fora do mercado. Não tem onde comprar. O certo era (é) modernizar, tanto quanto  possível – mas não dá para fazer tudo ao mesmo tempo, e nesse quesito a CPTM  (incomparavelmente mais deteriorada, especialmente a Linha F) precisa de  investimentos mais urgentes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Mas consegui um pequeno avanço: no  sábado, o serviço foi estendido em uma hora, e o último metrô sai de cada  extremidade da linha à uma da manhã, e não mais à meia-noite. Já é alguma coisa.  Dá pra pegar a sessão das dez no cinema... Sem falar no alívio, pelo menos nesse  dia, para quem larga o serviço à meia-noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;***&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Mais adiante, encontrei o Ivan  Valente, candidato pelo PSOL. Queixamo-nos juntos do desinteresse pelo debate  dos candidatos “favoritos” – aqueles que, quando estão abaixo dos favoritos,  reclamam deles por não irem aos debates... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Ontem teria tido debate no Estadão.  Como Marta e Alckmin não puderam ou não quiseram ir, o Estadão cancelou. Ou  seja: além de não participar, ainda inviabilizam! (Claro que o jornal podia não  ter cancelado...).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;***&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;À noite, estive no encerramento do  3º Festival de Cinema Latino-Americano no Memorial da América Latina. Auditório  enorme e praticamente lotado. A programação era ótima, eu adoraria ter passado a  semana toda vendo os filmes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Nesse último dia, houve a entrega  dos prêmios (entre elas, o de melhor filme segundo o júri popular para &lt;a href="http://www.cinemaemcena.com.br/jogodecena/blog.asp" target="_blank"&gt;“Jogo de  Cena”&lt;/a&gt;, do Eduardo Coutinho, o melhor filme do festival – (ainda) não vi e  (já) gostei :o)) e homenagem ao &lt;a href="http://www.pinosolanas.com/" target="_blank"&gt;Fernando Solanas&lt;/a&gt;, terminando com a exibição de “Tangos, Exílio  de Gardel”, filme dele de 1985. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Também não posso reclamar desse  “evento de campanha” – o vice da nossa chapa, o cineasta &lt;a href="http://www2.uol.com.br/joaobatistadeandrade" target="_blank"&gt;João Batista de  Andrade&lt;/a&gt;, foi o criador e é curador do festival. Não fui lá pedir votos, mas  sou candidata onde quer que eu vá... Encontrei alguns poucos conhecidos de  antigamente, dos meus tempos de estudante de cinema na ECA-USP – esperava  encontrar mais. E só não foi um programa mais legal porque o ar-condicionado da  sala de exibição estava violentamente forte e eu estava com sono e  dor-de-cabeça... Mesmo assim, gostei. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;***&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;No dia da convenção do partido,  quando confirmamos nossa chapa para a eleição municipal (candidata a prefeita +  vice + candidatos à Câmara), o João Batista fez um discurso em que lembrou a  participação de um filme equatoriano na segunda edição do Festival. &lt;i style=""&gt;Que tan lejos&lt;/i&gt;, de Tania Hermida, venceu,  na ocasião, o prêmio de melhor filme no júri popular. Os cineastas do Equador  tomaram para si o grito das arquibancadas do futebol – “Si, se puede”,  &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;brandido na vitória de  sua seleção sobre o Brasil nas Eliminatórias da Copa de  2002.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;“Si, se puede”, de fato – os  equatorianos venceram a Libertadores 2008... “Yes, we can”, dizem os partidários  de Barack Obama, que emplacou a candidatura dos Democratas à presidência (e quem  imaginaria isso um ano atrás?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Si, se puede... Quem disse que não  pode? :o)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-9027259277131798492?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/9027259277131798492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/9027259277131798492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/dirio-de-domingo-na-quarta-fazer-o-qu.html' title='Diário de domingo (na quarta, fazer o quê?)'/><author><name>Soninha Francine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15992937622538136577</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-7687208303068022405</id><published>2008-07-14T20:35:00.002-03:00</published><updated>2008-07-15T01:46:48.937-03:00</updated><title type='text'>Querido Diário - Sexta e Sábado</title><content type='html'>Eu ia escrever à mão: “Ainda bem que o computador estava desligado quando eu cheguei em casa ontem (ou melhor, hoje), porque tinha tantas coisas na cabeça que ia acabar blogando na mesma hora”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resisti: liguei o computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parêntesis ali em cima me lembra algumas das gracinhas mais velhas e bobas da humanidade, como dizer “Tchau, agora a gente só se vê no ano que vem!” no dia 31 de dezembro. E criança, quando passa da meia-noite, adora fazer graça: “Até amanhã. Quer dizer, até hoje”. (Ou será que era só eu?). Enfim, cheguei depois da meia-noite, foi isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira passei por uma provação. O título do post seria “querem me enlouquecer”. Eu tinha um compromisso às 19:00 em uma associação comunitária (União Social Jardim Santana - uma graça, aliás) em Itaquera. Pra facilitar minha vida, arrumaram um motorista e um carro emprestado para ir até lá. Péééssima idéia – ir de carro no sentido centro-leste no fim da tarde de sexta! Da rua Augusta até lá levamos bem uns 80 minutos. De metrô, teria demorado o que, 25? Não é o melhor horário do mundo para pegar metrô – aliás, é um dos piores. Mesmo assim, eu preferiria mil vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem gente – muita gente – que insiste, acredita em carro como o meio mais confortável, mesmo que seja para ficar um tempão parada dentro dele. A única coisa que eu realmente gosto e sinto falta na moto é de rádio (no metrô, dá para ouvir MP3). Mas, enfim, eu ia com duas pessoas, estávamos cheios de bagagem, então aceitei a carona. Depois de aproveitar os primeiros 15 minutos para resolver algumas coisas por telefone, resolvi ligar o computador para tirar o atraso. Também não passei de 15 minutos – fiquei enjoada e desisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fizesse uma galeria de fotos dos lugares em que tenho trabalhado no computador nos últimos tempos, ficaria divertido. Sexta à noite foi (dentro do carro) na Marginal Tietê; na segunda-feira, em uma Lan House na Augusta e, na terça, em uma copiadora atrás da PUC. Adorei os dois últimos lugares – concentração absoluta e alto rendimento a R$2,50 a hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal reunido na associação em Itaquera tinha uma característica marcante: os olhares mais doces que eu já vi ao mesmo tempo em um lugar só. Não sei qual é o segredo, mas eram pessoas que sorriam de um jeito meio triste, muito humilde... Mereciam um livro de retratos em preto-e-branco, daqueles que comovem em qualquer lugar do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fomos até uma igreja Batista ali perto, pequena e muito arrumadinha, que estava comemorando um ano de existência. Havia no culto uma banda e um cantor que mandavam muito bem. E as pessoas se entregam com um amor que é tocante. Música é uma coisa de louco – na missa católica, no culto evangélico, no candomblé... Os corais de spirituals nos Estados Unidos... Incrível como mexe com as pessoas. Eu lembro de músicas que a gente cantava nas missas de Dia das Mães no Colégio que arrepiam até hoje. Lindas, lindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma filha evangélica, mas nunca estive na igreja que ela freqüenta. Sei que ela também ama esse negócio, dedica muitas horas por semana ao trabalho voluntário, cultos, vigílias... É muito importante na vida dela. Quando eu vou a encontros desse tipo, sempre penso nela, nas músicas que ela sabe de cor, nas pregações que escuta... É curioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, curioso para ela deve ser me imaginar rezando em tibetano em um templo budista, e pra mim é muito natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa cansada mas sem sono, e peguei o começo de um filme na TV Cultura: “Perdas e Danos”, com Juliette Binoche (que uma amiga de faculdade, a Stella, chamava de “Juliette Brioche”, porque ela parece um biscoitinho de tão linda) e Jeremy Irons. Um filme angustiante, pesado, perturbador, que indica desde a primeira cena que vai terminar mal. Assisti até o primeiro intervalo e desliguei. (Primeiro a TV e depois eu; às vezes eu desligo primeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, fomos à Pedreira, Zona Sul de São Paulo. Que devia chamar “Zonas Suis”, de tão grande que é, e tão variada. Imagine, Ipiranga é Zona Sul. Fica a dezenas de quilômetros de Socorro, Grajaú, Parelheiros, Marsilac... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei a Pedreira uma graça. Claro, quem conheceu o lugar vinte anos atrás e volta a ele agora deve ficar horrorizado com seu crescimento (eu fico assim no Tremembé), mas já me acostumei a ver lugares de São Paulo tão detonados, tão estrangulados por construções amontoadas, que fiquei surpresa de ver um lugar até que espaçado, tranqüilo, com um uma quantidade razoável de verde à vista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde, reunião no partido para trabalhar no programa de governo. Parecia um estacionamento de notebooks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite fui a um sarau em um bar de rock no Capão Redondo. Sarau é um barato, e naquele pedaço da cidade tem vários. Quem começou essa história de sarau foi o Sergio Vaz, poeta, que ainda na época da MTV eu conheci como o coração da Cooperifa. Ele sempre foi de sonhar alto e longe, mas é possível que nem ele esperasse que poesia fosse se tornar algo tão forte na quebrada... O Bar do Zé Batidão ferve nas quartas de sarau da Cooperifa. No dia 15 tem sarau na Casa de Cultura de Santo Amaro (João Dias, 800). E na Fundação Cafu todo último sábado do mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sarau você vê um serralheiro (petista, ele me disse) que tem um caderno com 60 poesias – muito, muito boas! A namorada do “Pastel”, dono do bar, lê um poema do Sidnei (será que é assim que escreve?), que é tímido demais para ir ao microfone, mas também escreve muito bem. Ouve a música de protesto de um professor de biologia da rede estadual. Depois, um rock que deixaria o Eddie Vedder orgulhoso. Vê a leitura de poemas do Drummond, a recitação de Cecília Meirelles e Neruda, letras de música do Lulu Santos (“Eu vejo a vida melhor no futuro...”) e do Chico César (“Amplidão”, que a Elba canta). Declarações de amor e reflexões sobre o Brasil. Comendo pastel e tomando refrigerante (eu) ou cerveja (quase todo mundo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu li a letra que fiz para a música-tema da campanha. Não é nenhum primor de poesia (meu negócio é prosa...) mas eu acredito em cada palavra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ir embora, falei sobre a candidatura. Contei o “sermão” que um amigo fez no meu casamento (um dia eu conto aqui também) e fiz uma paródia da fala dele: “Estamos aqui reunidos no movimento mudar-o-mundo” (a versão dele foi “Estamos aqui reunidos no movimento fazer-feliz-um-ao-outro”). Junto comigo, como nos outros eventos, havia um candidato a vereador pelo PPS. Estava indo tudo muito bem, o pessoal ouviu com atenção e simpatia, até que um rapaz na calçada gritou, como quem fizesse um brinde: “Viva a participação popular”. Eu disse “é isso aí”, mas ele retrucou: “Você não entendeu. Eu não estou concordando com o que você está dizendo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anarquista, e não concorda com a idéia de democracia representativa. Defende a organização e participação direta da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo um milhão de problemas na democracia representativa... Precisamos reformar e aperfeiçoar o sistema (especialmente o nosso, que é cheio de distorções) e garantir muitas maneiras de participação e controle popular. Mas no modelo de sociedade que temos hoje, não vejo jeito de ter outro sistema. Há muito que intermediar, muitos interesses conflitantes, muitas necessidades coletivas gigantes... Imagine a coleta de lixo sem governo. Com a prefeitura controlando já rola uma lei da selva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa virou um debate ali mesmo – na boa – dei um exemplo hipotético. “Precisa de uma linha de ônibus entre Pirituba e Vila Nova Cachoeirinha. Não tem governo. Como faz?” “Alguém vai lá e cria a linha”. E se ninguém criar? E se muitos criarem e virar uma “guerra” por passageiros? E se criarem e cobrarem muito caro, e depois cancelarem por falta de lucratividade? Perguntei qual era a diferença entre isso e o livre-mercado... Defendi o papel do Estado – para arrecadar e investir, redistribuir, prover, organizar, garantir, controlar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não concordou não, mas conseguimos discutir civilizadamente, no ambiente acalorado do Bar do Rock. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois ainda deu tempo de ir ao aniversário do amigo do irmão de uma amiga... Sério, eu não sabia de quem era o aniversário, mas queria encontrar minha amiga, que mora no Rio e estaria aqui para a festa. Um lugar muito legal, uma casa com um dos cachorros mais pacíficos que eu já vi, que passeava na pista de dança molemente, indiferente a tudo, como se estivesse sozinho em um lugar vazio. Simpaticão, adorável. Depois eu soube que ele é que o dono do lugar, e deixa a gente usar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana terminou (bom, ainda não terminou) com saldo positivo no item CDs: o fotógrafo das fotos de divulgação me deu um CD do Kings of Convenience, que eu ouvi na casa dele e adorei; saí do sarau com um disco do Máxima Culpa, “Denúncias e Questionamentos”,  um demo acústico do trabalho do Anjos JPM (Jovens Para Morrer); uma coletânea da Umdasul, “Us Qui São Representa”, com produção executiva do Ferréz (outro “culpado” pela paixão pelas letras na quebrada)... Ainda ganhei uma camiseta Umdasul e um adesivo. E não me deixaram pagar o pastel no sarau (“cortesia da casa”). (Xi, será que o TRE vai considerar “doação não contabilizada”?) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa e o meu cachorro não estava; para não ficar o tempo todo sozinho, foi passar o fim-de-semana na casa da “avó”. Senti a maior falta... Lembrei do Zé Presidente (o cachorro da festa de aniversário) e pensei que devia haver uma política pública assim: cachorro para pessoas sozinhas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria tanto acordar às seis pra ver o vôlei... Falô. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia do “cachorro para pessoas sozinhas” é um pouco fantasiosa – se bem que eu acho mesmo que ia fazer super bem para idosos, crianças abrigadas, adolescente... Mas outras idéias de políticas públicas que me ocorrem são mais concretas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha de trem ao lado da Marginal Pinheiros, por exemplo, é ladeada por grades e não muros. Será que a gente não podia fazer isso também em outros lugares da cidade, que ficam feios e isolados com muros quilométricos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Marginal Tietê, havia meninos atravessando a pista correndo, no sentido margem-rio, com livros e cadernos debaixo do braço – claramente, indo ou voltando da escola. Para onde iam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele pedaço, há um duto da Sabesp com uma escadinha de trabalho. Provavelmente, atravessariam o rio por ali, e depois cruzariam as outras pistas correndo também. Loucura! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas olhe em volta. Cadê o caminho para os pedestres? Andar pela beira da Marginal até a ponte, cruzar as alças de acesso, se espremer na calçada estreita e insegura... É ruim também, e muito, mas muito mais longo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos anos a gente encurta caminho para os carros e encomprida para os pedestres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, eu liguei o computador à uma da manhã – mas não a conexão com a internet. Escrevi e não publiquei... Agora vai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico devendo umas fotos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-7687208303068022405?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7687208303068022405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/7687208303068022405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/querido-dirio-sexta-e-sbado.html' title='Querido Diário - Sexta e Sábado'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-8736933666496756122</id><published>2008-07-14T09:02:00.002-03:00</published><updated>2008-07-15T02:10:52.299-03:00</updated><title type='text'>Ver o lado bom... E criticar se for o caso :oP</title><content type='html'>Eu já disse muitas vezes que não vou fazer campanha eleitoral dizendo que “os outros candidatos são todos uns bobões, não sabem nada e só fazem tudo errado; eu, em compensação, sei tudo”. Que é mais ou menos como se faz normalmente, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é uma “estratégia”, como escreveram outro dia em um jornal. É uma crença. Eu não acho que os outros “não sabem nada” e “nunca fizeram nada que prestasse”. Só acho que eu sei muito mais do que eles :o)) . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, é brincadeira, mas eu realmente sei mais do que eles em vários temas. Porque tenho mais interesse, mais curiosidade, mais vontade de aprender. Porque gosto de coisas que eles não gostam; dou importância para temas para os quais eles não dão muita bola – porque são coisas que “não dão voto”, por exemplo (tipo “mudanças climáticas”, que não estão na capa dos jornais e nas manchetes do rádio como os congestionamentos) - ou pior, podem “tirar voto”. Porque participei de mais palestras, seminários, cursos e debates nos últimos anos que todos eles juntos! Porque adoro ouvir as pessoas que sabem de coisas que eu não sei. Porque tenho uma vida que os quatro à minha frente não têm; passo cotidianamente por experiências que são comuns para milhões de pessoas e extraordinárias para eles, tipo pegar ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo caso, não é mesmo uma estratégia, é a renúncia a uma estratégia (de golpear o fígado do adversário, atacando seus defeitos, dizendo o que as pessoas querem ouvir...). Afinal, é fácil meter o pau na Saúde, por exemplo, que melhora ano a ano mas continua muito ruim... Difícil é responder como fazer para que mais médicos queiram trabalhar na periferia, sejam todos gentis e responsáveis, compareçam sempre ao trabalho com pontualidade... E conseguir fazer isso. É impossível? Não. Tem de ser feito? Tem. Mas dizer “eu tenho a solução e daqui a 4 anos vocês vão ver” – ou, pior ainda, “no meu governo não tinha nada disso” -- é mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não quer dizer que eu tenha feito uma promessa de não criticar os adversários, oras bolas. Porque agora, quando eu critico o Maluf, por exemplo, por querer gastar bilhões tapando o Tietê com concreto e asfalto pra passar mais carro ali, alguém reclama: “Peraí, você disse que não ia falar mal dos outros!”. Se critico a Marta por dizer que o projeto do metrô foi feito pelo Ministério do Turismo, vem alguém: “TÁ VENDO?! Ex-petista ressentida, só entrou na disputa para tirar voto dela”. Se critico o Alckmin porque a educação piorou horrores no governo dele, o Kassab porque resolveu disciplinar o tráfego de caminhões mas não quer nem saber de mexer com os automóveis, lá vem alguém dizer “Eu sabia! Uma vez petista, sempre petista!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nã-ni-na. Reconhecer o que eles fizeram de bom é diferente de SÓ falar o que eles têm de bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta longa digressão vem a propósito de um comentário que eu não vou conseguir deixar de fazer, mesmo que me custe uma rodada de xingamentos petistas. Eu agüento. (E tenho certeza que alguns petistas hão de concordar comigo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei ontem no site da candidatura da Marta – muito bonito, como era de se esperar. O PT já tem alguma “tradição” em internet e sempre primou pelo cuidado com a comunicação visual, desde o querido Carlito Maia. Mas o conteúdo, ai ai ai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico aflita às vezes com o nosso “atraso” em sistematizar e colocar logo no ar o programa de governo – que estamos fazendo desde outubro do ano passado, pouco depois de o PPS decidir que iria ter candidat@ na eleição deste ano. Muitas coisas já estão sendo publicadas nesse tempo todo; o &lt;a href="http://www.projetosp.org.br"&gt;Projeto SP&lt;/a&gt; traz textos nossos e colaborações (aliás, estão todos convidados) e compartilha propostas que ainda estão sendo trabalhadas. E tem o &lt;a href="http://www.soninha23.can.br"&gt;www.soninha23.can.br&lt;/a&gt;, que aos poucos vai tomando jeito. Mas eu queria ter tudo arrumado, organizado, desde já. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o site da candidatura da Marta está muuuito, mas muito mais “atrasado”. Clicando em “propostas”, por exemplo, você encontra quatro temas: educação, saúde, trânsito e segurança. E só. Não tem meio ambiente, moradia, cultura, esporte, participação popular, inclusão digital, garantia de direitos, crianças e adolescentes, juventude, nada. Pelo menos por enquanto. Claro que vai ter depois... Mas agora tá assim, simplificado demais, cheio de lacunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente pode pensar: “Bom, eles só publicaram o que já está mais elaborado”. Ledo e Ivo engano. Eis as propostas para o trânsito: "Ampliar as linhas do Metrô; construir mais corredores de ônibus; recuperar e ampliar os benefícios do Bilhete Único; abrir ciclovias; melhorar a operação e a fiscalização do trânsito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sério, não era a "resposta em 30 segundos" para o SP TV, é uma seção do site. Onde há tempo, espaço e possibilidades para explicar as coisas direito, ilustrar, ponderar... Expor conceitos, detalhar propostas... Que nada. "Ampliar os benefícios do Bilhete Único". Como assim? "Melhorar a operação do trânsito". Ok, isso é o que todos queremos - não uma "proposta". A prefeitura vai fazer isso como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Saúde, as propostas são: "Implantar uma rede de Policlínicas para acabar com o atraso nos exames e no tratamento das doenças mais graves; construir o hospital de Brasilândia; construir o hospital de Jaçanã; construir o hospital de Parelheiros; aperfeiçoar as AMAs".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Educação: criar a Rede CEU, beneficiando toda a cidade; criar centros de qualificação profissional nos CEUs; criar um Centro de Aperfeiçoamento de Professores; implementar o Ensino Fundamental de 9 Anos; aumentar o número de vagas nas creches; trabalhar pela erradicação do analfabetismo. Meio vago, né? (E "implementar o Ensino Fundamental de 9 anos" não é uma "proposta", é um dever do município).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a Segurança: "Recriar a Secretaria Municipal de Segurança Urbana; recuperar as Bases Comunitárias de Segurança; reestruturar a Guarda Civil Metropolitana; implantar o Observatório de Segurança com sistema de acompanhamento das áreas mais violentas da cidade; ampliar a participação de São Paulo no PRONASCI – Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ao menos os títulos fossem hiperlinks, a gente clicaria neles e entederia melhor qual é a idéia de "reestruturação da GCM", por exemplo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se era só para fazer uma lista de desejos, já podia colocar tudo lá. Meio ambiente: mais árvores, menos poluição do ar e da água. Cultura: mais teatros, cinemas, circos e bicliotecas. Esporte: Mais quadras. :oP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, estou sendo irônica, estou. Deixa eu me divertir só um pouquinho, vai... Que eu deixo a Marta trabalhar, hehehe. Não só deixo, como incentivo: cadê as propostas? :o)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em benefício do PT, registre-se que os outros candidatos ainda não têm site de campanha. (Ou vai ver fui eu que não achei...). E o blog da Marta, que até sábado à tarde só tinha um textinho de abertura, agora tem bons posts sobre o ECA, políticas de inclusão, revitalização do centro, educação... Curiosidade e não maldade: será que é ela mesma que escreve?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-8736933666496756122?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/8736933666496756122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/8736933666496756122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/ver-o-lado-bom-e-criticar-se-for-o-caso.html' title='Ver o lado bom... E criticar se for o caso :oP'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-1133642682353015105</id><published>2008-07-10T10:58:00.000-03:00</published><updated>2008-07-15T02:12:39.762-03:00</updated><title type='text'>Vai ser bom, não foi?</title><content type='html'>Estou indo para a gravação do SPTV – vou falar 30 segundos sobre transporte e 30 sobre trânsito. E resolvi fazer o resumo do resumo da síntese das propostas e tentar falar sobre elas em 30 segundos. Impossível!! Não dá para explicar nada, só para citar os itens, e mesmo assim passa do tempo. Agora tenho de escolher qual ponto super importante eu vou ter de tirar da resposta para caber no tempo que a TV me reservou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que isso, meu deus? Por que fazer tão relâmpago, tão inevitavelmente superficial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimente você falar 30 segundos sobre qualquer coisa. Não dá! As antigas fichas telefônicas duravam 3 minutos. Imagine-se tendo de responder uma pergunta muito importante, sobre tema super complexo, no tempo de uma ficha. E que tal em 1/6 desse tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12:21 - Pronto. Fui até lá (o apartamento de uma amiga, perto da Câmara) e voltei. Precisei fazer umas quatro ou cinco tentativas de cada, mas rolou. Até que é um bom treino para os debates que reservam 1min30 por resposta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-1133642682353015105?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1133642682353015105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1133642682353015105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/vai-ser-bom-no-foi.html' title='Vai ser bom, não foi?'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-1542479275178296350</id><published>2008-07-09T20:30:00.001-03:00</published><updated>2008-07-15T02:14:50.715-03:00</updated><title type='text'>Querido diário...</title><content type='html'>Hoje às dez estive na BandNews FM para uma entrevista de uma hora sobre a candidatura à prefeitura. Respondi perguntas dos apresentadores no estúdio, de jornalistas convidados e de ouvintes. A primeira participação pré-gravada foi do Boris Casoy, que quis saber como eu pretendia lidar com uma Câmara acostumada a se relacionar com o Poder Executivo na base do toma-lá-dá-cá. Se eu cederia ou se estaria pronta a enfrentar hostilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelente pergunta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um mundo ideal, os parlamentares examinariam as propostas do Executivo e concluiriam se são boas ou ruins, e em função dessa análise votariam contra ou a favor. No mundo real, não é assim... Os partidos da base governista apóiam qualquer coisa que venha do governo, desde que sejam contemplados em suas reivindicações. Em compensação, se não forem atendidos, não aprovam nada, mesmo que seja o melhor projeto de todos os tempos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer nesse mundo real? Estabelecer que os vereadores serão atendidos em seus pedidos desde que sejam no interesse da coletividade. Óbvio? Sim! Mas então POR QUE NÃO FAZEM DESSE JEITO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, falar é fácil, na prática não é assim. Os vereadores farão exigências que resultem em vantagens pessoais... Isso é um problema em toda parte”. Então tá – um prefeito se propõe a combater o congestionamento, a violência, os problemas na saúde e na educação, a poluição e o aquecimento global, mas entrega os pontos quando de fala em política – “Impossível, não dá pra ser de outro jeito, é uma prática muito arraigada”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem de ter jeito. Se não, pra que ir? (Parece aquela situação em que os técnicos da seleção brasileira reclamam que “o adversário fez uma marcação muito forte”. Queria o que, defesa aberta, postura frouxa? Ou então, seria como se a Secretaria de Segurança dissesse “não dá para diminuir a violência, os bandidos não querem”. A Secretaria de Saúde reclamasse das pessoas que não deixam de ficar doentes...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefeito ou prefeita (governador, presidente) tem de estar pronto para enfrentar os costumes pouco republicanos com a mesma disposição com que enfrenta os outros problemas. Sim, o sistema político é confuso, desajeitado, e facilmente deixa o chefe do Executivo refém de um Parlamento hostil ou venal. Enquanto ele não muda, sejamos firmes em nossos princípios e convicções, estabelecendo um limite para concessões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um partido quer participar da administração, indicando pessoas para determinados cargos? Ok – desde que elas tenham capacidade e sigam as diretrizes da prefeita. (No governo federal, seria como se todos os indicados pelo PMDB tivessem as credenciais do Ministro da Saúde, de quem gosto muito...). Para aprovar um projeto do Executivo, o vereador exige a aprovação de um projeto seu, ou a execução de uma emenda ao orçamento? Beleza. TODOS os vereadores, mesmo aqueles de quem eu discordo 95% das vezes, têm boas idéias, bons projetos. Vamos discutir, juntos, quais são eles e colocá-los em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achar que os vereadores não são capazes de negociar nesses termos – e, por isso, sequer tentar – é  nivelar tudo muito por baixo. Render-se ao nível mais baixo é um erro das duas partes – de quem faz exigências contrárias ao interesse público e de quem as atende. Se você não estabelecer um limite para concessões, quem o fará?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No restante do programa, falamos sobre trânsito e transporte (ah, vá...), população de rua, Cidade Limpa, Serra, segundo turno, crescimento econômico... Muito bom (eu gostei do programa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, gravei uma resposta sobre trânsito e transporte para a Rádio Bandeirantes e respondi um “questionário” do CQC. Os outros candidatos farão o mesmo roteiro – a menos que não queiram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, fizemos uma breve reunião sobre internet, agenda de campanha e programa de governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seqüência, examinei as mais de 100 fotos que fizemos na segunda-feira para escolher as que serão usadas em material impresso, banners, site, divulgação para a imprensa, etc. É muito engraçado perceber a diferença que faz olhar uma mesma foto reduzida ou ampliada, suavizada ou contrastada, de perto ou de longe, sozinha ou em comparação com as outras... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de várias rodadas eliminatórias, ficamos com cinco imagens que podem ser usadas em materiais diferentes. Uma cara mais séria combina com alguns impressos, mas não parecerá muito simpática na porta da casa de alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre aparece alguém para dizer: “Fotos diferentes? Não é assim que se faz; fica muito confuso”. Até parece que as pessoas não são capazes de saber que Soninha sou eu, séria ou rindo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do dia, mais um chá-de-computador – blog, emails, programa de governo. Comida chinesa pedida por telefone e documentário sobre o 9-11 (atentado ao WTC) na televisão. Os familiares das vítimas formaram uma associação e participaram de audiências para apurar as responsabilidades do governo na tragédia, querendo responder à inquietação inútil e inevitável: podia ter sido evitado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os testemunhos dos sobreviventes – pessoas que trabalhavam nos prédios, policiais, bombeiros – foram muito comoventes. Os depoimentos dos representantes do governo, evasivos. As famílias ficaram muito incomodadas com as respostas do tipo “não posso dizer agora; vou ter de apurar essa informação” – mesmo que fossem compreensíveis em alguns casos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia, um chefe do serviço anti-terrorismo disse, sem meias-palavras: “Desculpem, nós erramos. Deveríamos ter sido capazes de evitar. Se aconteceu, é porque falhamos de alguma maneira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível o efeito que a contrição teve sobre os presentes. Não mudava NADA, objetivamente, mas foi um bálsamo, um consolo, um alívio. Parecia que tudo o que elas queriam era um pouco de honestidade, solidariedade, compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que as pessoas demoram tanto a fazer o mais certo – dizer a verdade, admitir um erro e pedir desculpas? Se são teimosas e não reconhecem que erraram, nem para si mesmas, esse é um problema. Se sabem que erraram mas pensam que é melhor fingir que não, é um problema ainda maior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-1542479275178296350?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1542479275178296350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1542479275178296350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/querido-dirio.html' title='Querido diário...'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-5698965900701337784</id><published>2008-07-08T15:53:00.000-03:00</published><updated>2008-07-15T02:16:55.516-03:00</updated><title type='text'>Inventando a roda quadrada</title><content type='html'>A Justiça Eleitoral quer proibir quase todo tipo de manifestações na internet para impedir que haja “vantagem indevida” par algum candidato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valei-nos, padroeiro dos bytes, seja você quem for... A internet é justamente o veículo mais capaz de compensar vantagens indevidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível utilizá-la a custo praticamente zero. Um computador conectado em algum serviço de uso gratuito (Telecentro, Acessa São Paulo, Sesc, etc.) e pronto – qualquer um pode fazer campanha. Para si mesmo ou para seu candidato. Com um reles celular, pode gravar vídeos, fazer entrevistas, colher depoimentos e publicar tudo. Sem gastar uma fortuna em layout e fotolito e toneladas de papel, pode falar com milhares de pessoas. Pode dar respostas rápidas. Pode indicar suas referências. Pode oferecer muito mais informações do que nos folhetos, no rádio e na televisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao proibir orkuts e blogs, ao ameaçar multar com mais de cinqüenta mil reais quem falar bem de um candidato ou mal de outro, ou cometer o “crime” de declarar em quem vai votar, o Tribunal ameaça justamente os menores, os mais pobrinhos, os que têm menos espaço na grande mídia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você só pode ter vídeos no seu site oficial e não hospedá-los no You Tube, isso significa que precisa ter um provedor “da pesada”, que custa muito mais caro. E por aí vai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse, é dificílimo – senão impossível – fiscalizar e punir corretamente. Se alguém criar uma página com nome falso, se um internauta na Suécia resolver fazer campanha pelo seu candidato no interior do Espírito Santo, como a Justiça vai punir o autor da infração? E quantas infrações serão, milhões??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo das discussões sobre células-tronco no Supremo, a cientista Mayana Zatz foi a Brasília dar uma palestra sobre o assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não querem chamar alguém que entenda de internet para explicar como funciona esse troço? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também podem perguntar para seus filhos, sobrinhos, netos... Ou fazer algo que a internet permite com certo conforto: pesquisar por si mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-5698965900701337784?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5698965900701337784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/5698965900701337784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/inventando-roda-quadrada.html' title='Inventando a roda quadrada'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-1783711069912824575</id><published>2008-07-08T15:14:00.000-03:00</published><updated>2008-07-15T02:20:09.571-03:00</updated><title type='text'>Os debates vêm aí</title><content type='html'>Na quinta-feira, vou gravar um depoimento para a Globo sobre transportes para eles usarem no SPTV. Tempo: 30 segundos. TRINTA SEGUNDOS para dizer o que eu pretendo fazer pelo transporte em São Paulo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é debate, é gincana. Concurso de narrador do Jóquei Clube. Quadro divertido do Fantástico ("minha vida em 15 segundos").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje gravei uma chamada confirmando a minha participação no debate na Band, que será no fim do mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem havido muitas reuniões entre os assessores dos candidatos para combinar as regras – no Ig, Estadão, Globo, Record, na própria Band... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre acontece, os mais bem colocados resistem, relutam, não confirmam presença... Existe uma crença – compreensível – de que quem está na frente só tem a perder. Principalmente porque será o alvo preferencial de todos os presentes... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas eleições, o Serra não foi a quase nenhum debate, o Lula também não. Só não entendo como eles podem achar vantagem em ficar apanhando sem ao menos estar lá para responder, mas sou a única... É consenso entre políticos e assessores que é melhor não ir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E o que acho um absurdo também é passar a vida toda criticando quem “foge do debate” e depois... “Fugir”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debate é arriscado mesmo. Os debatedores ficam tentando atingir um o ponto fraco do outro. Às vezes parece concurso de “Vixxxe!”, para ver quem dá a cutucada mais “esperta” no rival. Discutir os temas pra valer, que é bom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não haja provocações e baixarias, é tenso. Você está lá ao vivo e uma pequena hesitação ou engano que seriam perfeitamente normais em qualquer outra situação da vida real se tornam obstáculos sérios. Você trabalha que nem um camelo por meses, anos para entender de um assunto e se preparar para a candidatura e pode por tudo a perder em uma resposta gaguejada. Terrível! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior de tudo mesmo é o tempo: 2 minutos, 1 minuto e meio... Adoro os debates americanos, em que os candidatos desenvolvem à vontade o seu raciocínio, sendo interrompidos apenas se o mediador achar que alguém está abusando do tempo, fugindo do assunto, se comportando de maneira inadequada ou algo assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que eu fico mais nervosa e aflita assistindo debates quando sou só eleitora do que vou ficar quando estiver participando deles. É como jogar e torcer... Depois dos primeiros chutes, o jogador está mais calmo que o torcedor na arquibancada. Não poder fazer nada é muito enervante!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-1783711069912824575?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1783711069912824575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/1783711069912824575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/os-debates-vm.html' title='Os debates vêm aí'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-955240975492065722</id><published>2008-07-08T15:02:00.001-03:00</published><updated>2008-07-15T02:21:31.424-03:00</updated><title type='text'>Mais bastidores</title><content type='html'>Na primeiríssima caminhada de campanha, eu estava morrendo de vergonha. Faixas, carro-de-som, gritos, palmas... A noite anterior tinha sido terrível: saí de um evento (encerramento do semestre na Fábrica de Cultura, no Capão Redondo) com um pouco de dor-de-cabeça; queria dar uma passada na festa junina da Casa da Cidade mas voltei da porta, porque já tinha virado uma tremenda dor-de-cabeça. Peguei um táxi pensando: “Desta vez é aneurisma” (pensamento paranóico básico de quem sofre de cefaléias-monstro). Cheguei em casa com uma galopante enxaqueca, das piores que já tive. Nem fazer do-in eu conseguia direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandei ver logo um analgésico, apaguei a luz e deitei no sofá. Não podia ir para a cama porque ainda tinha coisas para fazer antes de dormir... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei um pouco mais tarde “apenas” com dor-de-garganta forte, daquelas em que você sente alfinetes espetando. Minha filha fez um chá (“Bons Sonhos”) e eu consegui dormir... Até as quatro da manhã, quando o aneurisma, quer dizer, a enxaqueca voltou com tudo. Incrível. Dali a poucas horas, começaria a campanha eleitoral. Que pesadelo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, sem contar o resto, já dá para imaginar meu estado – meio grogue – no Horto Florestal. Fui ficando mais à vontade aos poucos; afinal, faz parte do ofício. Não posso estar pronta para discutir com empresas de ônibus e de coleta de lixo, vereadores e sindicalistas, empreiteiras e movimentos sociais, jornalistas e demais candidatos etc. mas ficar inibida para pedir voto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém vaiou, fez cara feia ou fugiu do cumprimento. Apenas um homem disse: “Não tenho nada contra você, mas não vou muito com o seu partido. Eu sou Democratas”. Com a maior cortesia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os candidatos a vereador é mais complicado. Os possíveis eleitores, em geral, não querem nem saber... “Prefeito” é algo que todo mundo conhece e entende (mais ou menos) o que faz. “Vereador” ainda é um pouco misterioso... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de anotar um email para contato com o candidato a vereador, uma pessoa disse para sua acompanhante: “Os caras vêm aqui me encher o saco no domingo, quero ver quando eu ligar para ele amanhã se ele vai me dar alguma coisa”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje de manhã, estava no computador quando minha filha gritou da sala: “Mãe, tá MUITO cheiro de queimado!”. Corri para lá e vi a cozinha toda esfumaçada – a máquina-de-lavar roupa estava parecendo um caminhão desregulado, ou chaminé de carvoaria. Desliguei correndo. Quinta-feira o técnico vai lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que isso tem a ver com candidatura? Nada e tudo... Afinal, é um pedaço de um dia na vida de uma candidata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-955240975492065722?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/955240975492065722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/955240975492065722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/mais-bastidores.html' title='Mais bastidores'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6071916784669494334.post-6000384298692875122</id><published>2008-07-08T09:22:00.003-03:00</published><updated>2008-07-15T02:53:19.657-03:00</updated><title type='text'>(Tudo menos) Uma segunda-feira qualquer</title><content type='html'>A última coisa que eu podia imaginar era que no segundo dia de campanha eleitoral eu descansaria. É, eu descansei no fim do dia! Tive a noite livre! Incrível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã, depois dos despachos básicos diários no computador, tirei as fotos de divulgação da campanha. Ainda não vi como ficaram – ai que meda (é difícil eu gostar da minha cara em foto posada - fico achando o olhar vidrado, a boca dura... O fotógrafo faz o que pode, mas nem sempre a modelo ajuda). Daqui a dois ou três dias elas devem estar prontas para usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_lcuxufBObPc/SHw5tQspC4I/AAAAAAAAC_A/45h3fWwz1AE/s1600-h/blogdiario1.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_lcuxufBObPc/SHw5tQspC4I/AAAAAAAAC_A/45h3fWwz1AE/s400/blogdiario1.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223113117582035842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, a funilaria e pintura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_lcuxufBObPc/SHw66v0Xj5I/AAAAAAAAC_I/LKoPmODdp1s/s1600-h/blogdiario2.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_lcuxufBObPc/SHw66v0Xj5I/AAAAAAAAC_I/LKoPmODdp1s/s400/blogdiario2.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223114448785870738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_lcuxufBObPc/SHw7NcEy2yI/AAAAAAAAC_Q/8trP1mbwLrs/s1600-h/blogdiario3.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_lcuxufBObPc/SHw7NcEy2yI/AAAAAAAAC_Q/8trP1mbwLrs/s400/blogdiario3.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223114769903573794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois, o estúdio. (Não consigo lembrar o que o fotógrafo estava me contando de tão incrível!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, reunião com a diretora e editores do programa de TV no horário eleitoral. Muito legal. Eles estão empolgados, colecionando idéias, doidos pra começar a captar imagens para ilustrar o roteiro (que eu vou fazer). Também discutimos as normas (inacreditáveis) para o uso da internet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, outra reunião, desta vez sobre a barbeiragem cometida contra o mural histórico dos Gêmeos. Um painel assinado por eles, autorizado pela prefeitura seis ou sete anos atrás dentro do programa São Paulo - Capital Grafite, da Coordenadoria da Juventude, foi apagado por uma equipe de limpeza. Não souberam distinguir grafite de sujeira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Gêmeos são aqueles que já expuseram na Galeria Fortes Vilaça, na Vila Madalena; que já fizeram arte em Nova York (a cidade do “Tolerância Zero”...) com apoio da prefeitura; que pintaram o exterior de um castelo na Escócia e do Tate Modern Museum, em Londres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_lcuxufBObPc/SHw5XMu7SPI/AAAAAAAAC-4/maHqzZIl0Yg/s1600-h/bloggemeos.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_lcuxufBObPc/SHw5XMu7SPI/AAAAAAAAC-4/maHqzZIl0Yg/s400/bloggemeos.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223112738560755954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gemeos na Fortes Vilaça (nunca me lembro se eles usam o acento ou não)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mural apagado semana passada já deve ter aparecido em algum folheto turístico como uma das marcas registradas de São Paulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SPTV fez uma matéria sobre a “limpeza” e uma pessoa entrevistada por eles deu um depoimento muito bom: “Quando roubam um quadro de uma galeria, tem o maior escarcéu. E agora, que levaram uma obra que era de todo mundo, ninguém vai fazer nada?”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na reunião também estavam o Nunca e a Nina, grandes parceiros dos Gêmeos no grafite e na vida. Vamos fazer de tudo para restaurar o grafite. Deve ter gente na prefeitura que também acha um absurdo o que aconteceu, e que está louco para corrigir o erro (tomara!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da reunião e fui comer um lanche em um boteco em frente. Uma freguesa reparou na hora: “Você não é a Soninha? Votei em você, e vou votar de novo! Mas sabe o que eu queria? Eu queria que você fosse prefeita”. Ela, que também foi petista a vida toda (veja bem, "foi"), pensava que eu seria candidata a vereadora outra vez. A balconista confirmou, a pedido dela, que elas falaram (bem) de mim há uns quinze dias. Legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá, fui para o melhor lugar para trabalhar no computador sem ser interrompida: um cyber café. R$2,50 a hora, uma pechincha (eu achei). O trabalho rendeu que foi uma beleza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6071916784669494334-6000384298692875122?l=meudiariodacampanha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6000384298692875122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6071916784669494334/posts/default/6000384298692875122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meudiariodacampanha.blogspot.com/2008/07/tudo-menos-uma-segunda-feira-qualquer.html' title='(Tudo menos) Uma segunda-feira qualquer'/><author><name>Maurício Huertas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lcuxufBObPc/SXzOoFIe33I/AAAAAAAAFXY/DeZ6knRTIIQ/S220/mau1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_lcuxufBObPc/SHw5tQspC4I/AAAAAAAAC_A/45h3fWwz1AE/s72-c/blogdiario1.bmp' height='72' width='72'/></entry></feed>
